Pages

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Risco de trombose é duas vezes maior com nova pílula

Mulheres que tomam anticoncepcionais de última geração têm duas vezes mais risco de ter trombose do que aquelas que tomam pílulas mais antigas, vendida desde a década de 1970.

A conclusão é de dois estudos, publicados na quinta-feira no "British Medical Journal", feitos com 1,2 milhão de mulheres de 15 a 44 anos. Os pesquisadores são da University School of Medicine, em Boston, EUA, e universidade de Otago, na Nova Zelândia.

De acordo com especialistas, é consenso que pílulas causam alterações na circulação sanguínea. Mas, dependendo do tipo de hormônio e da dosagem, esses efeitos podem ser maiores.

Segundo a pesquisa, as fórmulas com drospirenona, um derivado da progesterona, trazem mais risco do que as com levonorgestrel, outro derivado do hormônio.

O levantamento foi feito por pesquisadores americanos e neozelandeses usando bases de dados dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Para o cirurgião vascular Nelson Wolosker, do Hospital Israelita Albert Einstein, o interessante da pesquisa é que foram excluídas todas as pacientes que tinham algum fator de risco para trombose, como histórico familiar, obesidade e tabagismo.

Isso quer dizer que mesmo mulheres saudáveis podem ter complicações, ainda que a probabilidade seja baixa. No estudo, foram registrados 30,8 casos de trombose por 100 mil mulheres que tomaram drospirenona e 12,5 casos por 100 mil que usaram levonorgestrel.

"Diante dos resultados, talvez seja melhor usar a pílula antiga", diz Wolosker.


COMPLICAÇÕES

Quem tem algum fator de risco deve evitar qualquer contraceptivo hormonal e partir para os não hormonais, como o DIU (dispositivo intra-uterino).

"Os hormônios fazem com que as plaquetas coagulem mais facilmente na presença de um estímulo", diz Antonio Mansur, cardiologista do Hospital das Clínicas de SP.

A trombose causa inchaço, dor e, se o coágulo se desprender, pode levar à embolia pulmonar.

Segundo o ginecologista Claudio Bonduki, da Unifesp, a pesquisa só reforça a importância de um exame clínico antes de a mulher começar a tomar anticoncepcional.

"Há várias fórmulas. Cada hormônio tem suas vantagens e desvantagens. É preciso analisar o histórico familiar muito bem."

Algumas das vantagens da pílula mais moderna, com drospirenona, são causar menos retenção de líquidos e diminuir a oleosidade da pele.

Segundo Bonduki, as complicações aparecem no primeiro ano de uso e não pioram com o tempo.

Quem já usa a pílula pode tomar certas precauções, como beber bastante água, usar meias compressoras e não ficar muito tempo sentada.

folha.com

Americanos dormem menos do que deveriam, diz estudo

SXCOs americanos não dormem a quantidade mínima de horas recomendadas, diz um relatório do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) publicado nesta terça-feira.

Apesar de o sono ser frequentemente considerado uma atividade "passiva", a comunidade científica reconhece que é um aspecto essencial para a saúde e a prevenção de doenças crônicas.

Segundo uma pesquisa realizada pelo CDC com cerca de 75 mil adultos em 12 dos 50 Estados do país, mais de um terço dorme menos de sete horas por noite.

A doutora Lela McKnight-Eily, do CDC, assinalou em comunicado que o efeito da quantidade insuficiente de horas de sono se manifesta em problemas como sono no trabalho, dores de cabeça e mau humor.

Mais de um terço assinalou que pelo menos uma vez por mês caiu no sono involuntariamente durante o dia, enquanto uma em cada 20 pessoas reconheceram ter adormecido enquanto dirigiam.

As autoridades advertem que dirigir com sono pode ser tão perigoso como conduzir um automóvel em estado de embriaguez.

Da EFE

Infarto que ocorre pela manhã provoca mais danos no coração

Leonardo Wen/FolhapressAs pessoas que sofrem um ataque cardíaco pela manhã tendem a ter mais problemas do que as que sofrem em outros períodos, descobriram especialistas. Os infartos que ocorrem entre 6h e 12h têm mais chance de criar uma área maior de tecido cardíaco danificado.

A informação foi publicada nesta quinta-feira no site da "BBC News".

O estudo, publicado no "Heart Journal", analisou mais de 800 pacientes na Espanha.

Especialistas dizem que o ciclo natural do corpo pode explicar as diferenças observadas, mas aconselham mais pesquisas para confirmar as descobertas.

Já era conhecido que o relógio do corpo de uma pessoa pode aumentar ou diminuir os riscos de sofrer um ataque cardíaco.

Por exemplo, os médicos sabiam que as pessoas estão mais propensas a ter um ataque cardíaco no momento em que acordam, mas ainda não sabiam quais danos isso provocava.

Para investigar, Borja Ibanez e seus colegas analisaram dados de 811 pacientes que tinham sofrido um tipo de ataque cardíaco, um infarto do miocárdio, que ocorre quando há um período prolongado de suprimento sanguíneo bloqueado para o músculo cardíaco.

Os pesquisadores dividiram os pacientes em quatro grupos, com base no período do dia em que ocorreu o ataque cardíaco.

Eles descobriram que um grupo em particular --das 6h às 12h, ou grupo da "manhã" de ataque cardíaco-- teve infartos mais graves.

O grupo da manhã teve níveis mais elevados de uma enzima no sangue que age como marcador de morte do tecido cardíaco, em comparação aos pacientes que sofreram um ataque cardíaco à noite (entre 18h e 0h).

A julgar pelos níveis de enzima no sangue, os pesquisadores estimam que a área do coração danificada no grupo da manhã foi, em média, um quinto maior do que nos outros grupos.

Pagar pessoas para perder peso funciona, indica estudo

FolhapressUm estudo britânico de 400 pessoas, batizado de "libras por quilos", descobriu que quase metade dos analisados perdeu mais de 5% do seu peso corporal. O artigo foi publicado no "Journal of Public Health".

Em média, os indivíduos --muitos deles trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês)-- perderam cerca de 4 kg em um ano e receberam cerca de 180 libras.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" nesta sexta-feira.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que o esquema funciona tanto quando programas de perda de peso existentes e poderia ser estendido para todo o país.

