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quinta-feira, 31 de março de 2011

Pesquisadores usam fibras de frutas para produzir plástico superresistente

Cientistas brasileiros desenvolveram uma maneira de usar fibras frutas para fabricar plásticos automotivos mais resistentes e mais leves que os tradicionais. Frutas como banana e abacaxi podem ser usadas para produzir esse material reforçado, de forma similar à fibra de vidro ou de carbono.

Abacaxi (Foto: Benjamin Thompson/Creative Commons)
Abacaxi é uma das frutas que podem ser usadas para reforçar plástico. (Foto: Benjamin Thompson/Creative Commons)
 As fibras usadas são chamadas nanocelulose e, segundo os cientistas, chegam a ser tão duras quanto o kevlar, material usado em coletes à prova de balas. Os plásticos de nanocelulose são mais leves, podendo reduzir o peso dos automóveis. A celulose das folhas e do caule do abacaxi é uma das mais promissoras para fazer esse processo, diz Alcides Leão, da Unesp, que liderou a pesquisa apresentada apresentada esta semana num encontro da Sociedade Americana de Química.

Para obter o nanofibras a partir das frutas, os cientistas colocam as folhas e talos de abacaxi ou outras plantas num equipamento parecido com uma panela de pressão. Em seguida, acrescentam alguns produtos químicos e aquecem a mistura em vários ciclos, produzindo um material fino parecido com talco.

O processo é caro, mas com um quilo de nanocelulose é possível produzir 100 quilos de plástico superforte, de acordo com os pesquisadores. Por enquanto, eles estão se concentrando na substituição de plásticos automotivos. No futuro, segundo Leão, seria possível até usar a tecnologia no lugar de aço e alumínio.

Do Globo Natureza, em São Paulo

Menina de 4 anos escreve carta para mãe desaparecida após tsunami

Usando caracteres "hiragana" que acabou de aprender, a menina Manami Kon escreve carta para a mãe ainda desaparecida após a tragédia de 11 de março no Japão; "Querida mãe. Eupero que você esteja viva. Você está bem?", diz mensagem. (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)
Usando caracteres "hiragana" que acabou de aprender, a menina Manami Kon escreve carta para a mãe ainda desaparecida após a tragédia de 11 de março no Japão; "Querida mãe. Espero que você esteja viva. Você está bem?", diz mensagem. (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP

Manami Kon, de 4 anos, ainda espera pelos pais e a irmã mais nova, desaparecidos desde o terremoto e tsunami de 11 de março, em Miyako, norte do Japão (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)
Manami Kon, de 4 anos, ainda espera pelos pais e a irmã mais nova, desaparecidos desde o terremoto e tsunami de 11 de março, em Miyako, norte do Japão (Foto: Yomiuri Shimbun, Norikazu Tateishi / AP)

Cooperação // Brasil e Bolívia firmam acordo contra drogas

Brasil e Bolívia assinaram em La Paz um acordo de cooperação bilateral de luta contra o narcotráfico no início de um plano de combate que poderá incluir o Peru e, depois, outros países. O pacto antidrogas foi firmado ontem pelo ministro da Justiça brasileiro, José Eduardo Cardozo, e pelo ministro boliviano do Interior, Sacha Llorenti, e inclui temas que vão da capacitação e cooperação tecnológica até um acordo de inteligência policial.

O acordo aprova, entre outros pontos, o apoio de aviões não-tripulados VANT para o monitoramento do tráfico de drogas, a capacitação de pessoal de inteligência, sistema de radares e laboratórios para detectar lavagem de dinheiro. As autoridades brasileiras e bolivianas ressaltaram ontem a possibilidade de levar em breve o acordo de combate às drogas ao Peru, país com o qual Bolívia e Brasil têm uma vasta fronteira comum, onde há também um intenso tráfico de cocaína. José Eduardo Cardozo afirmou que ´para este nível de articulação é preciso incorporar outros países`.

Playboy divulga capa de abril, com Bárbara Rossi

A Playboy divulgou nesta terça-feira a capa da edição de abril, que traz a Assistente de palco do programa "Pânico", Barbara Rossi como estrela.


