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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nossa Homenagem.

Não há palavras que preencha o vazio em um momento tão difícil, como é, o momento em que perdemos alguém q gostamos.

Deixo essa homenagem para um grande amigo, e que foi um dos melhores amigos de meu pai, Zé de Duquinha, que partiu no último sábado (29).

Sem palavras para este momento, deixo imagens de um homem alegre e que foi querido por todos que o conheceram.









Pedimos a permissão de todos que gostam e sempre vão amar Zé de Duquinha para que possa-mos fazer esta pequena, mas justa homenagem.

Exercícios físicos podem melhorar memória de idosos

A prática regular de exercícios físicos moderados durante um ano pode aumentar o tamanho do hipocampo cerebral em adultos com mais de 55 anos, proporcionando um aumento da memória espacial, segundo um novo estudo. O hipocampo é a área do cérebro responsável pela formação de todos os tipos de memória.


O estudo, conduzido por pesquisadores das universidades de Pittsburgh, Illinois, Rice e Ohio State, foi publicado na revista especializada "Proceedings of the National Academy of Sciences".


"Os resultados de nossa pesquisa são particularmente interessantes por sugerirem que mesmo modestas quantidades de exercício podem fazer com que adultos idosos sedentários registrem melhora substancial da memória e da saúde do cérebro", explica Art Kramer, diretor do Beckman Institute na Universidade de Illinois e principal autor do estudo. "Estas melhorias têm implicações importantes para a saúde de nossos cidadãos e para o aumento da população idosa em todo o mundo."


Para seu projeto, os cientistas convocaram 120 idosos sedentários sem qualquer sinal de senilidade e divididos ao acaso em dois grupos. O primeiro começou a praticar um regime de exercícios leves, como caminhar 40 minutos por dia, três vezes por semana. O segundo manteve apenas atividades como alongamento e exercícios de tonificação muscular.


Os resultados mostram que o grupo que praticou a atividade aeróbica registrou um aumento do volume do hipocampo nos dois lados do cérebro (2,12% no esquerdo, 1,97% no direito). As mesmas regiões do cérebro dos participantes que ficaram no grupo dos exercícios de alongamento sofreram um aumento de 1,4% e 1,43%, respectivamente.


"Estamos acostumados a achar que a atrofia que ocorre no hipocampo no fim da vida é praticamente inevitável", diz o autor. "Mas nós mostramos que mesmo exercícios moderados durante um ano podem aumentar o tamanho desta estrutura. O cérebro nesta fase permanece maleável".

Da France Presse

Atividade cerebral pode ajudar a determinar se fumante deixará o vício

A atividade do cérebro pode ajudar a avaliar a determinação de um fumante para largar o cigarro, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos que observaram tomografias de uma região do córtex ligada às mudanças de comportamento. O estudo, publicado nesta segunda-feira (31) na revista científica "Health Psychology", foi feito com 28 fumantes, que se inscreveram em um programa para deixar o vício.

Cigarro - hábito de fumar
Estudo sobre dependência ao fumo foi
 realizadocom 28 voluntários.
(Foto: Susana Vera / Reuters)

Os participantes foram convidados a observar uma série de mensagens sobre parar de fumar, enquanto um tomógrafo registrava a atividade de seus cérebros. Depois de cada mensagem, os pacientes "anotavam de que maneira isto havia influenciado seu projeto de deixar o cigarro e se havia reforçado sua determinação".


As pessoas cujo córtex pré-frontal médio manifestava atividade durante as mensagens estavam "significativamente" mais inclinadas a reduzir o consumo da droga no mês seguinte.


"O que é apaixonante, é que sabendo o que acontece no cérebro de alguém, podemos prever muito melhor seu futuro comportamento do que se soubéssemos apenas qual é sua própria auto-avaliação" sobre as possibilidades de parar de fumar, indicou Emily Falk, principal autora do estudo e diretora do laboratório de Neurociência e Comunicação da Universidade de Michigan.


O estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos (NIH, na sigla em inglês) e a Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês), foi feito na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles.


Após ter reduzido regularmente desde 2000, a taxa de fumantes entre os adultos estacionou desde 2005 nos Estados Unidos entre 20 e 21% da população, segundo estatísticas do governo federal. Cerca de 443.000 pessoas morrem todos os anos no país em consequência do tabagismo.

Da France Presse

Corpo da atriz Geórgia Gomide é enterrado em SP

O corpo da atriz Geórgia Gomide, que morreu no início da madrugada deste sábado (29) em São Paulo, aos 73 anos, foi enterrado no Cemitério da Consolação, Zona Oeste da capital. Ela estava internada desde terça-feira (25) Hospital Sancta Maggiore. Segundo a família, a atriz teve uma infecção generalizada.

“Ela era uma meninona. Explodia, chorava, amava, tudo exageradamente. Vou sentir muita falta dela. Considero ela uma mulher diferente que agora só pode estar no céu”, disse a amiga e atriz Vida Alves, que estava presente no velório.


Geórgia começou a carreira na TV Tupi, onde trabalhou em novelas com “Éramos seis” e “A fábrica”. Na Rede Globo, Geórgia participou da minissérie “Anos rebeldes” e de novelas como “Quatro por quatro” e “Uga-uga”. O maior sucesso da atriz foi como Dona Bina, em “Vereda Tropical”. O último trabalho na TV Globo foi em 2006, em Malhação. No ano passado, ela encenou a peça “Perto do fogo”, na capital paulista.

g6
Miss Clube Pinheiro em 1954
Do G1

sábado, 29 de janeiro de 2011

Imagens de Santa Cruz

Este quadro de nosso blog trás imagens de pessoas ou de lugares de Santa Cruz que de alguma forma, fizeram parte da vida de muita gente.

Imagens de um tempo onde tudo era permitido e as pessoas faziam as coisas sem maudades.
Confraternização dos jogadores de voleibol no "31 de março", na década de 80.
entre morto e feridos", alguns escaparam outros...
Aqui era tudo em nome da alegria, segundo Marcos Piu e Eduardo.
Nesta imagem que vem em seguida, fazemos uma homenagem a uma família muita queridae que deu bons frutos a nossa tão amada terra das confecções.
A Família Tetéu representada por todos seus irmãos, numa foto histórica onde só faltou uma pessoa, que foi minha avó materna, que faleceu devido um susto que teve de um fogo na época junina quando minha mãe ainda era jovem e minha vó era a única filha dentre os tantos homens que estão aí na foto a seguir
Tios.. Abel, Jorge, Tomé, Izaías, Barandão, Capitula, Lipa e Germano

Viagem Musical

Olho vivo no verão

Conjuntivite, olho seco e ceratite são problemas típicos da estação, previna-se!

Que o verão reserva muitas surpresas não há dúvidas. Dias ensolarados, praias lotadas, água de coco, muito sorvete e diversão. Mas nem todos os ventos da estação são bons, as altas temperaturas oferecem muitos riscos para a saúde. Olho vivo! Pesquisas apontam que no verão as doenças e complicações oculares tornam-se mais frequentes. O risco de contágio também é maior já que as pessoas se concentram em shoppings, praias e clubes.

"O aumento da umidade do ar e as altas temperaturas favorecem a proliferação de microorganismos que gostam de temperaturas acima dos 36 graus e que são responsáveis por inflamações e infecções nos olhos", explica Flávio Rezende, oftalmologista e professor da escola médica de pós-graduação da Universidade Católica (PUC), no Rio de Janeiro.

