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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Clubes de futebol poderão ter mais recursos para reestruturação financeira


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, aprovou nesta quarta-feira (24) voto do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) favorável a projeto do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que autoriza o Poder Executivo a instituir o Fundo de Apoio à Reestruturação Financeira dos Clubes de Futebol. Para ter direito aos recursos, o clube terá de transformar-se em empresa:
- Os clubes devem ser regulados pelas leis que regem as empresas no país. O futebol é uma atividade econômica geradora de renda e receita e deve ser dessa forma administrado – disse o autor, para quem o projeto se constituirá em instrumental básico para a recuperação do futebol nacional.
De acordo com a proposta (PLS 57/07), o Fundo será constituído por 10% dos recursos obtidos pelos clubes nas transações internacionais de atletas; 10% de toda a arrecadação de bilheteria de eventos de futebol; 10% do valor arrecadado pelas empresas que explorem a publicidade estática nos estádios de futebol; 15% das receitas obtidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) arrecadadas em função dos eventos dos quais participem as seleções brasileiras; 10% das verbas publicitárias conseguidas pela CBF com a utilização de símbolos nacionais; doações de empresas, que terão direito a abatimento no Imposto de Renda Pessoa Jurídica; recursos orçamentários do Ministério do Esporte e outras receitas.
A distribuição dos recursos entre os clubes será feita de acordo com projetos apresentados à Comissão de Gestão do Fundo. Esses projetos terão de ser de investimento. Não haverá recursos para o pagamento de despesas correntes e nenhum clube poderá receber mais do que 5% do orçamento anual do Fundo. A estrutura e o funcionamento da Comissão de Gestão do Fundo serão definidos pelo Poder Executivo.
O projeto, que acrescenta dispositivo à lei que contém as normas gerais sobre o desporto (Lei nº 9.615/98, alterada pela Lei nº 9.981/00), será ainda examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde receberádecisão terminativa. Na CAE, onde teve sua tramitação suspensa para ser analisado pela CCJ, recebeu emenda que condiciona a destinação de recursos aos projetos de investimento em infraestrutura e de apoio ao atleta iniciante à prévia reestruturação financeira dos clubes de futebol.
Agência Senado

Uso abusivo de medicamentos supera o de heroína, cocaína e ecstasy, diz ONU


Relatório alerta para crescimento do consumo de drogas controladas.Ele cita caso da morte de Michael Jackson e de outras celebridades.
O uso abusivo de medicamentos controlados cresce rapidamente no mundo e já supera todo o abuso somado de heroína, cocaína e ecstasy, segundo o relatório anual divulgado na quarta-feira pelo Departamento Internacional de Controle de Narcóticos, ligado à ONU.
O relatório disse que várias mortes de celebridades no ano passado, como a do cantor Michael Jackson, chamaram a atenção para o problema dos medicamentos lícitos.
Nos EUA, o abuso dos medicamentos “já é a segunda questão mais importante do abuso de drogas, depois da maconha”, disse o texto, apontando a existência de 6,2 milhões de norte-americanos viciados em remédios em 2008.
“O abuso de tais drogas tem se difundido pelo mundo nos últimos anos”, afirmou Hamid Ghodse, diretor do Centro Internacional para a Política de Drogas da Universidade St. George’s, em Londres, um dos autores do relatório. “Isso precisa ser enfrentado urgentemente.”
Ghodse disse ser difícil obter dados abrangentes sobre esse “problema oculto”, mas na Alemanha, por exemplo, estima-se que 1,4 a 1,9 milhão de pessoas sejam dependentes de medicamentos vendidos sob receita. Em vários países europeus, entre 10% e 18% dos estudantes usam sedativos ou tranqüilizantes sem receita.
A entidade disse que farmácias ilegais estão atuando na Internet para vender ao mundo inteiro esses medicamentos – muitas vezes roubados, desviados ou falsificados. O relatório cobra medidas dos governos para monitorar ou proibir esses sites.
A agência da ONU citou também um aumento no uso das “drogas do estupro”, refletindo uma preferência de abusadores sexuais por substâncias lícitas.
Ketamina e gama-butirolactona (GBL), que não são controladas sob as convenções internacionais antidrogas, estão substituindo o Rohypnol, que costumava ser a droga mais usada no golpe conhecido no Brasil como “boa noite cinderela”.
Ghodse disse que a maior rigidez no controle do Rohypnol (cujo nome genérico é flunitrazepam) por parte de governos e laboratórios fez com que seu uso em crimes diminuísse, sendo substituído por substâncias mais fáceis de obter e usar.
“Como em muitos países essas drogas são facilmente disponíveis, elas frequentemente caem em mãos criminosas”, disse ele a jornalistas.
Da Reuters, em Londres