Como pode-se perceber, o ensaio da loira terá inspiração navy, com uma linda praia como cenário. Além da foto de tirar o fôlego, a revista estampa a chamada: “Não entre em Pânico! Ela está aqui”.

Veja algumas fotos de Bárbara Rossi











Do Portal Uai

Cibele Dorsa // Caras com tarja preta

A revista Caras chegou às bancas ontem com uma tarja preta cobrindo parte de sua chamada principal de capa devido a ordem judicial concedida em favor do cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, 38, o Doda, que pediu à Justiça que impedisse a revista de veicular uma suposta carta de suicídio da atriz e escritora Cibele Dorsa, 36, ex-mulher de Doda, e de mencionar o nome do cavaleiro. Segundo a publicação, que afirma estar sendo censurada, a ordem judicial foi recebida quando a revista já estava na gráfica e não houve tempo hábil de fazer uma mudança adequada. A solução foi cobrir o nome de Doda com tarjas pretas. O diretor da Caras diz que vai recorrer da decisão.

Desvio de verba // Primeiras damas na prisão

Uma força-tarefa composta pela Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF) deflagrou ontem, em Alagoas, a Operação Mascotch, destinada a desmontar um esquema criminoso organizado para desviar recursos federais destinados à aquisição de merenda escolar. Os envolvidos se apropriavam dos recursos e os utilizavam no pagamento de compras pessoais, que incluíram até a aquisição de uísque 12 anos, caixas de vinho e ração para cachorro. A investigação teve início a partir da suspeita, levantada em fiscalizações da CGU, de que sempre as mesmas empresas vinham se alternando como vitoriosas nas licitações dos municípios envolvidos. Entre 2007 e 2009, 13 licitações renderam ao grupo empresarial investigado contratos no valor aproximado de R$ 8 milhões.

A força-tarefa de ontem é um desdobramento da Operação Caetés, executada em outubro do ano passado e que também investigou desvios de recursos da alimentação escolar. Ao todo estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão em 13 municípios de Alagoas. Dentre os mandados em cumprimento, há buscas sendo realizadas na sede das prefeituras de Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Senador Rui Palmeira, Belo Monte e Estrela de Alagoas. A análise feita por auditores da CGU no material apreendido na Operação Caetés assim como os depoimentos feitos à PF pelas pessoas presas naquela operação levaram a novas provas e implicaram nas irregularidades de muitas outras pessoas, incluindo autoridades municipais.

Os envolvidos que já estão com mandado de prisão expedido são as primeiras damas de Belo Monte, Limoeiro de Anadia, Traipu e Lagoa da Canoa, além de secretárias de Educação, vice-prefeitos e secretários de Administração.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Andar de Bicicleta: Seus Benefícios

Andar de bicicleta "fortalece o corpo e a alma". Este é o resultado final de um relatório elaborado pela Universidade Alemã do Desporto.


Os benefícios deste desporto não deixam margem para dúvidas. "As pessoas que andam de bicicleta regularmente poupam muitas visitas ao médico", refere o documento.

"Muitas pessoas com problemas como dores de costas, excesso de peso ou doenças cardiovasculares, podiam desfrutar de muitos anos de boa saúde se usassem a bicicleta mais vezes", acrescenta ainda a investigação.

Prepare-se para pedalar
Antes de qualquer exercício físico, convém lembrar-se que não se pode começar de repente. Para
pedalar, existem várias recomendações. É necessário fazer alongamentos prévios, trabalhando sobretudo os músculos das pernas, os glúteos, a zona lombar e o pescoço durante alguns minutos, como se estivesse a espreguiçar-se.

A cada dia que passa deve aumentar a duração dos alongamentos, tanto para a bicicleta estática como para a bicicleta normal. Se preferir pedalar ao ar livre, não se esqueça que o creme protetor (para proteger do sol e do vento), o capacete e o colete refletor são imprescindíveis.

Mente mais sã: As pessoas que andam de bicicleta regularmente são mais resistentes a patologias do foro emocional, como as depressões. Pedalar é um dos melhores antidepressivos.

Diretamente ao coração: Pedalar reduz o mau colesterol e o risco de enfarte em cerca de 50%.

Melhora as suas costas: O ciclismo estimula os pequenos músculos das vértebras dorsais, fazendo com que se estendam e comprimam constantemente.