Grande vilã do verão: a conjuntivite
Com um aumento na incidência de até 20%, a conjuntivite é a maior vilã da estação. "É uma inflamação na conjuntiva - membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e a parte interna das pálpebras - e pode ser de três tipos: viral, alérgica e tóxica", diferencia Liana Liana Toffano Coutinho, oftalmologista e sócia diretora da Clínica de Olhos São Franscisco de Assis, no Rio de Janeiro.

Se a conjuntivite viral tem sua incidência aumentada devido a facilidade de contágio pelas águas contaminadas da piscina e do mar, "a conjuntivite por alergia é favorecida pelas alterações climáticas que propiciam a concentração de alérgenos no ar. Já a tóxica é causada pela sensibilidade ao contato com produtos químicos, tais como: cloro de piscina, protetores solares, bronzeadores e maquiagem", revela a oftalmologista.

Higiene é tudo!
A boa notícia é que esse ano os especialistas acreditam que a incidência da doença será bem menor. "Com a gripe suína, as pessoas se conscientizaram de que é preciso lavar a mão com frequência, pois é via fácil de transmissão de muitas doenças", justifica Flávio, que recomenda: "Pessoas com conjuntivite devem evitar as multidões e o compartilhamento de objetos, lavar as mãos com água corrente e sabão e usar álcool gel com frequência".


A conjuntivite pode durar de sete a quinze dias e seus principais sintomas são: "olhos vermelhos, lacrimejamento, pálpebras inchadas, sensação de areia nos olhos, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz), coceira, ardência leve e colamento dos cílios", enumera Liana.


Ainda que as manifestações sejam semelhantes nos três tipos de conjuntivite, Flávio explica que cada uma tem tratamento diferenciado e alerta: "O importante é não se automedicar. As pessoas costumam achar que o colírio é solução para qualquer conjuntivite mas eles têm constituições diferentes e o que pode ser indicado para um caso pode ser contraindicado para outro". Para o alívio imediato, no caso de desconforto e coceira, o especialista recomenda o uso de água boricada ou soro fisiológico gelado (lembrando que o frasco deve ser novo e não aquele há meses no banheiro).


Outros males da estação
Problemas graves como a ceratite actínica também lota os consultórios oftalmológicos. "A ceratite ocorre quando os raios ultravioleta - mais intensos nesta estação - atingem os olhos, ‘queimando' a córnea e trazendo dor, fotofobia e vermelhidão", revela Liana. "Mesmo quando não se olha diretamente ao sol, a reflexão da luz na areia pode causar a inflamação", alerta Flávio. Além disso, se não for tratada a tempo, a ceratite actínica pode evoluir para uma úlcera de córnea. Todo cuidado é pouco!

O ressecamento ocular é outra queixa comum do verão. "O aumento da evaporação do filme lacrimal pelas altas temperaturas e o uso mais constante do ar-condicionado levam ao chamado olho seco", explica Liana. "Por questões hormonais, ele é muito mais freqüente em mulheres que estão na menopausa", enfatiza Flávio. Nesses casos, o uso de colírios lubrificantes para prevenir o ressecamento é a melhor solução.

Por mais estranho que seja seu nome, é bem provável que você já tenha ouvido falar em pterígio. "Ele é outro vilão do verão, principalmente, em países tropicais como o Brasil e em regiões mais quentes como o Nordeste (incidência de 80%). Trata-se de uma carne que cresce da conjuntiva à córnea. Não é contagioso nem infeccioso, mas pode levar à necessidade de uma cirurgia", explica Flávio.

Além do sol, a água do mar e da piscina oferecem riscos aos olhos. "A alta concentração de sal irrita a vista, assim como o cloro, que apesar de ser usado para o controle de germes, se não for bem dosado pode causar irritações oculares", justifica o oftalmologista. "Se evoluir para um problema mais grave, a irritação causada pelo cloro e pelo sal pode levar à conjuntivite tóxica", lembra Liana.


De óculos escuros
 Como já dizia Raul Seixas: "Quem não tem colírio, usa óculos escuros". De fato, eles são os maiores aliados do verão. "Os óculos de sol são capazes de bloquear até 99% dos raios ultravioleta que chegam aos nossos olhos", garante Liana. Mas é preciso fazer a escolha certa. "Deve-se optar sempre pela compra em locais de boa procedência (então, exclua os camelôs) e com prescrição do oftalmologista, lembrando sempre que a cor da lente não tem a ver com o fator de proteção solar (FPS) dos óculos. Uma lente branca pode oferecer mais proteção que uma lente preta", adverte Flávio.
 Chapéus de abas largas, barracas e uma dieta rica em líquidos e vitaminas ajudam a preservar a saúde dos olhos. "A ingestão de vitamina C fortalece o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente a infecções. Substâncias antioxidantes como a vitamina C e E, o zinco, o selênio e os carotenos - presentes nos frutos e vegetais - podem prevenir a degeneração macular (ponto próximo à rotina). Por sua vez, beber bastante água previne o ressecamento ocular", recomenda Liana. E lembre-se: evite o sol entre 10 e 16 horas, pois a maior incidência de raios UVA e UVB nocivos ocorre nesses horários.


Coloque seus óculos escuros e aproveite a estação!

por Luana Martins

Medo de dirigir

O que fazer quando dirigir é motivo de pânico?



O trânsito das grandes cidades assusta: engarrafamentos, enormes filas de ônibus, motoristas sem educação que transformam o asfalto, muitas vezes, em misto de hospício e terra sem lei. Situações que levam muita gente, por insegurança, trauma ou frustração, a desistir de portar a carteira de motorista.
Muita gente com fobia de direção chega a ser aprovada no teste, após passar pela autoescola. Mas a habilitação continua ali, guardada a sete chaves na gaveta. "Queria muito dirigir quando era novinha. Tirei a carteira cedo e acabei não pegando tanto o carro. Tinha só um automóvel na minha casa, o que dificultava a frequência", diz Ana Elisa Machado, há 10 anos sem dirigir e sem intimidade com o volante. "Acabei me acomodando. Não renovei a habilitação e acho cada vez mais improvável eu voltar. Fiquei insegura", assume.


A psicóloga Claudia Ballestero Gracindo, especializada em terapia cognitiva e comportamental pela USP, afirma que a confusão, imprevisibilidade e a velocidade costumam assustar as motoristas. Ela atende mulheres com medo de dirigir só que, diferentemente da maioria das sessões de análise, realizadas dentro de um consultório, Claudia acompanha suas pacientes sobre quatro rodas - dentro do carro. Ela faz parte da equipe da Clínica Escola Cecília Bellina, especializada em traumas, medos e insegurança no trânsito.


A clínica hoje possui filiais espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Tudo começou quando a psicóloga Cecília Bellina percebeu a recorrência do problema entre suas amigas. A primeira filial, aberta em São Paulo, comprovou a suspeita: o medo de dirigir, em mulheres, era muito comum. “Cerca de 90% da nossa clientela é feminina. É uma questão cultural. Quando pequenos, os meninos ganham carrinhos, e as meninas, bonecas. Enquanto eles são incentivados desde cedo a dirigir, sentando no colo do pai, elas estão sempre no banco de trás, protegidas. Se elas não têm interesse é porque nunca foram estimuladas”, compara a psicóloga Claudia Gracindo.