Despesas com prótese auditiva poderão ser deduzidas do IR

As despesas com prótese auditiva poderão ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), caso projeto de lei do então senador Expedito Júnior seja transformado em lei. A matéria foi aprovada nesta quarta-feira (24) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, onde receberá decisão terminativa.
A proposta (PLS 364/08) recebeu emenda do relator, senador Mão Santa (PSC-PI), para permitir a dedução, no IR, também das despesas com aquisição de órteses auditivas – aparelhos ortopédicos de uso provisório. O benefício será concedido com a comprovação médica da deficiência, sendo ainda necessária a nota fiscal, em nome do contribuinte, registrando a compra do equipamento.
Pela proposição inicial de Expedito Júnior, a dedução só poderia ser feita se a redução auditiva for causada por doença profissional ou acidente em serviço. No entanto, outra emenda do relator estendeu o benefício a todos os portadores de deficiência auditiva, independentemente da forma de aquisição do problema.
O projeto altera a lei do IRPF (Lei 9.250/95) para incluir as órteses e próteses auditivas. A legislação já permite a dedução dos pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como gastos com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas e dentárias.
Ao permitir a dedução de despesas com próteses ortopédicas e dentárias e não admitir as realizadas com equipamentos auditivos, argumentou o senador Expedito Júnior na justificação da proposta, a atual legislação mostra-se “injusta e iníqua”. A aquisição e uso de equipamentos auditivos, ressaltou o autor da proposta, melhora a qualidade de vida dessas pessoas.
No Brasil, informou Mão Santa, são quase três milhões de brasileiros com déficits auditivos, o que dificulta sua inserção social. O senador, que é médico, ressaltou que muitos dos problemas auditivos podem ser corrigidos ou aliviados por meio de aparelhos de amplificação sonora individual.
O relator explicou ainda que, independentemente da forma de aquisição da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) está obrigado a fornecer gratuitamente as órteses e próteses auditivas a quem deles precisar, conforme determina a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90). No entanto, observou Mão Santa, muitos portadores de lesões auditivas adquirem os aparelhos no mercado devido à dificuldade de obtê-los no SUS.
Agência Senado

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Para que serve uma Torcida organizada?