Um regalo para os joelhos: Com a bicicleta os seus joelhos ficam protegidos, já que mais de 70% do corpo gravita sobre o selim. Para além disso, as coxas e os glúteos endurecem.

Afasta as infecções: O exercício físico estimula o sistema imunitário e aumenta o número de glóbulos brancos, ajudando o organismo a defender-se de vírus e bactérias.

Poupa tempo e dinheiro: Já pensou em utilizar a bicicleta para as suas deslocações urbanas (à semelhança do que já acontece em muitas cidades européias). Para além de ser um exercício saudável, permite uma poupança significativa, já que é o meio de transporte mais econômico, sobretudo em comparação com o automóvel.

Entre as suas vantagens, destacam-se:
- O custo de uma boa bicicleta é 30 vezes inferior ao de um carro médio.
- A bicicleta minimiza a parte do orçamento familiar dedicado ao carro.
- A utilização deste meio de transporte permite fugir aos engarrafamentos e reduz o tempo das deslocações.
- Promove um bom estado de saúde e, por conseguinte, diminui a necessidade de recorrer a medicamentos.

Plano para andar de bicicleta
- O ideal seria arranjar, no mínimo, três horas por semana para andar de bicicleta. Os benefícios deste desporto começam a ser visíveis depois dos primeiros 20 minutos a pedalar.

Os resultados que consegue, se pedalar durante:
10 minutos – Melhoria articular
20 minutos – Reforço do sistema imunitário
30 minutos – Melhorias a nível cardiovascular
40 minutos – Aumento da capacidade respiratória
50 minutos – Aceleração do metabolismo
60 minutos – Controlo de peso e ação anti-stress

Quanto mais tempo dedicar à bicicleta, mais vantagens acumula!

PENSE NISSO!

Cadeirinha de costas para motorista deixa criança mais segura

  Os bebês normalmente passam de cadeirinhas para automóvel voltadas para trás para as viradas para frente depois de fazer um ano, acontecimento que muitos pais comemoram como uma conquista. Porém, em uma nova declaração de recomendações, o mais importante grupo de pediatras dos EUA diz que essa transição deveria ser feita um ano mais tarde.

A recomendação da Academia Americana de Pediatria, publicada em 21 de março, baseia-se num estudo de 2007 da Universidade da Virginia que descobriu que crianças de até 2 anos têm 75% menos chance de sofrer lesões graves ou fatais num acidente se estiverem de costas para a dianteira do automóvel.

Transição da cadeirinha voltada para trás para a virada para frente deveria ocorrer quando a criança complea 2 anos
Transição da cadeirinha voltada para trás
para a virada para frente deveria ocorrer
quando a criança completa 2 anos

"A cabeça do bebê é relativamente grande em proporção ao resto do corpo e os ossos do seu pescoço são estruturalmente imaturos", disse o principal autor da declaração, Dennis R. Durbin, codiretor científico do Centro de Pesquisa e Prevenção de Lesões do Children's Hospital da Filadélfia. "Se ele estiver virado para a traseira, seu corpo inteiro será mais bem amparado pela estrutura do assento. Quando ele está de frente, seus ombros e tronco podem estar bem presos, mas numa batida violenta a cabeça e o pescoço podem ser lançados para frente".

A nova declaração também recomenda que crianças mais velhas andem num assento de elevação até ter aproximadamente 1,45 metro de altura e entre 8 e 12 anos. O assento de elevação permite que os cintos de segurança de três pontos se ajustem adequadamente, o que significa que a faixa inferior do cinto se ajuste embaixo na linha dos quadris e da pélvis e a parte do ombro passe pelo meio dos ombros e do peito.

"Nossas recomendações se destinam a ajudar os pais a abandonar conceitos tomados como verdadeiros baseados na idade da criança", esclareceu Durbin.

"Queremos que eles percebam que a cada mudança feita, da cadeirinha virada de costas para a cadeirinha virada para frente e desta para o assento de elevação, há uma redução da segurança da criança. Por isso é que estamos insistindo com os pais para adiarem essas transições o máximo possível".