Longe de serem barbeiras, as mulheres que procuram a clínica têm um perfil bem definido. “São mulheres perfeccionistas. Não gostam de ser observadas, criticadas ou de errar. O problema é que o trânsito gera situações que fogem ao controle pessoal, existem outros motoristas ao redor. Elas deixam o carro de lado para não terem de se submeter a isso. O que fazemos é levar essas mulheres a entender que a direção, como qualquer outra habilidade motora, só melhora se for praticada. Quanto mais você treina, melhor você dirige. Mas elas querem começar dirigindo bem. São muito críticas quanto ao próprio desempenho”, explica Claudia.


Ajuda além da técnica

Da primeira aula às ruas passaram-se cinco meses de treino e, principalmente, análise. Isso mesmo! A clínica trabalha o medo em sessões de terapia de grupo. “Desde o primeiro dia elas fazem paralelamente às aulas de direção, terapia de grupo. É lá que elas vão conseguir desenvolver segurança para dirigir e aprender a controlar a ansiedade”, comenta Claudia Gracindo.


Realizado em etapas, o treino trabalha a perseverança. “Primeiro, elas aprendem a manipular o carro. Tiramos todas as dúvidas que se possa ter sobre o veículo, o que, em geral, passa despercebido nas auto-escolas. Compreender o funcionamento do automóvel dá segurança. Durante esta primeira fase elas dirigem em locais de pouco movimento, até ganhar confiança. A segunda etapa é o que chamamos de enfrentamento. Como para lidar com o medo é preciso enfrentá-lo, fazemos com que elas encarem as situações que mais lhes apavorem. Tem medo de caminhão? Então vamos procurar um e dirigir do lado dele. Já na terceira fase, passamos para o carro da cliente. Nesse momento final, ela ainda dirige acompanhada de uma de nossas psicólogas”, conta Claudia.


A partir daí, a motorista passa a ser monitorada à distância. “A maior parte das nossas alunas vai até o final e continua dirigindo. As poucas, cerca de 25%, que desistem no meio, geralmente saem por problemas financeiros. Mas todo mundo é capaz de aprender. O que varia é o tempo de tratamento, que vai de acordo com o conhecimento técnico e o medo. Há casos em que a aluna sua frio, treme, e não consegue dirigir de jeito nenhum. Em outros, o medo é mais fácil de ser superado”, diz.


Autoajuda

Como toda fobia, existem estudos de casos e métodos que tentam ajudar a superar o medo. A literatura de autoajuda procura analisar e trabalhar as questões que levam a pessoa a ter aversão ao volante, como o livro “Vença o medo de dirigir” (ed. Gente), de Neuza Corassa. Entrar em contato com a insegurança e suas causas pode ser o primeiro passo para solucionar o problema. O segundo é em direção ao carro.


Algumas dicas para superar o medo:


Entender a parte mecânica ajuda a dar segurança. Se tiver dúvidas, pergunte.


• Começar dirigindo em locais com pouco movimento de carros e pedestres.


• O carro morreu e o motorista de trás já começou a buzinar? Mantenha a calma e dê a partida novamente. Sempre vai existir gente estressada no trânsito.


• No início evite dirigir com música ou conversando com quem estiver ao seu lado. Concentre-se no trânsito.


• Aprenda a escutar os barulhos do carro. “Ele pede para trocar a marcha, para reduzir. São sinais importantes”, diz Claudia Gracindo.


• Quando tiver mais firmeza no volante grave duas ou três músicas de sua preferência, repetidamente, até esgotar o espaço do CD. “Escolha as que tiverem letra em português, para acompanhar com facilidade”, sugere a psicóloga Claudia Gracindo. Gostando da música, você vai acabar cantando. “Ajuda a controlar a ansiedade e não distrai tanto quanto o rádio”, explica a psicóloga.

Seu homem ajuda em casa?

Como fazê-lo dividir as tarefas domésticas e entender que é assunto dos dois, não só seu

De guerrilheira a presidente, passando por professoras, juízas, donas de casa, empresárias, ninguém duvida da competência feminina. As mulheres estão por todo lado, inclusive em casa com a família. E os homens? Se alguns permanecem perplexos com a perda de espaço no mundo do trabalho, muitos descobriram o prazer da paternidade participativa e estão curtindo mais seus filhos. E, claro, deixando suas esposas bem felizes.


E quando o assunto é 'afazeres domésticos'? Eis o grande calcanhar de Aquiles da emancipação feminina. Os homens aceitaram a queima do sutiã, mas não reivindicaram uma contrapartida. Estenderam um tapete vermelho à profissionalização da mulher, porém jamais almejaram dividir o 'território feminino'. Eles ainda entendem que as tarefas do lar não pertencem ao seu universo de deveres. Como fazê-los colaborar?


É fato que nós, mulheres, sentimos o peso e o cansaço de sermos múltiplas. Há anos esse assunto está em pauta e continuará em um debate sem fim. É preciso agir, agora entre quatro paredes. É urgente começarmos a delegar funções aos homens (e aos filhos também!) e entregar a eles a responsabilidades sobre suas próprias vidas. Sujou? Lava. Usou? Limpa. Amassou? Passa. Cada um por si e todos por todos.


Nossa alforria do lar depende mais de quebrarmos as correntes que nos prendem a uma herança machista do que da boa-vontade masculina. O que plantarmos hoje, nossas filhas colherão amanhã. Você concorda?
Nesse sentido, Verônica M. Pina, empresária, comenta como funciona sua relação em casa com o marido: "Marcos ajuda em algumas coisas (não em tudo). Não é fácil convencê-lo e quando acho que ele já entendeu a sua parte, passados uns dias parece que esquece. Os homens acham que as coisas da casa são um trabalho da mulher e que se fazem alguma coisa estão ajudando ela. Eu tento fazer o Marcos perceber que o trabalho da casa é dos dois, pois ambos moramos nela e temos as mesmas obrigações".


Verônica, às vezes, precisa ser mais enfática: "Quando a coisa fica difícil, ameaço dizendo que se ele não fizer a parte dele vou parar de fazer a minha e a casa vai virar uma bagunça. Se isso não for suficiente, começo a reclamar sem parar. Ele não gosta de reclamação no ouvido e por isso prefere fazer o que eu peço, senão não tem sossego. Uma coisa é certa: a mulher, em geral, acaba fazendo mais". Para a empresária, a repetição é fundamental, senão tudo cai no esquecimento: "Tem que ter persistência e muita paciência no convencimento, não é tarefa fácil", constata.

Já Ângela Marcondes Franco, funcionária pública, entende que para a casa funcionar é necessário uma união de forças onde cada um é mais forte em um ponto, com as funções divididas por aptidão: "Eu entendo como uma divisão de tarefas, por exemplo: assuntos tecnológicos ele organiza. Já eu tenho que lembrar das coisas que ele tem que providenciar em casa, do tipo separar os copos, colocar a toalha na mesa quando vem visita. Ele fica perdido. Isso me cansa um pouco, mas também tem várias coisas tecnológicas que não assimilo nunca. Acho que é uma compensação, um ajuda o outro com seu lado mais forte".