Foto: Billu
Na última quarta-feira fui com alguns amigos assistir o jogo Ypiranga x Central pela 10º rodada do Pernambucano 2010, e me surpreendi com o comportamento da Torcida “Fúria Jovem” nas arquibancadas do Otávio Limeira Alves. O jogo se desenrolava e nada da torcida Fúria Jovem apoiar o time em campo com cantos de incentivo, o que se ouvia era apenas uma troca de provocações com a torcida do Central. Os gritos eram do naipe de: “a fúria é uma parada/ dá porrada em qualquer um” ou “ta rolando agora o bonde dos maconheiros” ou ainda “a comando é gay/ é gay/ é gay”. Onde estavam os incentivos ao time que lutava dentro de campo? Não era a toa que a Fúria cantava sozinha pois nenhum torcedor dito “comum” se sentia motivado a fazer côro com uma torcida organizada que parecia esquecer do time em campo. O Ypiranga não perdeu por causa da Fúria Jovem, mas a única T.O. da cidade deu um péssimo exemplo .
Hoje foram os primeiros dias da volta às aulas depois do recesso de carnaval e partilhei uma cena grotesca em sala de aula numa turma de 6º ano do ensino fundamental. Quatro alunos de 11 e 12 anos conversavam sobre futebol e repetiam os gritos da organizada, durante a aula fui perguntado se conhecia a Fúria Jovem, ao que respondi que conhecia e não admirava. Daí iniciei uma discussão sobre as motivações das T.O. em incentivar a violência em seus gritos de guerra ao invés de trazer o povão para a vibração dos jogos. Escutei absurdos como: “quem provoca a gente tem mais é que apanhar mesmo” , “somos aliados da Inferno Coral, se eu ver alguém com a camisa da Jovem(do Sport) quero que ele tome umas porradas e que arranquem a camisa dele”, “se eles são violentos então temos que ser também”, “você não quer que apanhemos quietinhos não é?”. Isso entre outras pérolas.
Quero deixar claro que jamais ouvi falar de atos de violência praticados pela Fúria Jovem, mas seus gritos agressivos que incentivam o ódio das arquibancadas são um péssimo exemplo para a juventude, principalmente uma garotada extremamente influenciável como a que temos. Os quatro meninos falavam de violência entre torcidas como se fossem coisas banais e necessárias, sempre evocando valores como bravura, macheza, etc.
Não sou um alvi-azulino nato, meu time do coração é o Santa Cruz FC, mas sou o primeiro a reconhecer a importância do Ypiranga para nossa cidade. Mais do que divulgar nosso povo para o Brasil a máquina une uma cidade marcada por rivalidades sob uma única bandeira. Na arquibancada do limeirão não existem partidos, raças, religiões ou classes sociais. Mas a Fúria quer imitar as grandes T.O. da capital fazendo um incentivo verbal para atos violentos, sujando o nome do torcedor do Ypiranga e dando um péssimo exemplo para os nossos jovens. Não me admira que na maior parte dos jogos eles cantem sozinhos.
Sugiro para a Fúria Jovem que ela se torne uma torcida que mexa com a paixão do torcedor, incentive e emocione com gritos que falem da grandeza e importância do Ypiranga, aprendam até com a “aliada” Inferno Coral que, mesmo não sendo composta por anjinhos, só canta canções que exaltam o Santa Cruz, aboliram os gritos que exaltam a violência, e trazem o torcedor comum pra cantar junto e manter o clube vivo mesmo com essa interminável crise.
Por Mário Júnior - Professor de História, Filosofia e Sociologia.

Contar carneirinhos não ajuda a dormir, concluem cientistas


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O motivo pelo qual as pessoas contam carneirinhos, em vez de passarinhos ou veleiros, é incerto; alguns estudiosos acham que isso pode ter a ver com um sistema de cálculo criado por pastores na antiga Bretanha.
Porém, não há dúvidas de que a frase se incorporou à linguagem. E seu significado é bem claro –a monotonia da tarefa deveria embalar seu sono.
Mas será que funciona? Cientistas da Universidade de Oxford fizeram o teste.
Em seu estudo, que aparece no periódico científico “Behavior Research and Therapy”, dois pesquisadores recrutaram pessoas que sofrem de insônia e as separaram em dois grupos.
Depois as monitoraram enquanto as pessoas tentavam técnicas diferentes para adormecer em várias noites.
Os pesquisadores descobriram que os participantes demoravam um pouco mais para adormecer nas noites em que foram instruídos a se distrair contando carneirinhos ou não receberam instrução alguma.
No entanto, quando os participantes foram instruídos a imaginar um cenário relaxante –uma praia, por exemplo–, eles adormeceram em média 20 minutos antes do que em outras noites.

Tedioso
Contar carneirinhos, como sugeriram os cientistas, pode simplesmente ser algo tedioso demais para se fazer por muito tempo, enquanto imagens de uma orla tranquila ou uma corrente de água serena são algo atraente o suficiente para nos mantermos concentrados.
Em outros estudos de Oxford, cientistas compararam pessoas que dormem “bem” com pessoas que sofrem de insônia, e encontraram diferenças em seus pensamentos antes do adormecer.
Os que sofrem de insônia vislumbravam menos cenários de qualquer tipo e tinham mais pensamentos sobre imagens desagradáveis, preocupações, barulho no ambiente, “relações íntimas” e coisas que fizeram durante o dia.
Conclusão: Não conte carneirinhos para pegar no sono. Em vez disso, tente imaginar cenas relaxantes.
ANAHAD O´CONNOR
do New York Times

Mosquitos transgênicos para não voar podem combater dengue

Pesquisadores estimam que variedade poderá ser solta à natureza em 2011; nativos sumiriam em até 9 meses