Defensores da segurança aplaudem a nova política, mas dizem que a passagem dos assentos virados para trás para os virados para frente é a que os pais menos querem adiar. "As pessoas comemoram quando viram a cadeirinha do filho com um ano, mas espero que um dia eles comemorem por conseguir manter a criança virada para trás por muito tempo", disse Debbi Baer, enfermeira obstétrica de Baltimore que é defensora da segurança de crianças em automóveis há mais de 30 anos.

A política anterior da Academia, de 2002, afirmava ser mais seguro para bebês e crianças pequenas ficarem virados para a traseira e mencionava 12 meses e 9 kg como os requisitos mínimos para que a cadeirinha fosse virada para frente. Mas Baer, técnico habilitado em segurança de passageiros infantis, afirmou que os pais tendiam a adotá-la como uma regra imutável.

"Muitos pais acham que virar a cadeirinha do carro é mais um marco no desenvolvimento da criança que mostra o quanto seu filho é inteligente e avançado. Eles não percebem que isso deixa a criança menos segura", afirmou.

Segundo Baer, evidências de outros países são irrefutáveis: a Suécia, por exemplo, onde as crianças andam olhando para a traseira do carro até os 4 anos, tem a menor taxa de mortalidade nas estradas para menores de 6 anos.

Há sete anos Ed Weissberg e sua mulher Edda, de Baltimore, seguiram o conselho de Baer e afirmam que salvaram a vida de sua filha, Renana.

O casal e seus três filhos estavam indo em direção ao norte na rodovia Interstate 95 quando foram atingidos por um carro que teve o pneu estourado.

A minivan decolou no ar, planou sobre três faixas de trânsito e aterrissou de cabeça para baixo.

"Os socorristas me disseram mais tarde, depois que viram nosso carro, que já estavam prontos para tirar nossos corpos", disse Ed Weissberg, que agora vive com a família em Israel. Ao invés disso, eles encontraram a família toda praticamente ilesa, com as três crianças penduradas de ponta-cabeça, ainda atadas seguramente a suas cadeirinhas. "Algumas pessoas achavam que éramos loucos por deixar nossa filha de 2 anos olhando para trás, mas se ela estivesse de frente, não estaria viva hoje", disse.

Alisa Baer, pediatra do Morgan Stanley Children's Hospital em Nova York (e filha de Debbi Baer), afirmou que o caso de Renana Weissberg está longe de ser o único. "O termo é horrível, mas os socorristas chamam a cadeirinha virada para trás de 'cadeira do órfão' porque num acidente de automóvel grave, essa criança com frequência é o único sobrevivente", disse.

Até recentemente, a maioria dos assentos que podiam ficar virados para a traseira do carro não comportava crianças que pesassem mais do que 9 kg.

Entretanto, hoje os limites estão mais próximos de 13,5 a 16 kg e algumas chegam a 20,5 kg.

Alisa Baer acredita nisso tão firmemente a ponto de não recomendar que pais instalem um assento voltado para frente para uma criança com menos de 2 anos. "Digo para eles: 'Se você quer mesmo tomar uma decisão estúpida em relação ao seu filho, você até pode fazer isso, mas eu não vou ajudar'". A pediatra relata que pais frequentemente lhe diziam que os filhos de 2 anos ficariam desconfortáveis com as pernas espremidas contra o encosto do banco e estariam mais propensos a quebrá-las em um acidente. Nenhuma dessas afirmações é verdade, disse. "Eu sempre asseguro aos pais de que só porque para eles parece desconfortável não significa que seja desconfortável para a criança".

MADONNA BEHEN - DO "NEW YORK TIMES"

EUA identificam gene relacionado à tentativa de suicídio

Cientistas da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, identificaram uma pequena região no cromossomo 2 que está associada a um maior risco de tentativa de suicídio, afirma estudo publicado nesta terça-feira pela revista "Molecular Psychiatry".

Esta pequena região contém quatro genes, incluindo o gene ACP1 que os pesquisadores encontraram em níveis superiores aos normais no cérebro de pessoas que tentaram se suicidar.

Os pesquisadores dizem que os resultados poderiam levar à prevenção do suicídio, proporcionando novas direções para a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos.