Para Clare Relton, da Universidade de Sheffield, "o recrutamento para este programa de incentivo financeiro sugere que a perda de peso pode ser aceitável pelo público em geral e pelos funcionários do NHS, além de homens e mulheres".

O presidente do National Obesity Forum, David Haslam, disse que, anteriormente, estava cético em relação à pesquisa, no caso dos pacientes pararem de perder peso se deixassem de ser pagos.

Mas em declaração à revista "Pulse", disse: "Quatro quilos em um ano é um número muito bom. Se estamos interessados nos ganhos para a saúde, este é o negócio".

A incitava "libras por quilos" recrutou 402 pessoas, 42,5% das quais eram funcionárias do NHS. A média de idade era de 45,1 anos; a média inicial de peso, 101,8 kg; e mais da metade era do sexo feminino.

Os participantes foram submetidos a planos de perda de peso de diversas durações e pesados novamente no fim de cada um.

No total, 44,8% tiveram perda de peso "clinicamente significativa" de mais de 5% do seu peso corporal; 23,6% perderam mais de 10%.

Apenas 38% dos participantes terminaram seus planos, número abaixo do de esquemas existentes, como o Vigilantes do Peso.

Mas a perda de peso média de 5 kg em 12 meses, incluindo aqueles que desistiram, foi maior do que a média do Vigilantes do Peso --4,02 kg.

Mesmo admitindo que aqueles que desistiram retornaram ao seu peso original, os dados sugerem que a perda de peso média geral para todos aqueles que participaram foi de 4 kg.

A incitava teve custo total de 75 mil libras e uma média de 186,57 libras por paciente.

Maradona evita comparações com Messi e provoca Pelé

O maior ídolo do futebol argentino se esquivou ao ser questionado sobre quem seria melhor, ele ou Lionel Messi, e voltou a provocar o Rei do Futebol

Maradona evita comparações a Messi e novamente cutuca Pelé (Jo Hrusa/EFE - 19/01/2010)Apesar de estar acostumado às comparações com Pelé e de dar declarações polêmicas neste embate sobre qual teria sido o melhor jogador de todos os tempos, Diego Maradona não se mostra tão combativo quando é questionado se já teria sido superado por seu compatriota Lionel Messi.

Essa postura mais "humilde" do ídolo argentino ficou evidente em entrevista ao jornal "Clarín", publicada nesta sexta-feira.

"Por que Maradona ou Messi? Eu fiz minha carreira, e Messi está fazendo a dele. Será a história que vai decidir. No final das contas as pessoas verão quem foi o melhor: se Maradona ou Messi. Alguns gostarão mais de um do que do outro", disse o ex-jogador.

"Hoje não há Maradona ou Messi. Somos dois argentinos que pudemos vencer no futebol europeu, quando muitos outros nem cruzaram o rio da Prata. Por respeito a Lio não digo se ele é melhor ou se fui eu. É preciso deixá-lo tranquilo, acrescentou.

Porém, como de costume, o eterno camisa 10 da seleção argentina não deixou de provocar Pelé. "Gosto muito de Lio e de suas atuações em campo. Somos ambos dois argentinos. Imaginem como estará o moreno (como costuma se referir ao Rei do Futebol)", disse.

Por ESPN.com.br

Oito benefícios do hidratante facial, além de hidratar a pele

Ele protege contra a radiação solar, poluição e retarda o envelhecimento

Um bom hidratante facial, com FPS, é capaz de fazer muito mais pela sua pele do que simplesmente deixá-la macia e com o toque aveludado. Se você tem o hábito de usar o produto diariamente, saiba que está muito bem munida contra rugas, flacidez, manchas e o envelhecimento precoce. A seguir, a dermatologista Carla Albuquerque lista 8 motivos para não desgrudar desse creminho mágico.

Hidratante facial - Foto Getty Images1. Evitar o ressecamento: a pele seca e desidratada é opaca, áspera, sem elasticidade e com tendência à descamação. Aquelas pequenas rugas e linhas finas de expressão também ficam mais evidentes quando a pele está ressecada. O hidratante mantém a sua umidade e acrescenta nutrientes importantes para a revitalização e regeneração do tecido. "Além disso, quando está seca, a pele pode ter a sua função de proteção comprometida, favorecendo doenças e infecções", acrescenta a dermatologista.

2. Proteger contra a poluição: os hidratantes que são enriquecidos com substâncias antioxidantes na formulação, tais como as vitaminas C, E e coffeberry podem ajudar a neutralizar os radicais livres e diminuir os danos oxidativos causados pela poluição.

3. Prevenir manchas: uma das principais causas das manchas na pele é a exposição excessiva e inadequada à radiação solar. "Os hidratantes que contém FPS e ativos clareadores na sua composição podem ajudar não só a prevenir manchas, como a clareá-las", diz Carla Albuquerque. Além do mais, o hidratante protege e mantém as propriedades da pele, dando a ela mais força para se reparar.

4. Melhorar a luminosidade: uma nutrição adequada devolve viço à pele. Quando está desidratada, a pele geralmente fica opaca, áspera, sem vida. "Quando recuperamos a hidratação, através da aplicação de um bom hidratante, melhoramos seu aspecto, com consequente melhora da sua luminosidade", explica a dermatologista.

5. Afastar o envelhecimento precoce: o processo de envelhecimento está ligado a perda gradativa da hidratação natural da pele. "Com o hábito de hidratar a pele regularmente, nutrimos as células e podemos retardar ou pelo menos minimizar esse processo", afirma Carla. As versões com filtro solar também protegem contra a radiação solar, evitando as manchas, flacidez e rugas características do fotoenvelhecimento.

6.Controlar o brilho e a oleosidade: existem no mercado hidratantes com ativos que ajudam a controlar o brilho e oleosidade. São produtos que possuem o chamado efeito matte ou matizador. As formulações específicas para a pele oleosa também controlam a produção de sebo por causa dos seus princípios ativos, tais como o ácido azeláico e glicólico.