Cientistas criaram variedade que tem desenvolvimento dos músculos da asa interrompido
Cientistas criaram variedade que tem desenvolvimento dos músculos da asa interrompido Foto: Divulgação/North Caroline University

WASHINGTON - Uma nova variedade de mosquitos modificados geneticamente para não voar poderia conter a transmissão do vírus da dengue, segundo um estudo de pesquisadores das universidades de Oxford e da Califórnia.
O experimento, publicado nesta segunda-feira, 22, na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, criou uma variedade de mosquito cujas fêmeas são incapazes de voar devido à interrupção provocada do desenvolvimento dos músculos de suas asas.
Os machos dessa variedade não exibem sintomas visíveis de sua alteração genética mas, quando se acasalam com fêmeas selvagens, os mosquitos fêmea da geração seguinte já nascem sem poder voar. Até agora, o experimento só foi realizado em laboratórios, mas se espera que a nova variedade desses insetos possa ser solta à natureza em 2011.
Segundo indicou à Agência Efe Luke Alphey, pesquisador da empresa Oxford Insect Technologies (Oxitec) associada à universidade britânica, essa libertação representaria o desaparecimento dos mosquitos nativos entre seis e nove meses.
Dengue pelo mundo
A febre da dengue, um vírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito “Aedes aegypti”, afeta a cada ano entre 50 e 100 milhões de pessoas.
Embora haja estudos em andamento sobre a prevenção e cura da dengue, o uso generalizado de uma vacina contra o vírus ainda levará muitos anos, assegura Alphey. O pesquisador opina que “até então, o controle do mosquito será a única forma de controlar a doença”.
“Se reduzirmos o número de mosquitos, poderemos reduzir a transmissão da dengue e com isso a mortalidade de pessoas”, ressalta em comunicado outro dos membros do projeto, Anthony James, professor de microbiologia e genética molecular na Universidade da Califórnia.
A proposta dessa equipe representa, além disso, uma alternativa segura e eficiente para combater a dengue frente às inseticidas, “que sempre deixam resíduos tóxicos”, acrescenta Alphey.
Os pesquisadores destacaram também que todos os habitantes das áreas tratadas se beneficiariam com a medida, e concordam na possibilidade de aplicá-la a outros espécies de mosquitos transmissores de doenças como a malária ou a febre do Nilo Ocidental.
Os países com mais casos de dengue registrados entre 1995 e 2008 foram Brasil, Colômbia, El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Honduras, México, Peru e Venezuela. Além disso, a doença se difundiu consideravelmente nos últimos cinco anos na Argentina, Bolívia, Costa Rica e Paraguai.

Brasil é o campeão do lixo eletrônico entre emergentes


O Brasil é também o país emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano, por pessoa
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Lixo Eletrônico Foto: AFP


GENEBRA - O Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano. O alerta é da ONU, que nesta segunda-feira, 22, lançou seu primeiro relatório sobre o tema e advertiu que o Brasil não tem nem estratégia para lidar com o fenômeno, e o tema sequer é prioridade para a indústria.
O Brasil é também o país emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descartar celulares, TVs e impressoras.
O estudo foi realizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), diante da constatação de que o crescimento dos países emergentes de fato gerou maior consumo doméstico, com uma classe média cada vez mais forte e estabilidade econômica para garantir empréstimos para a compra de eletroeletrônicos. Mas, junto com isso, veio a geração sem precedente de lixo.
A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo. Mas o que a ONU alerta agora é para a explosão do fenômeno nos emergentes e a falta de capacidade para lidar com esse material, muitas vezes perigoso. Para Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma, Brasil, México, Índia e China serão os países mais afetados pelo lixo, enfrentando “crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública”.
Em meio a críticas ao Brasil, por não contar com dados sobre o assunto, a ONU optou por fazer sua própria estimativa. O resultado foi preocupante. Por ano, o Brasil abandona 96,8 mil toneladas métricas de PCs. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas. Mas, per capita, o Brasil é o líder. Por ano, cada brasileiro descarta o equivalente a meio quilo desse lixo eletrônico. Na China, com uma população bem maior, a taxa per capita é de 0,23 quilo, contra 0,1 quilo na Índia.
Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo



Exemplar de revista de estreia do Superman é vendido por US$ 1 milhão

Cópia da ‘Action comics’ Nº1 foi negociada em site de leilões.
Em 2009, outro exemplar havia sido vendido por US$ 317 mil.


http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,36673400-EX,00.jpg
Exemplar Nº 1 da 'Action comics', revista de estreia do Superman. (Foto: AP)
Uma cópia rara da primeira revista em quadrinhos com uma história do personagem Superman foi vendida por US$ 1 milhão, acabando com um recorde estabelecido em 2009.
O exemplar vendido na manhã desta segunda-feira (22) é uma edição de 1938 da “Action comics” Nº 1, considerado o “cálice sagrado” dos colecionadores de quadrinhos. A capa traz Superman erguendo um carro e custava originalmente dez centavos.
A negociação foi privada e vendedor e comprador não quiseram ser identificados. A venda foi conduzida por um site de leilões on-line.
O valor recorde de venda de uma revista de quadrinhos havia sido determinado em 2009, quando US$ 317 mil foram pagos pela mesma edição Nº 1 da “Action comics”. A cópia vendida nesta segunda atingiu um preço maior por causa de sua condição de conservação ser muito melhor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Internet mina poder de concentração dos jovens, diz estudo


Especialistas dizem que sobrecarga de informação está remodelando o funcionamento do cérebro dos jovens
Adolescentes estão perdendo a capacidade de ler e escrever textos mais longos
Marcos d' Paula/AE
Adolescentes estão perdendo a capacidade de ler e escrever textos mais longos
LONDRES - A internet está comprometendo a capacidade de concentração dos jovens, segundo um estudo da University College de Londres. David Nicholas, o acadêmico responsável pelo trabalho, chegou à conclusão que os adolescentes estão perdendo a capacidade de ler e escrever textos longos, já que a grande rede faz com que as mentes desse grupo populacional funcionem de um modo diferente do cérebro de gerações anteriores.
Durante o estudo, 100 pessoas foram convidadas a responder perguntas que exigiam um pouco de pesquisa. Os mais jovens (de 12 a 18 anos) escreveram suas respostas após consultar metade dos sites visitados por um grupo de pessoas mais velhas instruído a fazer o mesmo. Também foi constatado que as respostas dos mais novos eram mais incompletas.
Segundo Nicholas, 40% dos adolescentes que participaram do estudo não consultaram mais que três das milhares de páginas encontradas na internet sobre um determinado assunto.
Já as pessoas que se educaram antes da chegada da internet voltavam às mesmas fontes e se aprofundavam nelas em vez de pular de uma página para outra. “Há provas empíricas de que a sobrecarga de informação e o pensamento associativo está remodelando o funcionamento do cérebro dos jovens”, destacou o psicólogo Aleks Krotoski.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Refrigerante é associado a risco de câncer de pâncreas em estudo


Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açúcar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo feito com mais 60 mil pessoas, em Cingapura, publicado na revista "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention".

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Os pesquisadores acompanharam o grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer no pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo da bebida e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açúcar dessas bebidas aumente os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C.Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

"Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação especialmente para pessoas em grupos de risco", diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. "Não sabemos se a doença surgiu por causa do açúcar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo."

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos para os pacientes é de 5%.

Lucro da Disney fica estável no 4º tri e bate estimativas


O grupo americano de entretenimento The Walt Disney Co. anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de US$ 844 milhões no quarto trimestre do ano passado, praticamente estável sobre o mesmo período de 2008 (US$ 845 milhões) mas melhor que o esperado por analistas do setor.

Excluindo itens extraordinários, o lucro por ação teve avanço de 15%, para US$ 0,47, na mesma base de comparação, e a receita teve alta de 1%, para US$ 9,74 bilhões.

A previsão dos analistas ouvidos pela Thomson Reuters era de um lucro por ação de US$ 0,39 e uma receita de US$ 9,62 bilhões.

Boa parte do bom resultado foi causado pelos cortes de custos e ganhos de publicidade em alguns de seus canais de TV, em especial na ESPN (esportes) e na Disney Channel (infantil).

A recuperação da publicidade foi desigual entre os produtos da Disney. ESPN e Disney Channel conseguiram ampliar mais suas receitas com anúncios, o que não ocorreu com a rede ABC. Porém, o canal aberto do grupo se beneficiou da venda para mercados internacionais de alguns de seus programas, em especial o "Criminal Minds".