"Durante muito tempo, achamos que os genes tinham um papel importante na decisão de tentar cometer suicídio e, de fato, possuem", assegura a doutora Virgínia Willour, diretora do estudo e professora de psiquiatria e ciências da Escola de Medicina da universidade.

Virgínia e seus colegas estudaram amostras de DNA de quase 2.700 adultos com transtorno bipolar, 1.201 deles com antecedentes de tentativas de suicídio e 1.497 sem este histórico.

Na pesquisa, descobriram que os pacientes que tinham copiada uma vez em seu DNA uma variação genética na região do cromossomo 2, onde se encontra o ACP1, foram 1,4 vez mais propensos ao suicídio.

A influência do número de cópias de alguns genes em doenças neuropsiquiátricas é conhecida, mas o risco aumentou até três vezes entre os que tinham duas cópias desta variação genética.

Segundo dados dos autores, calcula-se que 4,6% da população americana tentou se suicidar alguma vez e o suicídio é a causa de 1,4% de mortes no país. Entre as pessoas com transtorno bipolar, 47% pensam em se matar e 25% realmente tentam o suicídio.

"O que é promissor são as implicações deste trabalho para aprender mais sobre a biologia do suicídio e os remédios utilizados para tratar os pacientes que poderiam estar em risco", assinalou Virgínia.

Os próximos passos serão tentar determinar os mecanismos biológicos exatos pelos quais estes fatores de risco genéticos aumentam o risco de comportamento suicida.

"Nem todas as pessoas com transtorno bipolar podem tomar lítio - um sal natural que normaliza a atividade das células nervosas e costuma ser administrado como estabilizador do estado de ânimo - devido a seus efeitos secundários. Se pudéssemos dar outra opção, isso seria fantástico", assinalou a doutora.

DA EFE

Record faz reunião com Flamengo nesta 4ª por BR, diz jornal; cartada pode ser decisiva

Segundo a 'Folha de S. Paulo', representantes de clube e emissora se encontrarão para discutirem o assunto e a proposta de R$ 100 milhões por ano

A Record está mesmo ignorando os acordos já assinados pela Globo com 10 clubes e segue na tentativa de adquirir os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2012. O alvo da vez, e importante pela força que um acordo com o mesmo pode representar, é o Flamengo.


Representantes da emissora e do clube carioca se encontrarão nesta quarta-feira para discutirem o assunto. É o que informa a coluna Painel FC, do jornal "Folha de S. Paulo" em sua edição desta quarta. Os dirigentes da emissora devem expor aos rubro-negros os detalhes de sua proposta de R$ 100 milhões por ano, protocolada na secretaria do clube na última sexta-feira.

Convencer o Flamengo pode ser a virada de jogo a favor da Record, já que o clube é o de maior torcida e audiência no país e único neste momento a poder forçar uma mudança de rumo na discussão, que aponta claramente para um final feliz da Globo.

A emissora carioca já fechou com 10 clunes oficialmente, e o Palmeiras deve fazer o mesmo, segundo palavras de seu presidente, entre hoje e quinta. Mas caso o time carioca feche com a empresa paulista, o grupo que segue aliado ao Clube dos 13, que tem São Paulo e Atlético-MG, ganhará novo fôlego.

Mulheres se organizam para combater cantadas de rua

Mulheres se queixam que homens passam cada vez mais dos limites

Mulheres se organizam para combater cantadas de ruaGrupos de mulheres estão se organizando para combater atos de assédio sexual sofridos nas ruas - de assobios e cantadas a insinuações e ações físicas inapropriadas.

Uma das iniciativas partiu da britânica Vicky Simister, que fundou o Anti-Street Harassment UK ('Grã-Bretanha contra o assédio nas ruas') depois de ter sido perseguida nas ruas de Londres por um grupo de homens que se insinuou sexualmente para ela.

O grupo internacional Hollaback! (http://ldn.ihollaback.org/) está estimulando as vítimas das cantadas indesejadas em todo o mundo a relatar suas histórias online e identificar os locais onde elas ocorreram. Algumas até postam fotos dos homens 'inconvenientes'.

'As mulheres são aconselhadas a ignorar (as insinuações), e não costumamos falar a respeito. Em consequência, esses homens continuam a fazer isso e a cada vez mais passar dos limites', disse Simister à repórter Brigitt Hauck, da BBC News.