7. Dar mais tônus à pele: alguns hidratantes acrescentam na sua formulação ativos como o THPE, que conferem o efeito "lifting" e ajudam a melhorar o tônus da pele, dando mais firmeza.

8. Proteger contra a radiação solar: hidratantes com filtro solar ajudam a proteger a pele contra a radiação UVA e UVB, grandes responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele e, nos casos mais graves, o câncer de pele. O raios nocivos destroem as fibras de colágeno da pele, responsáveis pela firmeza e elasticidade, favorecendo manchas, rugas e flacidez.

Por: Minha Vida

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Acabe com as pegadinhas que envolvem a alimentação saudável

Nem sempre ter um prato verdinho é garantia de que você está se alimentando direito

Você pensa que ter uma alimentação saudável é sempre positiva? Pois, saiba que, assim como tudo o que é exagero faz mal, não poderia ser diferente em relação aos hábitos alimentares saudáveis. A nova onda de comida orgânica e livre de gordura trans pode estar difundindo na cabeça das pessoas a essencialidade dos bons hábitos alimentares. Isso é bom, mas o que dizer quando a diferença entre preocupação com a alimentação vira obsessão? Acredite, isso já foi notado na população e está sendo chamado pelos especialistas de ortorexia.

A chamada ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão patológica pelo consumo de alimentos saudáveis e pelos cuidados com os alimentos. Segundo os especialistas, isso é prejudicial porque acaba interferindo em vários aspectos da vida da pessoa, tanto em relação ao tempo em que ela fica refém de preparar e escolher os alimentos, quanto ao convívio social. "A pessoa passa a não fazer refeições fora de casa, a não comer nada preparado por outra pessoa, ela se incomoda com os hábitos dos outros, ou seja, ela acaba perdendo o limite do que é cuidar da saúde e o que é obsessão", explica a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel.

alimentação - foto: getty imagesPorém, a ortorexia é um conceito muito recente e ainda não é classificada como um distúrbio alimentar por falta de critérios para o diagnóstico. No entanto, o aparecimento dessa alteração do comportamento alimentar chama atenção para uma tendência do medo coletivo em relação à comida. "As pessoas estão ficando mais preocupadas com a qualidade de vida e com a saúde, mas acabam exagerando quando pensam que a alimentação se tornou algo ruim", diz a nutricionista da Unifesp.

Comer bem e direito não significa ter que excluir itens do cardápio, mas saber agrupar, combinar e reorganizar o cardápio de acordo com as necessidades e restrições de cada um. Para que você entenda melhor o que é preciso para ter uma alimentação realmente saudável, sem cair nas pegadinhas de senso comum, o Minha Vida foi desvendar algumas questões. Confira:

1.Cortar de vez doces e gorduras
Errado. Muitas pessoas pensam que para reeducar a alimentação é preciso cortar o mal pela raiz. Porém, como ensina a nutricionista da Unifesp, Camila Leonel, comer guloseimas e gordura eventualmente não quer dizer ter uma alimentação ruim. "Existe uma faixa de consumo de gordura e de doces aceitável para se consumir todos os dias. Ninguém está livre de comer um doce ou de usar óleo para fazer comida. O problema é só quando isso passa a ser exagero", ensina a nutricionista. Na alimentação saudável entra de tudo. Por isso, não é nenhum crime querer um docinho de vez em quando.

2.Quanto menos calorias melhor
alimentação - foto: getty imagesAs calorias são grandes inimigas de quem resolve fazer dieta? Não necessariamente. Segundo Camila Leonel quem quer ter uma alimentação saudável não precisa ficar se preocupando demais com as calorias. "Às vezes temos produtos alimentares que são mais calóricos e mais vantajosos. Um bom exemplo é um pão de forma normal e um pão de forma integral. O integral é até mais calórico, porém a quantidade de fibras compensa as calorias extras e acaba sendo melhor optar pelos integrais." É sempre melhor avaliar quais benefícios os alimentos podem trazer ao organismo em vez da quantidade de calorias que ele vai trazer.

3.Só na saladinha
Dica: não fique. Se você pretende ter realmente uma alimentação saudável, não pode focar apenas em um grupo alimentar. Aqui cabe definir que a lógica da alimentação completa e equilibrada é, como ensina Camila Leonel, incluir no cardápio um pouco de cada grupo alimentar, ou seja, uma fonte de energia, vitaminas, minerais e proteínas. Se você ficar só na salada, dificilmente vai conseguir satisfazer todas as necessidades de nutrientes do seu organismo. Sem contar que uma hora vai enjoar de fazer sempre a mesma refeição.

4. Fora, industrializados!
Tem gente que faz uma verdadeira guerra contra eles. Mas, será que é válido dedicar todos os nossos esforços no combate aos industrializados ou é mais vantagem tentar controlar a qualidade e a quantidade do que ingerimos? É praticamente impossível viver apenas consumindo produtos naturais, por isso, a consciência de que ser saudável é equilibrar é, novamente, muito importante. Uma vez ou outra consumir um produto congelado ou enlatado não é problema, desde que se controle os excessos e se evite aqueles produtos que fazem mal especificamente para o seu organismo.

5.Não gosto disso e não me faz falta
Dependendo do alimento, sim, você pode seguir seu desejo e evitá-lo. Desde que você ache um substituto equivalente.
"Se a pessoa apresenta uma resistência aos legumes, por exemplo, o ideal é que ele consuma bastantes frutas, que pertencem ao mesmo grupo alimentar. Mas, essa medida é a curto prazo, porque o trabalho que fazemos a longo prazo ensina que uma pessoa precisa começar a experimentar novos sabores para agregá-los à alimentação, propiciando variedade", ensina a nutricionista.

vegetariano - foto: getty images6.Ser vegetariano é ser mais saudável
Não necessariamente. Um dos maiores mitos que se criou hoje em dia é em relação à comida vegetariana. Aqueles que resolvem aderir de vez o cardápio precisam ficar atentos se não estão fazendo as substituições erradas na hora de se alimentar. De acordo com o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida, a dieta vegetariana é caracterizada por níveis reduzidos de gorduras saturadas, colesterol e proteínas animais, e níveis superiores de carboidratos, fibras, potássio e antioxidantes. Mas isso não significa que os vegetarianos não engordem. "É frequente vermos vegetarianos acima do peso. Isso ocorre, na maioria dos casos, porque a dieta puramente vegetariana muitas vezes não é capaz de suprir a quantidade necessária de proteínas, a menos que seja muito bem orientada", afirma ele.