"Quando me casei com Arnaldo, o dinheiro era curto e ele não passava suas próprias camisas, nem eu. Desde o princípio disse que cada um cuidava das suas coisas. Eu não uso camisa, logo não passo camisa: simples e objetivo. A meu ver, o mais importante é deixar tudo bem claro no início. Querer mudar depois porque cansou ou não tem mais tempo ou porque a paixão louca foi embora é tarde. De qualquer forma, não dá para ter medo da relação acabar por causa disso", explica, Marlú V. Viriato, professora de Educação Física.


A escritora Maria Marín, em seu livro em espanhol "Pide más, espera más y obtendras más" (Peça mais, espere mais e obtenhas mais), demonstra que a pessoa que pede muito terá sempre alguma coisa, se não pedir nada, não terá nada. "Todos nós fazemos menos do que nos é solicitado, é humano", diz ela. Isso também se aplica à vida do casal, se a mulher faz tudo e não pede ao marido nenhuma ajuda, não terá essa ajuda. "As coisas não caem do céu, precisam ser conquistadas. É uma conquista que deve ser combinada, os homens ainda não tem em mente, de forma natural, seus deveres domésticos, infelizmente", concorda a psicóloga e terapeuta de casais do Rio de Janeiro, Patrícia Madruga.

Patrícia entende que o diálogo é a base da divisão de tarefas, não adianta ir contra a criação que o homem recebeu ou brigar sem parar. "O diálogo evita o acúmulo e a explosão num momento de tensão do casal, o que causa ressentimento e mágoa e não resolve o problema", explica.

A dica prática aconselhada pela profissional em terapia de casal é que cada um faça uma lista, rica em detalhes, das suas funções domésticas, incluindo também o trabalho fora e os filhos. Depois as listas devem ser comparadas para que as funções possam ser reorganizadas com base em uma conversa franca. Não custa tentar.

por Cláudia Levron e Ana Kessler

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Namoro e relacionamento.


Acredite mais no que os homens dizem...

Acredite mais no que os homens dizem...

Se você nunca reparou, comece a notar: muitas mulheres, ao se envolverem com um homem que vai logo avisando que não quer nada sério e que não está pronto para assumir compromisso, tornam-se obcecadas pela ideia de que vão mudar esse sujeito!

Como se passasse a ser sua missão de vida, essas mulheres encontram todas as justificativas do mundo para confirmarem sua intuição: a de que ele gosta, sim, delas, e a de que vai, sim, assumir compromisso com elas. Afinal, toda vez que se encontram – mesmo que seja a cada quinze dias – ele é extremamente carinhoso e atencioso. Acontece que, ainda assim, quando questionado sobre quais são suas reais intenções, ele volta a ser claro e objetivo: “não quero assumir compromisso agora”.


Na verdade, o que ele está dizendo é exatamente isso! Ou talvez, possamos traduzir como algo do tipo “não quero assumir compromisso com você. Você é ótima companhia, linda e tal, mas não mexe comigo o suficiente para te assumir como namorada ou algo mais”.


No entanto, como raros são os que chegariam à tamanha clareza, elas continuam preferindo acreditar que, com mais um pouco de paciência e persistência, eles vão mudar! E assim, passam-se meses e até anos até que um belo dia elas se dão conta do tempo que perderam, inutilmente. E do quanto se sentem usadas, cansadas e com a autoestima bastante machucada.


Claro que existem exceções, e que é até possível que alguns venham a se interessar de fato, mesmo depois de terem dito que não queriam nada sério. No entanto, não é o que acontece em geral. Os homens costumam ser muito sinceros quando questionados sobre o que pretendem, mesmo que as atitudes deles pareçam contrárias. Portanto, mais do que considerar o que eles fazem eventualmente, comece a acreditar mais no que eles dizem porque, no final das contas, o que sobra é exatamente isso!


E, sendo assim, questione a si mesma sobre o que você quer! Pare de se ocupar tanto tentando descobrir como fazer esse homem pensar ou sentir diferente e concentre-se em você. Esta relação te faz mais feliz ou mais triste? Faz com que você se sinta melhor ou pior? Satisfaz? É o que você deseja para sua vida neste momento? Enfim, de acordo com as suas respostas, fique ou saia desta confusão de uma vez por todas!


Mas pare de acreditar que você é a mulher maravilha e que vai transformar um garanhão Don Juan em príncipe encantado. Tudo isso é uma enorme perda de energia, amor próprio e respeito por si mesma! Se esse homem não está em sintonia com você, vá cuidar da sua vida e saiba que, se tiver de ser, será, mais cedo ou mais tarde. Mas os dois quererão viver a mesma história!

Dra. Rosana Braga - Consultora

Relógio biológico de todas formas de vida pode explicar doenças

Cientistas identificaram o mecanismo que controla o relógio interno de todas as formas de vida, o que segundo eles pode levar à explicação de doenças como diabete, depressão e câncer em pessoas que trabalham em regime de plantão.


Os trabalhos das universidades britânicas de Cambridge e Edimburgo, publicados na quarta-feira (26) revista "Nature", sugerem que o relógio circadiano (que marca ciclos de 24 horas) encontrado em células humanas é igual ao de algas, e existe há milhões de anos nas formas de vida terrestres.


No primeiro estudo, de Cambridge, os cientistas descobriram pela primeira vez que glóbulos vermelhos do sangue possuem um ritmo de 24 horas. Isso é significativo, disseram eles, porque sempre se imaginou que os ritmos circadianos estivessem ligados ao DNA e à atividade genética. Só que, ao contrário da maioria das outras células do organismo, os glóbulos vermelhos não possuem DNA.


"As implicações disso para a saúde são múltiplas. Já sabemos que relógios perturbados (...) estão associados a distúrbios metabólicos como diabete, problemas de saúde mental e até câncer", disse Akhilesh Reddy, que comandou o estudo. "Ao aprofundar nosso conhecimento sobre como o relógio de 24 horas funciona nas células, esperamos que as ligações (...) fiquem mais claras."


No ano passado, cientistas disseram ter usado drogas experimentais do laboratório Pfizer para "reprogramar" o relógio biológico de ratos --o que abre a possibilidade de no futuro tratar pessoas que sofrem alterações do relógio biológico por causa do seu horário de trabalho.


O outro estudo, de Edimburgo, descobriu um ciclo semelhante de 24 horas em algas marinhas, o que sugere que os relógios biológicos sempre foram importantes, mesmo para formas antigas de vida.


Andrew Millar, que comandou esse estudo, disse que o trabalho mostra que os relógios biológicos estão sendo mantidos ao longo de 1 bilhão de anos de evolução.


"Eles devem ser bem mais importantes e sofisticados do que percebíamos anteriormente", disse ele, acrescentando que é necessário realizar mais pesquisas para determinar como e por que esses relógios se desenvolveram nas pessoas, e qual o papel deles no controle dos nossos organismos


DA REUTERS

Novo antidepressivo promete não reduzir desejo sexual

A FDA, agência que regula o uso de remédios e alimentos nos EUA, aprovou, na última sexta-feira, um novo antidepressivo que promete não reduzir o desejo sexual.


O remédio, fabricado pelo laboratório Clinical Data, será vendido sob o nome comercial de Viibyrd, mas ainda não há previsão de lançamento no mercado.


O princípio ativo é a vilazodona, que tem o mesmo potencial de antidepressivos como o Prozac na inibição de recaptores da serotonina.


Ou seja, impede que grande quantidade de serotonina seja reabsorvida pelo neurônio que a liberou.