As ativistas alegam que é difícil distinguir quais homens se limitarão aos assobios dos que de fato podem ir além das cantadas e evoluir para a violência sexual. E que, ao mesmo tempo em que muito foi feito para coibir o assédio sexual no ambiente de trabalho, há poucas formas de proteger as mulheres nas ruas.

'Isso deriva de uma cultura de gênero baseada na violência', alega Emily May, a fundadora do Hollaback!. 'Para mudá-la, é preciso que as pessoas reajam e digam que o assédio nas ruas não é legal, porque a maioria das pessoas não quer que ele ocorra.'

Comportamento

Para a socióloga Kathrin Zippel, professora associada da Universidade Northeastern (EUA) e pesquisadora do tema, as cantadas nas ruas são vistas, em geral, como um comportamento natural dos homens.

Estes, por sua vez, usam as cantadas para atestar sua masculinidade e se 'provar' perante seus amigos. 'Muitas vezes isso não diz respeito às mulheres, e sim a uma dinâmica entre homens', ela afirma.

Alguns países promoveram iniciativas para tentar combater as insinuações inconvenientes. Nos EUA, alguns campi universitários foram equipados com mais postes de iluminação e telefones de emergência, para as mulheres que caminham durante a noite.

Índia e Japão destacaram vagões de metrô para serem ocupados apenas por mulheres. Mas críticos dizem que a medida tem efeitos temporários e insuficientes.

'Acho que essa segregação pública é problemática', diz Zippel. 'No curto prazo, pode ser uma boa solução, mas as mulheres que acabarem entrando nos vagões mistos - onde haverá menos delas - acabarão sofrendo ainda mais assédio.'

Holly Kearl, fundadora do site Stopstreetharassment.com ('Chega de assédio nas ruas'), sugere que organizações obtenham dados sobre as ocorrências para, então, pensar como agir. Ela pede a adesão dos homens que também se opõem às cantadas nas ruas.

'Precisamos da adesão dos homens. Na nossa sociedade é muito fácil que as mulheres sejam vistas como objetos, então é importante que eles se lembrem de que cada mulher assediada é mãe, irmã ou filha de algum deles, é alguém que merece respeito', diz Kearl.

BBC Brasil

"Individualismo impede pleno desfrute do sexo", diz sociólogo

Apesar da revolução de costumes e dos tabus derrubados nas últimas décadas, a liberdade sexual segue sendo um objetivo distante, na visão do médico e sociólogo Volkmar Sigusch.


O pesquisador alemão, que acaba de lançar em seu país o livro "Auf der Suche nach der Sexuellen Freiheit" ("À Procura da Liberdade Sexual"), diz que a vivência plena da sexualidade esbarra hoje na dificuldade de entrega, comum em uma sociedade centrada no indivíduo e na mercantilização do sexo.

O que impede o pleno defrute do sexo, hoje, é o individualismo exagerado, diz sociólogo alemão
 
Folha - Seu livro se chama "À Procura da Liberdade Sexual". Quarenta anos após a revolução sexual, ainda é preciso buscá-la? O que fracassou?
Volkmar Sigusch - O aspecto sexual foi superestimado. Pensava-se que, quando tudo fosse permitido, as pessoas seriam livres e felizes. Hoje sabemos: não é o caso.

Quais obstáculos ainda impedem as pessoas de viver sua sexualidade livremente?
Hoje, o problema é que a sexualidade é fortemente comercializada e as pessoas não conseguem construir um relacionamento. Por um lado, porque se tornaram muito exigentes, e, por outro, porque estão muito centradas em si mesmas. Pensam primeiro em si, não no possível parceiro.

O sexo está em todos os lugares, especialmente na internet. Quais as consequências?
O sexo foi extremamente banalizado. Seus segredos foram roubados, e ele foi reduzido a produto. Quando se pode fazer tudo, também se pode abrir mão de tudo. A excitação de fazer algo obscuro, desconhecido e único foi em grande parte perdida.

E como o senhor vê a mulher nesse novo contexto?
A sexualidade feminina avançou muito nas últimas três a quatro décadas. Antes, uma mulher respeitada era tida como frígida. Hoje, as jovens são tão interessadas e ativas no sexo quanto os jovens. O problema da falta de orgasmo feminino também diminuiu muito em relação aos anos 60 e 70.