7.Queime todos os carboidratos
Como toda fonte de energia, os carboidratos servem para serem gastos. Mas, alto lá: não se esqueça de repor tudo de volta. "Carboidratos são essenciais para o organismo, na medida em que são responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar", aponta Camila.

As pessoas costumam achar que precisam bani-los da dieta para não engordar. Tem até dieta que propõe cortes desse grupo. Mas isso, além de ser um erro, pode comprometer a saúde, uma vez que sua ingestão também alimenta as células do corpo, em especial as do sistema nervoso central. "Carboidratos não podem ser cortados da dieta. Muito pelo contrário, é recomendado seguir uma alimentação que forneça pelo menos 50% do seu total calórico deste grupo alimentar", ensina Camila Leonel.

Por Andressa Basilio

Globo insinua pequenês da RedeTV! e explica ausência de licitação do C13

Representante da emissora carioca alegou falta de segurança jurídica para não fazer porposta aberta pelos direitos de transmissão do Brasileiro

De forma sutil, educada e sem nenhuma elevação de tom, o representante das Organizações Globo tratou de minimizar a RedeTV! na audiência pública sobre os direitos de transmissão ocorrida nesta quarta-feira no Senado Federal, em Brasília, e também explicar o porquê de a emissora carioca ter desistido de participar da licitação organizada pelo Clube dos 13.

"Não havia nenhuma segurança do ponto de vista jurídico para que redes do tamanhno, do porte da TV Globo, da Record e da Bandeirantes participassem da licitação do Clube dos 13. À época, não havia consenso quanto ao aspecto jurídico", afirmou Evandro Guimarães, insinuando patamares distintos entre as três lembradas e a concorrente paulista.

A não citação da RedeTV!, participante única e, consequentemente, vencedora da licitação, não foi mero esquecimento. Foi mais que proposital e veio logo após o representante do canal paulista, Kalled Edjail Adib, ter dito com todas as letras que não concordava com a prática da rival.

A Globo, após tomar conhecimento da proposta de R$ 1,548 bilhão por três anos de Nacional feita pela RedeTV!, passou a negociar de forma direta e independente com os clubes e, oficialmente, já acertou com 14 deles. "A partir do momento que eu sei quanto foi a poposta, não posso fazer oferta. Isso é abuso de poder econômico", havia dito Adib.

Por ESPN.com.br

Países mais 'felizes' têm maiores taxas de suicídio, diz estudo

Países mais 'felizes' têm maiores taxas de suicídio, diz estudoPaíses em que as pessoas se sentem mais felizes tendem a apresentar índices mais altos de suicídio, segundo pesquisadores britânicos e americanos.

Os especialistas sugerem que a explicação para o fenômeno estaria na tendência dos seres humanos de se comparar uns aos outros.

Sentir-se infeliz em um ambiente onde a maioria das pessoas se sente feliz aumenta a sensação de infelicidade e a probabilidade de que a pessoa infeliz recorra ao suicídio, a equipe concluiu.

O estudo foi feito por especialistas da University of Warwick, na Grã-Bretanha, Hamilton College, em Nova York e do Federal Reserve Bank em San Francisco, Califórnia, e será publicado na revista científica Journal of Economic Behavior & Organization.

Ele se baseia em dados internacionais e em informações coletadas nos Estados Unidos.

Nos EUA, os pesquisadores compararam dados obtidos a partir de depoimentos de 1,3 milhão de americanos selecionados de forma aleatória com depoimentos sobre suicídio obtidos a partir de uma outra amostra, também aleatória, com um milhão de americanos.

Paradoxo

Os resultados foram desconcertantes: muitos países com altos índices de felicidade felizes têm índices de suicídio altos.

Isso já foi observado anteriormente, mas em estudos feitos de forma isolada, como, por exemplo, na Dinamarca.

A nova pesquisa concluiu que várias nações - entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça - apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio.

Variações culturais e na forma como as sociedades registram casos de suicídio dificultam a comparação de dados entre países diferentes.

Levando isso em conta, os cientistas optaram por comparar dados dentro de uma região geográfica: os Estados Unidos.

Do ponto de vista científico, segundo os pesquisadores, a vantagem de se comparar felicidade e índices de suicídio entre os diferentes Estados americanos é que fatores como formação cultural, instituições nacionais, linguagem e religião são relativamente constantes dentro de um único país.

A equipe disse que, embora haja diferenças entre os Estados, a população americana é mais homogênea do que amostras de nações diferentes.

Utah e Nova York

Os resultados observados nas comparações mais amplas entre os países se repetiram nas comparações entre diferentes Estados americanos.

Estados onde a população se declarou mais satisfeita com a vida apresentaram maior tendência a registrar índices mais altos de suicídio do que aqueles com médias menores de satisfação com a vida.

Por exemplo, os dados mostraram que Utah é o primeiro colocado no ranking dos Estados americanos em que as pessoas estão mais satisfeitos com a vida. Porém, ocupa o nono lugar na lista de Estados com maior índice de suicídios.

Já Nova York ficou em 45º no ranking da satisfação, mas tem o menor índice de suicídios no país.

Ajustes

Para tornar mais justas e homogêneas as comparações entre os Estados, os pesquisadores levaram em consideração fatores como idade, sexo, raça, nível educacional, renda, estado civil e situação profissional.

Após esses ajustes, a relação entre índice de felicidade e de suicídios se manteve, embora as posições de alguns países tenham se alterado levemente.

O Havaí, por exemplo, ficou em segundo lugar no ranking ajustado de satisfação com a vida, mas possui o quinto maior índice de suicídios no país.

Nova Jersey, por outro lado, ocupa a posição 47 no ranking de satisfação com a vida e tem um dos índices mais baixos de suicídio - coincidentemente, ocupa a posição 47 na lista.

'Pessoas descontentes em um lugar feliz podem sentir-se particularmente maltratadas pela vida', disse Andrew Oswald, da University of Warwick, um dos responsáveis pelo estudo.