O remédio também "mimetiza" a serotonina, encaixando-se no neurônio receptor e provocando uma resposta mais rápida.


O principal apelo da nova droga, no entanto, é não causar a redução da libido.


Um estudo, publicado em 2009 no "Journal of Clinical Psychiatry", comparou os efeitos sobre o desejo sexual entre pessoas que tomaram a nova medicação e pessoas que tomaram placebo. A pesquisa não detectou diferenças entre os grupos.


Essa perspectiva é favorável ao novo antidepressivo, já que, segundo o psiquiatra Renério Fráguas, do Hospital das Clínicas, a diminuição do desejo é um efeito colateral comum dessas drogas.


"Isso costuma restringir a aderência ao tratamento, quando o paciente começa a melhorar da depressão e sente que o medicamento está atrapalhando a vida sexual."


Outros antidepressivos, como a agomelatina, não reduzem a libido, mas não são tão difundidos como os remédios tradicionais.


A vilazodona, porém, não é isenta de efeitos colaterais. No estudo, foram relatados casos de diarreia, náusea e sonolência.


Assim como em outros antidepressivos, as caixas de Viibyrd terão avisos sobre o risco de comportamentos suicidas para usuários com menos de 24 anos.


Fráguas afirma que a eficácia da droga só será confirmada com o uso clínico.

Thales de Menezes: "BBB11" é pornô soft em horário nobre

A missão: assistir a uma transmissão do "Big Brother Brasil". Como se chama isso? Episódio? Capítulo? Não sei se essas nomenclaturas de seriado servem também a um reality show.


Enfim, uma hora da noite de quinta-feira seria dedicada à tarefa. Algo estranho para mim, porque o último (e único) BBB que mereceu alguma atenção de minha parte foi um dos primeiros, aquele vencido por um baixinho chamado Domini (ou algo assim).


Na época, eu era um dos editores da revista "Playboy" e os leitores começaram a pedir compulsivamente que Sabrina Sato saísse nua na capa. Prova de que o fetiche da japonesinha é mesmo forte.


Depois disso, nunca mais vi o programa e ficava sabendo a respeito pelas garotas que deixavam a casa e faziam ensaios (depois da "Playboy", eu trabalhei na "Vip"). Algumas ficaram amigas da redação e contavam fofocas do "confinamento", provavelmente mais saborosas do que aquilo que aparece na TV. 
Dois participantes saem do "Big Brother Brasil 11" e dois novos entram
Dois participantes saem do "Big Brother Brasil 11" e dois novos entram
Durante a exibição a que assisti, apenas três rostos eram familiares: Pedro Bial (que eu ainda associo mais a coberturas bacanas como a queda do Muro de Berlim, do que a esse papel que ele assume hoje), Bruno e Marrone. Os sertanejos deram um show na casa. Independente da qualidade deles (ou da falta de), parece ser uma escalação acertada, já que todos os brothers sabiam o repertório inteiro da dupla.


Depois do show, a festa seguiu e aí creio ter testemunhado a verdadeira e atual vocação do BBB11. As cenas poderiam rivalizar com os clipes de pornô soft que o Multishow exibe depois da meia-noite, do tipo "sexo implícito".


Muita pegação e beijos, que esquentavam conforme a hora no relógio no canto tela avançava e os olhos dos confinados iam ficando mais caídos, mais derrubados pelo álcool. Um rapaz chamado Cris foi deitado nas almofadas por algumas sisters que se dedicaram a uma brincadeira inocente: em rodízio, passavam doce de leite nele e subiam em cima para lamber. Pelos outros cantos da casa, muita gente sentada no colo de alguém e trocando beijos molhados.


No dia seguinte, o mesmo Cris tratou de provar que é mentira essa história que os brothers são um bando de gente sem talento que fica o dia todo sem fazer nada. Segundo testemunhos das sisters ao Bial (na parte exibida ao vivo) e os trechos gravados durante a tarde na piscina, ele parece ser um talentoso passador de bronzeador em meninas deitadas de bumbum para cima. Era merchandising do bronzeador, lógico, mas ainda pornô soft.


Esses flagrantes de pegação são de gosto duvidoso, mas pelo menos não são entediantes como as conversas de Bial com o bando, enrolando o telespectador até a tal Prova do Líder. Nesta semana, foi um jogo bobinho de sorte, que pareceu o antigo Stop! ou outras atividades igualmente bobinhas que toda turma faz quando está de férias na praia e chove, como a brincadeira de adivinhar nome do filme por mímica.


Não sei o que é ser líder, mas deve ter uma importância imensa pela comemoração louca do vencedor, Igor. Entre os competidores machos, ele parece fazer o tipo "regular", não se encaixando nos grupos de gays ou dos rinocerontes de sunga, a genial definição do Simão para os fortões da casa.


Falando em padrões, há uma gordinha na turma, até onde eu sei algo pouco comum na escalação do programa. Ela teve dois momentos de atenção: foi para uma praia (não entendi bem o motivo, talvez tenha recebido esse "prêmio" em uma tarefa anterior) e, na madrugada da festa caipira, assaltou a cozinha e comeu oito fatias de pão torradas com manteiga. Um clichê vivo do mundo dos gordinhos, que serviu de motivo para piadas óbvias do Bial.


No resumo, o BBB é mesmo uma grande perda de tempo para quem espera alguma mais esperta na TV. Serve para a Globo faturar e para lançar umas garotas bonitas em revistas masculinas. Nesse aspecto, para falar a verdade, esta edição do programa é uma decepção. Entre as sisters, a única que não vai exigir milagres do Photoshop é a tal de Talula. O resto não deve vender muito nas bancas.

THALES DE MENEZES
DE SÃO PAULO

Bebês entendem cedo que o mais forte é quem manda

Psicólogos da Universidade de Harvard descobriram que crianças menores de um ano têm noção da hierarquia social e entendem que o mais forte é quem manda, segundo artigo publicado na revista "Science", na quinta-feira. 

Pesquisa mediu como crianças relacionam tamanho e poder, correlação existente em culturas humanas e no reino animal
Pesquisa mediu como crianças relacionam
tamanho e poder, correlação existente em
culturas humanas e no reino animal
 O principal autor do estudo, Lotte Thomsen, professor de psicologia na Universidade de Copenhague, diz que seu trabalho sugere a possibilidade de que os humanos nasçam ou desenvolvam cedo uma certa compreensão da dominação social.

Os pesquisadores analisaram como as crianças relacionam o tamanho com o poder, uma correlação onipresente em todas as culturas humanas e também no reino animal.


"Os reis e chefes se sentam tradicionalmente em tronos grandes, elevados, usam coroas elaboradas e roupas que os fazem parecer maiores do que realmente são, e seus subordinados se ajoelham para mostrar respeito para estes seres humanos superiores", lembrou Thomsen.


Os especialistas assinalam que muitos animais, como pássaros e gatos, se incham para parecer fisicamente maiores perante um adversário, e se prostram para demonstrar submissão, da mesma forma que fazem os cachorros.


"Nosso trabalho sugere que, mesmo com a socialização limitada pré-verbal, os bebês humanos podem compreender tais exibições", indicou.


Thomsen e seus colegas de Harvard e da Universidade da Califórnia estudaram reações de crianças entre 8 e 16 meses para ver como elas interagem com personagens animados de diferentes tamanhos.