As receitas do estúdio de filmes do grupo se manteve estável, mas conseguiu ampliar os lucros graças aos cortes de custos. Já os produtos licenciados da Disney tiveram quedas nas vendas e nas receitas. Por fim, as receitas obtidas com seus parques de diversões ficaram estáveis, com avanços nos parques localizados nos EUA e queda no Eurodisney, que fica em Paris.

O mercado costuma acompanhar de perto o resultado da Disney, pois consideram que os ganhos do grupo estão diretamente ligados à confiança do consumidor.

Ciro pede para adiar reunião que irá discutir sua candidatura em São Paulo


DANIEL RONCAGLIA
colaboração para a Folha Online

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) pediu o adiamento para depois do Carnaval de reunião que discutirá sua candidatura ao governo de São Paulo. O encontro com os dirigentes de oito partidos --PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC e PTN-- estava marcado para quinta-feira (11).

Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, Ciro pediu mais tempo para conversar com os partidos. As legendas, que fazem oposição em São Paulo ao governador José Serra (PSDB), acertaram que Ciro é um nome de consenso para o governo paulista.

Nesta terça-feira, Edinho Silva tomou posse de seu segundo mandato à frente do Diretório Estadual do PT de São Paulo em uma cerimônia na Assembleia Legislativa. Segundo o dirigente petista, Ciro continua ser o nome preferencial da base aliada. Juntos, os nove partidos têm mais de nove minutos de tempo de propaganda eleitoral gratuita.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que pode ser candidato ao governo paulista ou ao Senado, não estava presente. Ontem, quando o PT da cidade de São Paulo deu posse a nova diretoria, em evento na Câmara dos Vereadores, Mercadante também não apareceu.

Já ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) e o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), compareceram nas duas cerimônias.

Na segunda-feira, Marta saiu em defesa do nome de Ciro Gomes. Recentemente, a petista havia se mostrado descontente com a possibilidade de o partido não ter uma candidatura própria para concorrer ao governo do Estado.
Entretanto, após a desistência do deputado Antônio Palocci (PT-SP) e as incertezas sobre o nome de Mercadante, a ex-prefeita resolveu mudar o discurso. "É melhor um cabra arretado [Ciro Gomes] do que um picolé de chuchu [apelido de Geraldo Alckmin, um dos pré-candidatos do PSDB ao governo de São Paulo]", disse ela durante a posse do diretório municipal.

Além de Marta e Mercadante, o PT têm outros quatro nomes na lista de possibilidade para disputar o palácio dos Bandeirantes com candidatura própria: o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia,o ministro Fernando Haddad (Educação) e o senador Eduardo Suplicy.

Lançamento do sanduíche McItaly causa polêmica na Itália




Um novo sanduíche lançado pela rede de fast-food McDonald's na tália está provocando uma polêmica sobre a tradição culinária do país.

O McItaly, um hambúrguer de carne 100% italiana, acompanhado de alface, creme de alcachofras e queijo asiago, irritou os críticos gastronômicos, que defendem que o produto não tem nada a ver com a cozinha italiana.

"O hambúrguer não pertence à cultura italiana, é algo importado do Reino Unido e dos Estados Unidos", reclamou, em entrevista à BBC, o crítico Emiliano Mei.

Mas a novidade ganhou o apoio do governo do país, e o próprio ministro italiano da Agricultura, Luca Zaia, está indo a várias lanchonetes da rede para promover o sanduíche.

"Não é todo mundo que tem o privilégio e tempo para poder frequentar restaurantes cinco estrelas. E muitos jovens estão preferindo esse tipo de lanche rápido e saudável", explicou Zaia à BBC.

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O McDonald's se defende das acusações de estar "destruindo" a imagem da Itália. "Acho que fizemos a coisa certa pois estamos ajudando os italianos a conhecer melhor a alta qualidade dos ingredientes de seu país", disse Paolo Mereghetti, representante da rede norte-americana na Itália.
Inicialmente, a clientela estranhou o McItaly, mas a polêmica parece ter se transformado em publicidade gratuita para o McDonald's: a rede diz estar vendendo 100 mil unidades do novo sanduíche por dia em todo o país.