'Esses contrastes sombrios podem aumentar o risco de suicídio. Se seres humanos sofrem mudanças de humor, os períodos de depressão podem ser mais toleráveis em um ambiente no qual outros humanos estão infelizes'.

Outro autor do estudo, Stephen Wu, do Hamilton College, acrescentou:

'Este resultado é consistente com outras pesquisas que mostram que as pessoas julgam seu bem estar em comparação com outras à sua volta'.

'Esse mesmo efeito foi demonstrado em relação a renda, desemprego, crime e obesidade'.

BBC Brasil

Bicicleta ajuda mulheres na pré-menopausa a ganhar menos peso, revelou estudo

Andar de bicicleta é particularmente bom para manter os quilinhos longe daquelas mulheres que já estão acima do peso ou obesas, diz Anne C. Lusk, pesquisadora associada do departamento de nutrição da Escola de Nutrição Pública de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos.

“Mulheres com peso normal podem certamente se beneficiar desse exercício”, diz. “Mas especificamente para mulheres no momento pré-menopausa e que estão acima do peso ou obesas, andar de bicicleta apenas duas ou três horas por semana fazem com que elas tenham 46% menos chances de ganhar 5% do seu peso inicial.”

A equipe liderada por Anne também descobriu que andar devagar – menos do que cinco quilômetros em uma hora – não ajuda a controlar o peso. Ela e seus colegas reportaram as descobertas de seu estudo em junho no “Arquivos da Medicina Interna”.

Os autores apontaram que, em 1995, o Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças do Colégio Americano de Medicina do Esporte recomendou que todos os adultos americanos passassem a fazer meia hora de exercício moderado ou intenso por dia. No entanto, apesar do aviso, dois terços dessa população estão acima do peso ou obesos enquanto 16% das crianças americanas e adolescentes estão acima do peso e um terço está no limite de chegar ao excesso de peso.

Em uma pesquisa recente, a equipe de estudo reportou que andar rapidamente ajudou mulheres que estavam no peso normal ou emagreceram recentemente e queriam manter os quilos a mais afastados, enquanto andar vagarosamente não mostrou benefícios.

Os pesquisadores decidiram explorar o potencial benéfico que pode ser alcançado se mais mulheres inserissem a bicicleta em sua rotina. Apenas metade do total de 1% dos norte-americanos acima dos 16 anos que vão ao trabalho usam bicicleta. Desse grupo, apenas 23% são mulheres, segundo a autora.

Os autores observaram o histórico médico, peso dos pais, hábitos de exercícios e outras informações sobre estilo de vida de mais de 18.400 mulheres que participaram do “segundo estudo de saúde das enfermeiras”. As mulheres tinham entre 25 a 42 anos em 1989 e, portanto, estavam na fase pré-menopausa em 2005 e não tinham impedimentos físicos para fazer exercícios.

O time de Lusk focou a pesquisa na mudança de peso ocorrido nos 16 anos. Em 1989, aproximadamente metade das mulheres disse andar devagar, enquanto 40% disseram andar rapidamente e quase metade afirmou que andava de bicicleta.
Em 2005, as mulheres ganharam em torno de nove quilos, enquanto o total de tempo que elas passavam ativamente diminuiu de forma significativa.

No entanto, mulheres que não andavam de bicicleta em 1989, mas o fizeram em 2005 experimentaram significante redução do ganho de peso nesse tempo. A afirmação foi verificada principalmente entre mulheres com excesso de peso, para quem andar de bicicleta pelo menos cinco minutos por dia fez a diferença. E quanto mais elas andaram de bicicleta, menos peso elas ganharam, observaram os autores.

Em contraste, aquelas que diminuíram o tempo de bike ao longo dos anos, de 15 minutos por dia para menos ou nada, tiveram um grande ganho de peso. E mulheres com peso normal que andaram de bicicleta por mais de quatro horas por semana em 2005 reduziram a probabilidade de ganhar mais do que 5% de seu peso, segundo os pesquisadores.

A equipe concluiu que andar de bicicleta, assim como andar rapidamente, deve ser encorajado para mulheres na pré-menopausa, particularmente se elas estão lidando com ganhos de peso.

“Nós estamos defendendo uma atividade física que é parte do dia-a-dia”, Lusk diz. “Você não tem que pensar sobre sua freqüência cardíaca, quanto tempo por semana você faz. Nós estamos recomendando que a mulher inclua a bicicleta ou uma caminhada rápida nos sete dias da semana.”

Cedric X. Bryant, chefe de ciência do Conselho Americano de Exercícios, em San Diego, disse que as recomendações atingem o alvo. “Seus argumentos se encaixam com a necessidade de ajudar os americanos a programar atividade física em seus estilos de vida”, ele diz.

“Andar de bicicleta não tem impacto, por isso é confortável para as articulações, tornando essa atividade mais acessível a diversas pessoas, o que eu acho que todas as mais importantes organizações de fitness estão encabeçando”, diz Bryant.

No entanto, Nieca Goldberg, diretor médico do programa do coração da mulher, do Centro Médico da Universidade de Nova York, emitiu uma nota de advertência lembrando como as mulheres devem interpretar essa nova informação.

“Eu acho que subestimar os benefícios da caminhada em ritmo lento é uma mensagem ruim para enviar às pessoas, que podem passar a maior parte da sua vida sentadas em uma cadeira”, diz. “Porque andar vagarosamente é um bom começo se você ainda não faz exercícios. É mais barato do que a bicicleta e pode ser mais fácil. Basicamente você pode começar em qualquer lugar.”

Fonte: The New York Times (Redigida por www.delas.ig.com.br)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Consuma mais zinco e deixe sua saúde protegida

Mineral é essencial para fortalecer o sistema imunológico

Ter uma alimentação rica em minerais é essencial para manter a saúde em dia. Mas, entre tantos nutrientes, um deles assume papel de destaque: o zinco. "Esse mineral é essencial para que nosso corpo continue funcionando de maneira eficiente. Ele nos protege de um número grande de doenças e ajuda a combater outras que já se instalaram em nosso organismo", diz a nutricionista Natalia Lauterbach, da rede Mundo Verde, em São Paulo.