Os pesquisadores mostraram vídeos aos bebês, no qual apareciam dois blocos de diferentes tamanhos, com olhos e boca, que avançavam em diferentes direções.


Depois os blocos se encontravam no centro da tela e apresentavam duas versões diferentes: uma na qual o grande impede a passagem do pequeno, que cede e dá a volta para passar, e na outra o inverso.


Os cientistas assinalam que as crianças pequenas tendem a prestar mais atenção quando as situações as surpreendem e os psicólogos quiseram confirmar a reação medindo o tempo que prestaram atenção à tela.


"Dado que os bebês não podem ser entrevistados, suas experiências e expectativas devem ser avaliadas pelo comportamento", explica Thomsen.


Em sua teoria, as crianças prestaram mais atenção quando o bloco grande cedeu perante o pequeno, a média foi de 20 segundos, frente aos 12 segundos no caso em que o grande impediu a passagem do pequeno.


Nas últimas décadas, os cientistas aprenderam que a mente infantil cria representações abstratas da física intuitiva, psicologia e matemática.


Também ficou demonstrado que os bebês captam aspectos do mundo social, como por exemplo, se outras pessoas ajudam ou são um impedimento para terceiros; representações que, segundo os cientistas, fazem parte do que os bebês necessitam para poder entender a colaboração e a cooperação no mundo.

Da EFE

Desemprego é o menor em 8 anos, mas inflação já corrói renda do trabalhador

O ano de 2010 foi o melhor momento do mercado de trabalho brasileiro nos últimos oito anos, com o menor nível de desemprego desde 2003 e patamar recorde no número de empregados. Mas a alta da inflação ajudou a corroer a renda do trabalhador, que mostrou queda em dezembro e avanço tímido em todo o ano, em relação ao ano anterior.


Segundo o IBGE, a taxa de desemprego recuou de 5,7% para 5,3% de novembro para dezembro, e terminou 2010 com média anual de 6,7%, bem abaixo da taxa de 8,1% apurada em 2009.


O número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho foi de 22 milhões, o maior patamar da nova série da PME, iniciada em 2002 e cujos dados anuais começaram a ser apresentados em 2003. Além disso, o total de desempregados em 2010, de 1,6 milhão, foi o menor da série.


Mesmo com os dados positivos de dezembro e de 2010, o cenário brasileiro não aponta para um 'pleno emprego' no mercado de trabalho, para o gerente da PME e economista do IBGE, Cimar Azeredo. Segundo ele, nem todas as taxas de desemprego entre as seis regiões metropolitanas estão mostrando o mesmo cenário.


No caso da região metropolitana do Recife, por exemplo, a taxa de desemprego foi de 8,7% em 2010.'É muito cedo para se falar em pleno emprego. Temos um país com diferenças regionais bastante precisas', afirmou o técnico.


Renda. Os dados positivos de emprego no mercado de trabalho não se refletiram, em igual magnitude, nos ganhos do trabalhador. Embora tenha subido 3,8% em 2010 ante 2009, a renda média caiu 0,7% em dezembro em relação a novembro. Isso porque a inflação deu um salto no ano passado, com alta de 5,91% no IPCA, ante 4,31% em 2009.


'A inflação, de certa forma, funciona como uma espécie de barreira ao crescimento do rendimento do trabalho', afirmou Azeredo.


O técnico do IBGE admitiu que, não fosse o cenário de inflação mais elevada em 2010, contra 2009, a renda do trabalhador poderia ter apresentado um avanço mais expressivo, no mesmo período de comparação.


O Estadão

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pesquisadores dos EUA descobrem possível 'cura' para diabetes tipo 1

Uma equipe do Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, sugere que a desativação de um hormônio pode ser suficiente para tratar diabetes tipo 1, uma doença autoimune - na qual o sistema de defesa ataca as células e tecidos do próprio corpo -, que faz as concentrações de açúcar no organismo ficarem muito altas. A descoberta será tema de edição de fevereiro da revista especializada "Diabetes".


Liderados por Roger Unger, professor da instituição e principal autor do artigo científico, os pesquisadores testaram a capacidade de camundongos, cobaias comuns em testes pré-clínicos, aproveitarem o açúcar presente no sangue, fruto da alimentação dos animais.


O truque foi alterar geneticamente os roedores para que produzissem quantidades menores de uma substância conhecida como glucagon, responsável por impedir que os níveis de glicose (açúcar) fiquem muito baixos.


No caso dos diabéticos, essa ação do glucagon faz os níveis de glicemia aumentarem muito. Esse efeito seria compensado em pessoas saudáveis pela ação da insulina, responsável por permitir que o açúcar penetre nas células do corpo. Dentro delas, a glicose poderia ser imediatamente aproveitada para gerar energia ou armazenada. Mas para os pacientes com diabetes tipo 1, a produção de insulina não existe ou é seriamente comprometida.


Mas os pesquisadores norte-americanos acreditam que os resultados obtidos com os camundongos apontem que, caso os níveis de glucagon consigam ser controlados, a insulina se torna supérflua, já que os níveis de glicemia estariam normais, dispensando as injeções da substância para equilibrar a "balança" do açúcar no sangue.


Batalha de hormônios
A insulina deixa de existir em pacientes com diabetes tipo 1 pois o sistema de defesa do corpo ataca 90% ou mais das células beta, estruturas localizadas em uma região do pâncreas conhecida como Ilhotas de Langerhans. Com a ausência da insulina, os níveis de glicemia no sangue não abaixam e não há ação para impedir a influência do glucagon.


O "padrão ouro" de tratamento da doença é por meio de injeções de insulina, desde a descoberta da doença, em 1922. Os pacientes precisam receber as doses da substância durante boa parte da vida. No universo de todas as formas de diabetes, o tipo 1 responde por 10% dos casos e a maior parte das pessoas com o desenvolve antes dos 30 anos.

Lady Gaga quer lançar perfume com 'cheiro de sangue e sêmen', diz site

Lady GagaLady Gaga planeja lançar um perfume que tenha "cheiro de sangue e de sêmen", de acordo com o site fashionista.com, em nota publicada nesta quarta-feira (26).


Uma fonte anônima que conhece a cantora afirmou que Gaga descreveu dessa forma a fragrância que levará sua assinatura.


Em outubro, foi noticiado que uma empresa de perfumes com a qual a popstar pensava em trabalhar tinha apresentado documentação para registro da marca Monster, que seria o nome do perfume de Gaga. O novo produto da cantora só deverá ser lançado em 2012.


Ainda segundo o site, Rad Hourani, que recentemente criou o perfume Six Scents, já havia citado o sêmen como fonte de inspiração para sua fragrância.

Da Reuters

Corpo do ator John Herbert é cremado ao som de Frank Sinatra

Cerimônia de cremação de John Herbert, realizada nesta quinta na Vila Alpina
Cerimônia de cremação de John Herbert, realizada
nesta quinta na Vila Alpina (Foto: Gustavo Miller/G1)
O corpo do ator John Herbert foi cremado nesta quinta-feira (27) em São Paulo em cerimônia de cerca de 15 minutos realizada no crematório da Vila Alpina, Zona Leste da cidade. Herbert morreu nesta quarta, aos 81 anos, vítima de enfisema pulmonar. Ele estava internado desde 5 de janeiro no Hospital do Coração (SP).