A falta de zinco na alimentação é um problema sério, que segundo a Organização Mundial da Saúde, está ligada a muitos casos de mortes, já que esse mineral tem função importante em nosso sistema imunológico. O problema é mais comum em países menos desenvolvidos, mas a carência de zinco atinge também países mais ricos. De acordo com a OMS, a população brasileira tem um consumo moderado de zinco, mas não o ideal, ficando abaixo de países como Uruguai, Chile e Venezuela. "O consumo mínimo indicado de zinco é de sete miligramas por dia para as mulheres e nove para os homens, mas pode variar conforme a idade. Para os idosos, por exemplo, o número sobe para oito entre as mulheres e 11 para os homens. No Brasil, temos um número um pouco inferior a esse", diz a nutricionista.

Papel no organismo
Menina no médico- Foto Getty ImagesO principal papel do zinco no organismo acontece no sistema imunológico. "O zinco é importante tanto para a síntese de células imunológicas como em sua ação de defesa contra vírus, bactérias e fungos", diz Natália Lauterbach.

De acordo com a OMS, pessoas que não consomem quantidades suficientes de zinco têm maiores chances de sofrer com ação de agentes infecciosos, e por isso, passam mais tempo doentes se comparadas com aquelas que têm uma ingestão de zinco adequada.

O zinco também protege o organismo por ter ação antioxidante, diminuindo a quantidade de radicais livres em nosso corpo. Esse tipo de molécula, afeta negativamente as funções das células, aumentando as chances de desenvolver tipos diferentes de câncer.

Além disso, aproximadamente 100 enzimas diferentes precisam do zinco para conseguir catalisar reações químicas que mantém as funções celulares eficientes. Por isso, o zinco, além de ter papel importante em nossa imunização, ainda ajuda praticamente todo o corpo a funcionar melhor.

Nutrição infantil
O zinco é ainda mais importante para as crianças. A ingestão adequada desse mineral é essencial para que os pequenos cresçam de forma saudável. De acordo com a OMS, algumas das maiores causas de morte infantil são diarreia- que ainda causa 18% das mortes entre crianças no mundo- e pneumonia, dois problemas que tem relação direta com a falta de zinco.

Criança comendo- Foto Getty Images"O sistema imunológico das crianças é mais frágil que o dos adultos, por isso uma alimentação rica em zinco é essencial", diz a nutricionista. Para se ter uma ideia da importância do zinco na alimentação de uma criança, uma das ações mais realizadas pela Organização Mundial da Saúde para diminuir os casos de mortalidade infantil em países pobres é incluir suplementos de zinco na dieta. Desde que essa medida foi adotada no final da década de 1980, os casos de morte por diarreia no mundo em crianças com menos de cinco anos caíram de 4,5 milhões para 1,8 milhões em 2006.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Unicef em 2009, suplementos de zinco para gestantes pode prevenir várias complicações durante o parto e ainda ajudar o bebê a ganhar peso após o nascimento, reduzindo o risco de infecção. Por isso, é indicado que as grávidas consumam, diariamente 12 mg de zinco.

Idade
Homens
Mulheres
1 a 3 anos
3,0 mg
3,0 mg
4 a 8 anos
5,0 mg
5,0 mg
9 a 13 anos
8,0 mg
7,0 mg
14 a 50 anos
8,0 mg
7,0 mg
> 50 anos
11,0 mg
8,0 mg

Sintomas da falta de zinco
Como o zinco atua em diversas funções de nosso corpo, a falta dele tem consequências, como fragilidade do sistema imunológico, ferimentos que não cicatrizam, dificuldade de sentir gosto salgado de alimentos, problemas na pele (psoríase), aumento dos níveis de glicose no sangue, pele seca e amarelada e mau funcionamento do fígado.

"Entre todos esses problemas, o que mais preocupa é o efeito que a falta de zinco provoca sobre o sistema imunológico. Isso faz com que o organismo fique muito mais exposto a todas as doenças infecciosas", explica a nutricionista.

Fontes de zinco
Carne vermelha-Foto Getty ImagesUma alimentação balanceada fornece as quantidades diárias de zinco para que nosso corpo fique protegido. Os alimentos
campeões desse nutriente são as ostras, mas outras fontes mais comuns podem fazer parte de nosso cardápio diário.

"Uma dieta com oleaginosas, como nozes e castanhas, todos os tipos de carne, arroz e pão integrais já faz o nosso sistema imunológico funcionar melhor", diz a nutricionista. Além desses alimentos, a semente de abóbora, aveia, feijão e leite integral também são boas fontes desse mineral.

Mas, em alguns casos, apenas a alimentação não consegue fornecer ao corpo a quantidade que falta de zinco. "Alimentos são sempre a melhor opção, mas em alguns casos, com o aconselhamento de um médico, é necessário investir nos suplementos para atingir as doses diárias desse mineral", diz Natalia Lauterbach.

Além disso, de acordo com a nutricionista, pessoas que sofrem com acrodermatite enteropática (falta de absorção de zinco pelo intestino), diabetes, transtornos alimentares, doenças intestinais e doenças renais podem precisar de suplementos de zinco para compensar a falta de absorção causada por esses problemas.

Alimento
Peso
Quantidade de zinco (mg)
Ostras
86 g
38
Nozes
100g
4,0
Castanhas
100g
4,0
Carne bovina
130g
4,0
Carne de frango
180g
1,5
Arroz integral
40g
1,0
Farelo de aveia
94g
2,9
Leite integral
240g
1,0
Feijão
50g
1,15
Semente de abóbora
20g
1,3
Pão integral
80g
1,6
 Combinações poderosas
De acordo com o U.S. Department of Agriculture, várias porções de alimentos devem ser combinadas para que a cota diária do mineral seja atendida. Para ilustrar esta recomendação, podemos dizer que uma porção de carne bovina (4 mg de zinco), duas de arroz integral (2 mg), e duas de leite (2 mg) por dia fornecem no total 8 mg de zinco, o que representa o consumo indicado para adolescentes e adultos.

Consumir durante o dia uma porção de pão integral (1,6 mg), farelo de aveia (2,9 mg) duas porções de arroz integral(2,0 mg), feijão (1,15mg) uma de carne de frango (1,5mg) já é o suficiente para um adulto atingir as quantidades recomendadas desse mineral.

Excesso também faz mal
Mesmo que esse mineral seja essencial para o nosso organismo, consumi-lo em excesso (mais de 50 miligramas por dia durante semanas), pode fazer mal à saúde. Isso acontece por causa da relação do mineral com as moléculas de cobre no organismo. "Quando os níveis de zinco estão muito altos em nossa corrente sanguínea, a quantidade de cobre diminui, deixando a pessoa com deficiência desse outro mineral", explica a nutricionista.

Os principais sintomas de excesso de zinco e falta de cobre no organismo são diarreia, sonolência, letargia, enjoo e vômitos frequentes. ?Por isso, antes de tomar suplementos, é preciso saber se eles são realmente necessários e qual a dose indicada?, diz a especialista.

Informação em rede social se espalha como pólvora, diz professor

Quem vai se manifestar nas redes sociais não deve agir por impulso. "Em qualquer mídia virtual, se 20 pessoas replicarem uma informação sua, ela será distribuída para 8.000 pessoas. É como pólvora", diz o professor Gil Giardelli.
"As empresas olham o que você coloca na rede e há até o risco de perder o emprego. A reputação é a moeda do século 21 e isso serve para trabalho, namorada e amigos."

Para a professora Rosa Maria Farah, tudo depende da maturidade emocional do internauta e do conhecimento que ele tem das ferramentas.

"Ele pode achar que está falando para um grupo quando uma comunidade inteira tem acesso às informações."

Caso se arrependa do que disse, pode até apagar o que escreveu, mas já terá perdido controle da informação.

"É como a fábula do rapaz que foi repreendido por um sábio por uma fofoca que fez", compara. No conto, o jovem pede uma penitência proporcional ao estrago que fez e o sábio diz que ele deve espalhar as penas de um travesseiro do alto de um morro e descer para recolhê-las.

"Era impossível. Com a informação na internet é a mesma coisa: ela se espalha e não se tem mais controle."

"Diariamente, são levadas ações à Justiça que têm como prova o que está nas redes sociais", afirma o advogado Leandro Bissoli, especializado em direito digital. Ele conta que os problemas mais comuns são o uso indevido de imagens e os crimes contra a honra, como a difamação.

"As pessoas acabam produzindo provas contra elas mesmas", diz. Há casos de pessoas que alegam problemas de saúde para se afastar do trabalho, mas postam fotos de viagens na rede. E há funcionários que acabam registrando situações no trabalho que podem levar à demissão por justa causa.

Folha.com

Usuários de redes sociais exibem até o que não querem mostrar

Aquele colega de faculdade que era tão simpático agora é o chato que registra os detalhes mais insignificantes do seu dia no Facebook.

Quem estava interessado em negócios e começou a seguir o executivo bem-sucedido no Twitter fica sabendo só sobre suas viagens e festas. 
Maioria dos usuários acaba mostrando lado oculto da personalidade nas redes sociais
Maioria dos usuários acaba mostrando lado oculto da personalidade nas redes sociais
E é sempre um constrangimento quando um conhecido resolve expor suas crises pessoais na internet.

Frequentar as redes sociais é uma boa maneira de manter contatos, mas é preciso conter a ansiedade, a raiva e a curiosidade nessas salas sem paredes.

Muitas pessoas se sentem tão à vontade no mundo virtual que acabam revelando aspectos de suas personalidades que surpreendem (ou aborrecem) os demais.

"Todos nós temos aspectos desconhecidos até de nós mesmos, que podem ser positivos, como talentos, ou sombrios, como medos. A internet é um meio propício para experimentar esses lados", diz Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP.

Uma das hipóteses para isso é que, quando se está na internet, perde-se um pouco a noção de tempo e espaço.

O internauta fica em imersão, o que favorece uma condição quase de sonho. "As pessoas se sentem mais capazes de expressar desejos que, na vida presencial, pensariam 10 mil vezes antes de demonstrar", afirma.

Nesse estado alterado de consciência, a censura e a autocrítica ficam rebaixadas.

Um estudo da Universidade da Califórnia (EUA) mostrou que os internautas ficam em estado contínuo de atenção parcial e alerta permanente. Os resultados indicam que o Twitter estimula a liberação do hormônio ocitocina e diminui os níveis do cortisol, associado ao estresse.

Segundo a pesquisa, as conexões on-line são entendidas pelo cérebro como contatos cara a cara.

SEDE DE ATENÇÃO

"Eu vejo dualidade nas pessoas nas redes sociais: o tímido se torna expressivo, e pessoas que no convívio são agradáveis e educadas ficam agressivas", diz Gil Giardelli, professor da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Para ele, a vontade de chamar a atenção é uma das explicações.

Um levantamento feito pelo Facebook mostra que usuários que fazem mais críticas são os que recebem mais comentários.

Para o especialista em planejamento estratégico digital Felipe Morais, os internautas se surpreendem com o comportamento alheio porque, na verdade, acabam trazendo para o seu convívio pessoas que não conhecem a fundo. "Eu mesmo tenho mais de 800 contatos no Facebook, mas posso dizer que realmente conheço uns 15."

O estudante Guilherme Saraiva, 20, seleciona quem entra no seu Facebook
O estudante Guilherme Saraiva, 20,
seleciona quem entra no seu Facebook

Já o estudante de direito Guilherme Saraiva, 20, diz que já excluiu da sua lista pessoas "chatas".

A maioria dos usuários de redes sociais prefere o papel de espectador, segundo Morais, que dá aulas de comércio eletrônico no MBA da Faculdade Anhembi-Morumbi.

Um levantamento feito pelo Yahoo Research mostra que apenas 0,05% dos usuários do Twitter conseguem chamar a atenção.

MULHERES

Nas redes sociais, as mulheres se expõem mais do ponto de vista pessoal. Uma pesquisa feita no ano passado pela Oxygen Media e Lightspeed Research mostrou que 21% das mulheres entre 18 e 34 anos que estão nas redes se levantam à noite só para checar o Facebook.