O corpo de Herbert chegou ao crematório por volta das 13h30 desta quinta. A cerimônia teve início às 14h10, ao som de músicas de Frank Sinatra - uma versão de "Garota de Ipanema" e os sucessos "New York, New York" e "My


Apesar de aberta ao público, a cerimônia foi acompanhada por familiares e amigos mais próximos do ator. A atriz Eva Wilma, que foi casada com Herbert de 1955 a 1976, também esteve presente à cremação.



Dez coroas de flores, com homenagens de colegas do teatro e da televisão, como o novelista Benedito Ruy Barbosa, foram  

Fã de John Herbert, o ajudante geral Antonio da Paz, 54, levou um cartaz ao crematório para se despedir de seu 'ator predileto'.
Fã de John Herbert, o ajudante geral Antonio da Paz, 54, levou um cartaz ao crematório
para se despedir de seu 'ator predileto'. (Foto: Gustavo Miller/G1)
Velório
O velório de Herbert teve início na quarta-feira, no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo, e foi retomado na manhã desta quinta.


No final da tarde de quarta, o músico John Herbert Júnior, de 52 anos, se emocionou ao falar sobre a perda do pai. "Meu pai deixa um grande exemplo de amor à vida, e, principalmente, de bom-humor", disse.


Segundo o filho do ator, Herbert se manteve lúcido até os momentos finais. "Pudemos aproveitar boas conversas em seus últimos dias de vida. Esta semana o [ator] Oscar Magrini o visitou no hospital e meu pai contou uma piada impublicável. Era um cara boa-praça mesmo", relembrou.


Além de familiares e fãs, os atores Cássio Gabus Mendes, Marcos Caruso, Marisa Orth, Juca de Oliveira, Irene Ravache e Eva Wilma também estiveram no velório.


Carreira
Além de ator, Herbert também era produtor e diretor. Ele trabalhou em mais de 30 novelas da TV Globo, como "Que rei sou eu?" e "Sinhá moça", sendo a sua última "Três irmãs", de 2008. Ele também esteve em "Sete pecados", reprisada no ano passado pelo "Vale a pena ver de novo".
John Herbert
O ator John Herbert.
(Foto: Divulgação/TV Globo)
Natural de São Paulo, Herbert interpretou a si mesmo na minissérie "Um só coração" (2004), que prestava uma homenagem à capital paulista, na época comemorando 450 anos. Trabalhou duas vezes em "Malhação": entre 1995 e 1996 fez o personagem Nabuco, enquanto em 2005 viveu o personagem Horácio.



Durante as décadas de 1950 e 1960, Herbert ficou conhecido pela minissérie "Alô, doçura" (de Cassiano Gabus Mendes), em que atuava ao lado de Eva Wilma, sua esposa durante mais de duas décadas (1955-1976). Ele estava casado havia 30 anos com Claudia Librah. Herbert deixa quatro filhos e cinco netos.


Antes de ingressar na carreira artística, o ator chegou a estudar Direito em 1949, na Faculdade do Largo São Francisco. Um ano depois estava no Centro de Estudos Cinematográficos, de Ruggero Jacobbi. Ele chegou a se formar na faculdade e a estagiar em um escritório apenas para "dar uma satisfação a sua família".

Apesar de ter seu nome popularmente associado à televisão, Herbert se destacou principalmente no teatro e nos cinemas. A primeira peça de Regina Duarte ("Black out", de 1967) foi produzida por ele. Em 1980, ele dirigiu o filme "Ariella", seu primeiro longa como diretor.


Nessa época passou a se dedicar à TV. Apesar de trabalhar no Rio de Janeiro, sempre fez questão de continuar morando em São Paulo.

Do G1

Raro em jovens, câncer de mama impõe desafios a pacientes


Simone câncer 1
Simone Chen, 27 anos, passou por mastectomia
para retirada de tumor. (Foto: Arquivo Pessoal)

Simone Shen tem 27 anos. A chance de uma mulher da idade dela ter câncer de mama é pequena. Mas a paulistana recebeu exatamente esse diagnóstico em agosto de 2010. "Os médicos detectaram dois nódulos, confirmados como câncer após a biópsia", conta Simone.

Segundo os médicos, a chance de uma pessoa desenvolver câncer de mama antes da menopausa é de apenas 2%.

Para Simone, a notícia sobre o tumor só veio porque resolveu colocar silicone nos seios. Os exames de ultrassom e a mamografia, necessários para a cirurgia, encontraram os nódulos.

Profissional da área de marketing, ela precisou parar de trabalhar para passar por 24 sessões de quimioterapia. Até agora, enfrentou 11 delas. “Os remédios me deixam cansada, triste às vezes”, afirma a jovem. Mesmo sob efeito das drogas anticâncer, a paciente ainda conseguiu manter parte de sua rotina, como os planos de viagem no réveillon.

Antes dos medicamentos, ela retirou as duas glândulas mamárias em cirurgia conhecida como mastectomia, mas ficou pouco tempo sem volume no peito. “Fiz reconstrução na mesma hora, já estou ‘turbinada’”, brinca.

Segundo o médico Alfredo Bastos, do Hospital Sírio-Libanês, a pressa tem justificativa. “A depressão na jovem pela mutilação é muito grande. Se não houver impedimento, é melhor fazer a reconstrução logo após a retirada do tumor”, afirma o mastologista.

Simone diz estar bem com o resultado da cirurgia e não se arrepende de ter optado pela mastectomia. “Para mim, é melhor ter saúde que amamentar”, afirma.



Caso britânico
Casos como o de Simone são raros. Mais incomum ainda é o da britânica Aleisha Hunter, que foi noticiado no início do mês, diagnosticada com a doença aos dois anos de idade.


Entre os médicos brasileiros, a história gera desconfiança. “É possível que tenha sido um câncer 'na mama' e não 'de mama'. Seria o caso, por exemplo, de sarcomas ou tumores de pele, que podem aparecer até com um mês de vida”, afirma Bastos.


Para Maria do Socorro Maciel, do hospital A.C. Camargo, Aleisha é muito jovem para ter adquirido a doença. “O caso mais jovem que já testemunhei era de uma moça de 17 anos, mas ela já havia menstruado, possuía mamas formadas”, diz a médica.


“As estruturas da mama como os ductos, os lóbulos, ainda não estão formados com essa idade, sem falar na ausência de hormônios femininos como estrógeno e progesterona,” explica a médica.


A estranheza da especialista encontra respaldo nos dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para pacientes entre 15 a 24 anos, o número de casos para cada 1 milhão de mulheres, não ultrapassa 2 .

Maternidade
Antes de tratar o câncer de mama, há consenso entre médicos sobre as informações que o paciente precisa saber para enfrentar a doença. Antes mesmo da questão estética, a paciente precisa ser informada sobre a possível perda de fertilidade ao iniciar um tratamento com quimioterápicos.


“O médico deve colocar o assunto maternidade em pauta”, defende Bastos. "O profissional precisa ser verdadeiro, se você mente, pode perder a confiança da paciente."

“Fiz congelamento de óvulos, ingeri hormônios durante duas semanas, com injeções diárias. Foram 17 ao todo”, conta Simone. “Eu decidi pela mastectomia junto com meus médicos e minha família. Queria me livrar do problema radicalmente.”

Adriana Amatto, de 31 anos, não teve esse tempo. A notícia do tumor maligno veio logo após a gestação.


“No oitavo mês da gravidez, senti uma parte endurecida na mama direita”, conta a nova mãe, que trabalha como fonoaudióloga.

O diagnóstico foi difícil. “Quando eu fui ao hospital pela primeira vez por causa das dores, ainda grávida, me disseram que era uma ilha de gordura”, lembra Adriana. “Quando minha filha tinha dois meses, fui fazer um exame para saber mais e acabei descobrindo um carcinoma in situ. A minha desconfiança me fez descobrir o problema.”

Para tratar o tumor, Adriana precisou extrair o leite dos seios e passar por mastectomia. Durante a cirurgia, ela teve mais uma surpresa. “Após dez horas na mesa de operação, o que era um caso in situ virou um carcinoma invasivo de 1,4 cm, já que descobriram 16 linfonodos [órgãos que formam o sistema de defesa do corpo] comprometidos, de 33 retirados”, explica a fonoaudióloga. O termo em latim é normalmente usado para se referir a tumores que não se espalham pelo corpo, gerando metástase.

Com as sessões de quimioterapia, 15 no total, realizadas de maio até outubro, e outras 25 radioterapias, finalizadas em dezembro, Adriana vai, aos poucos, podendo cuidar da filha recém-nascida. “Não podia pegar meu bebê no colo, mas tentei dar o máximo de carinho e fazer ela não esquecer meu cheiro,” conta.

Simone câncer 2
Simone passa, atualmente, pela 11ª sessão de quimioterapia. (Foto: Arquivo Pessoal)
Sem alarde
Segundo Silvio Bromberg, médico do Albert Einstein, que cuidou do caso de Adriana, as estatísticas internas do hospital não mostram aumento específico nos casos entre mulheres jovens e, portanto, não existe motivo para alarde às mulheres que ainda não atingiram a menopausa.


"Na minha própria clínica, de 2009 até agora, eu tenho tratado gente mais jovem, mas isso não quer dizer que a incidência esteja aumentando para essa faixa", explica o médico.


Mas há um alerta para o estilo de vida das mulheres submetidas ao mercado de trabalho. “Hoje as mulheres engravidam mais tardiamente, menstruam mais tarde, tomam hormônio, comem mal, sofrem estresse. Os estudos apontam que tudo isso pode propiciar o desenvolvimento de câncer.”

Mário Barra
Do G1, em São Paulo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Faça Parte Desta Idéia

OMS quer limites para publicidade de comida não saudável

De acordo com um anúncio feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), os governos devem trabalhar com a indústria alimentícia para restringir a publicidade de alimentos não saudáveis voltados às crianças.


A recomendação da OMS pretende diminuir a frequência das propagandas e seu poder de persuasão -ela sugere, por exemplo, reduzir o uso de desenhos animados na publicidade.


Em 2008, a organização consultou as principais empresas do setor - Coca-Cola, Grupo Bimbo, General Mills, Kellogg, Kraft, McDonald's, Mars, Nestlé, Pepsico e Unilever, além da Federação Mundial de Publicitários.


As empresas se comprometeram a não fazer publicidade de produtos que não sejam saudáveis a crianças menores de 12 anos.


Mas, segundo a OMS, elas não estavam cumprindo o acordo em países pobres da mesma forma que o faziam nos países ricos.


Essa diferença fez com que a organização ressaltasse a importância de os governos monitorarem os acordos com a indústria alimentícia.


O objetivo da OMS é diminuir os números de casos de obesidade e de outras doenças crônicas não transmissíveis com fatores de risco ligados ao estilo de vida, como câncer, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Médicos debatem indicação de álcool para prevenir doenças

Um debate entre médicos italianos está colocando em evidência as dúvidas que ainda persistem sobre a indicação do consumo moderado de álcool para prevenir doenças cardíacas.
O médico italiano Maurizio Ponz de Leon causou uma autêntica tempestade no copo de vinho de seus colegas que publicaram um estudo na revista "Internal and Emergency Medicine" "receitando" álcool para melhorar a saúde do coração.


"Será que estamos de verdade no ponto de receitar o consumo de álcool para reduzir o risco de derrame e dano coronário?", perguntou o médico, que é oncologista e professor da Universidade de Modena e Reggio Emilia.


O estudo em questão era uma revisão da literatura médica sobre o tema feita pela equipe de Augusto Di Castelnuovo, da Universidade Católica de Campobasso.


Eles concluíram que o consumo moderado de álcool protege contra doenças cardiovasculares e mortalidade por todas as causas. Segundo eles, quem bebe pouco deve ser encorajado a continuar.


FALTA DE CRITÉRIO


Ponz de Leon citou três argumentos para o álcool não ser receitado como remédio.


Primeiro, as pessoas não saberiam reconhecer o que é beber com moderação e diferem muito no metabolismo de álcool. Segundo, a bebida é uma causa frequente de acidentes de trânsito.


Ele ainda argumenta que faltam evidências concretas dos benefícios do álcool.


Os autores da pesquisa afirmam que há grupos que se beneficiam mais do consumo de bebida do que a população em geral, como homens adultos com alto risco de problemas cardíacos.


Mas há grupos em que não beber nada é melhor, como mulheres cuja família tem casos de câncer de mama.


Para eles, pedir uma abstenção global "é jogar fora o bebê com a água do banho".


Ponz de Leon, que questiona a indicação de álcool, recebeu críticas severas de pesquisadores afiliados ao Fórum Internacional Científico sobre Pesquisa em Álcool.


"Eu acho que o comentário de Ponz de Leon é um exemplo genuíno e autêntico dos mais comuns e indesejáveis erros que observamos quando a evidência científica tem de ser traduzida em recomendações", disse o médico Fulvio Ursini, da Universidade de Pádua, na Itália.


Mas algumas ponderações do médico são válidas, segundo Rubens Baptista Júnior, especialista em medicina preventiva.


"É preciso ter cuidado com as conclusões de trabalhos científicos que procuram relacionar uma causa a um efeito, quando este é influenciado por uma multiplicidade de fatores."


Ele afirma que, para chegar a uma conclusão firme, os estudos sobre álcool ainda precisam ser reproduzidos em locais diferentes para que sejam considerados válidos a ponto de servirem de base para indicação médica.


"Ainda que os efeitos do álcool sobre o sistema cardiovascular fossem comprovados como benéficos, a recomendação de seu consumo deveria sofrer muitas restrições", diz Batista Júnior, que é professor no programa de estudos avançados em administração hospitalar do Hospital das Clínicas da USP.


"O álcool sabidamente tem ação deletéria sobre fígado, cérebro, estômago, pâncreas, boca, laringe e intestinos, além de trazer riscos durante a gravidez."


De acordo com Curtis Ellison, médico da Universidade de Boston e um dos coordenadores do Fórum Internacional Científico sobre Pesquisa em Álcool, é possível dizer que uma dose por dia, ou até menos, protege contra doenças cardiovasculares.


O ideal, diz ele, é o consumo regular, e não só em fins de semana, de pequenas quantidades de álcool.


"Os franceses têm taxas muito baixas de doença coronária não porque eles bebem muito, mas porque eles bebem todos os dias. Dessa forma, plaquetas e outros fatores que levam à formação de coágulos nas artérias permanecem em um estado favorável", afirmou o pesquisador americano.

Folha.com