"Por uma questão cultural, as mulheres são mais abertas e comunicativas. É aceitável que elas mostrem mais os sentimentos", diz a professora Rosa Farah.

A agente de negócios, Fernanda Nunciato, 23, está no Facebook, MySpace, Orkut, LinkedIn e Twitter
A agente de negócios, Fernanda Nunciato,
 23, está no Facebook, MySpace, Orkut,
 LinkedIn e Twitter

A agente de negócios Fernanda Nunciato, 23, está no Facebook, MySpace, Orkut, LinkedIn, Twitter e tem um blog. Checar as redes sociais é a última coisa que faz antes de dormir e a primeira quando acorda. "Tomo o café da manhã vendo minhas páginas pelo notebook", diz.

A top model alagoana Bruna Tenório, que mora em Nova York, também adotou a rede social para se comunicar com amigos e parentes.

"O Facebook é bem útil quando preciso ter contato com amigos, acho mais ágil escrever algo no mural deles, a resposta vem mais rápido do que por e-mail", diz.


A modelo Bruna Tenório, 23, que mora em Nova York, usa a rede social para se comunicar com amigos
A modelo Bruna Tenório, 23, que mora
 em Nova York, usa a rede social para
se comunicar com amigos

Ter muitos acessos no blog, um grande número de amigos no Facebook e de seguidores no Twitter virou símbolo de status, popularidade e prestígio.

Mas frequentar as redes sociais significa também conviver com amigos exibidos e gente mal-humorada e ficar da sabendo de detalhes pouco interessantes da rotina dos outros. "É o zoológico humano, só que visto de camarote", afirma Farah.

A 'FAUNA' DO FACEBOOK

O EXIBICIONISTA
Com textos e fotos, procura mostrar como é feliz e bem-sucedido. Fala das viagens que faz, de restaurantes e festas que frequenta e de como sua família é linda e unida. Dá a impressão de que criou um personagem

O VOYEUR
Ele está lá, mas pouco se manifesta. Pode ser por timidez ou porque não quer mesmo se relacionar com ninguém. Observa tudo e não fala nada

O CARENTE
Ele conta seu dia em detalhes. Parece precisar de reconhecimento. Com seus posts que não interessam a ninguém, parece dizer "ei, olhem para mim". Pode ser um solitário e não ser tão desocupado como aparenta

O POPULAR
Ele quer ter 1 milhão de amigos, como na música. Adiciona até quem não conhece direito para atingir sua meta. Provavelmente também é assim no mundo 'real' e mostra esse aspecto nas redes sociais

O BIG BROTHER
Ele escancara sua vida pessoal, relata crises conjugais e reclama do trabalho. Pode não ter noção de que muito mais gente do que imagina está lendo o que escreve ou não percebe que está sendo inadequado

O POLÊMICO
O simples comentário que alguém fez sobre um filme pode virar uma grande dor de cabeça quando o crítico resolve se manifestar. Ele é o mal-humorado, o do contra, que vê em tudo uma teoria da conspiração

O BAJULADOR
O puxa-saco está sempre pronto para dar os parabéns, principalmente se os colegas forem mais ricos e bem-sucedidos do que ele. Diz que os amigos estão lindos, que os bebês são fofos e que está com saudades

Fontes: Rosa Farah, professora de psicologia e Gil Giardelli, professor de marketing

Dieta rica em ômega 3 dobra risco de câncer de próstata

Leonardo Wen/FolhapressO consumo de alimentos ricos em ômega 3 pode fazer bem para o coração, mas aumenta o risco de câncer de próstata agressivo, segundo um estudo americano publicado ontem no "American Journal of Epidemiology".

A pesquisa envolveu mais de 3.400 homens.

Aqueles com altos níveis no sangue de uma proteína que indica consumo de ômega 3 tiveram duas e meia vezes mais câncer.

Por outro lado, homens com maiores índices gorduras trans na corrente sanguínea tiveram uma redução de 50% no risco de câncer. Nenhuma das gorduras foi associada ao baixo risco da doença.

Segundo os pesquisadores, do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, o impacto do ômega 3 e de outros ácidos graxos no desenvolvimento do câncer ainda é pouco conhecido.

Os médicos afirmam que são necessários mais estudos antes de mudar a recomendação de consumo da substância.

Estudo indica que perder peso é melhor forma de curar ronco

O ronco crônico pode ser mais do que simplesmente uma chateação barulhenta.

Até três quartos dos roncadores também sofrem de apneia do sono, que causa interrupções na respiração ao longo da noite. A apneia eleva o risco de doenças cardíacas, derrames e hipertensão.

Os que buscam por uma cura são frequentemente aconselhados a dormir de lado, e não de barriga para cima, de forma que a base da língua não se desloque para o fundo da garganta, estreitando as vias aéreas e obstruindo a respiração. Para algumas pessoas, porém, alterar a posição de dormir pode não fazer tanta diferença.
Cientistas afirmam haver dois tipos de roncadores: os que roncam apenas quando dormem de barriga para cima e os que roncam em qualquer posição.

Um estudo que examinou mais de 2.000 pacientes de apneia do sono, conduzido por pesquisadores de Israel, descobriu que 54% eram "posicionais" ou seja, roncavam apenas quando dormiam de costas. O restante era "não-posicional".

Outros estudos mostraram que o peso tem um papel importante. Num amplo estudo publicado em 1997, os pacientes que roncavam ou sofriam de anormalidades de respiração apenas quando dormiam de costas eram geralmente mais magros, enquanto seus equivalentes não-posicionais costumavam ser mais pesados. O grupo com sobrepeso, segundo os autores, demonstrava um sono pior e mais fadiga durante o dia.

Contudo, o estudo também descobriu que estes pacientes viram sua apneia melhorar quando perderam peso. Segundo a Fundação Nacional do Sono nos EUA, para aqueles com sobrepeso, emagrecer geralmente é a melhor forma de curar a apneia do sono e acabar com os roncos de vez.

Concluindo: dormir de lado pode ajudar a diminuir os roncos, mas pessoas com sobrepeso não verão grande diferença se não emagrecerem.

DO "NEW YORK TIMES"