Com todas as mudanças, as relações monogâmicas continuam sendo o ideal perseguido pela maioria, não?



De fato, os jovens são, em sua maioria, adeptos fiéis e apaixonados da ideia de um amor para a vida toda.

Mas já existem grupos que propagam o amor por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, o que chamamos de poliamor. E eles vivem isso. Isso mostra que não existe algo como uma forma "natural" de relacionamento.

Na Europa Central, por exemplo, a monogamia de um único casamento foi amplamente substituída por uma série de relações duradouras, num fenômeno que chamamos de monogamia seriada. Esses relacionamentos fixos, muitas vezes nunca oficializados, vão se sucedendo ao longo da vida.

E como o senhor imagina que será a sexualidade no futuro?
As formas de relacionamento vão mudar muito, até porque as pessoas hoje querem experimentar e vivenciar muito mais do que antigamente, e, ainda por cima, vivem por muito mais tempo do que no passado. E hoje também é possível vivenciar a bissexualidade, o travestismo, o sadomasoquismo... Isso sem falar no reconhecimento das relações homossexuais. Esse reconhecimento vai vir até para pessoas que nem estão ligadas sexualmente, como por exemplo amigos que vivem juntos e cuidam um do outro.

DENISE MENCHEN - DE BERLIM
Folha.com

Hormônio do estresse é testado para reduzir fobia de altura

O cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, melhora os efeitos da terapia de combate a fobias.


Estudo realizado por pesquisadores de diversos centros científicos, entre eles a Universidade de Basileia, na Suíça, testou a substância em 40 pessoas com acrofobia (medo de altura).

Os voluntários foram submetidos a três sessões de terapia de exposição --uma simulação de ambientes altos criada por realidade virtual.

Uma hora antes das sessões, metade dos pacientes tomou uma dose de cortisol e a outra metade, placebo.

Os participantes responderam a questionários para avaliar o nível de fobia após a última sessão de terapia.

Entre aqueles que tomaram cortisol, houve uma queda de 59% na pontuação de fobia. No outro grupo, a queda foi de 40%.

Os resultados foram publicados ontem no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Para Dominique de Quervain, professor de psicologia na Universidade de Basileia e um dos autores do estudo, os achados indicam que os efeitos da psicoterapia contra a fobia podem ser reforçados pelo uso de remédios.

"O cortisol auxilia a terapia de exposição ao agir no aprendizado e na memória", explicou Dominique. "Ele inibiu a recuperação da memória do medo e armazenou experiências corretivas."

O psiquiatra Antônio Guerra Vieira Filho, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a ação do cortisol pode ser útil para pacientes que não respondem à terapia.

"Quando a pessoa é exposta à situação que ela sabe que é segura [a simulação], o cortisol facilita o aprendizado dessa experiência."



CORREÇÃO E REFORÇO


A terapia de exposição tem como objetivo "corrigir" a fobia, ao colocar a pessoa, aos poucos, em contato com o que ela teme.

"Quando ela se expõe a essas experiências que causam medo desproporcional, fica habituada", diz Mariângela Savoia, psicóloga do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP.

"A memória é importante na formação da fobia. Ela associa um estímulo, como a altura, a um risco. O cortisol faz a pessoa evocar menos esses pensamentos irreais", afirma Vieira Filho.

Segundo ele, não há contrassenso entre o papel do cortisol no estresse e na redução da fobia. "O hormônio opera em vários locais do cérebro. A ação no estresse é só uma de suas propriedades."

GUILHERME GENESTRETI - DE SÃO PAULO

segunda-feira, 28 de março de 2011

Transtorno de ansiedade se manifesta na infância e pode destruir vida adulta

A menina Talia tem apenas 9 anos, é cheia de amigas e adora ouvir rock, mas ela morre de medo de água, tanto que evita festinhas à beira da piscina. Outro garoto, George, tem 12 anos e se sente muito sozinho. Apesar de conversar com os pais, não consegue socializar com mais ninguém e isso tem preocupado sua família. Laís, de 7 anos não consegue viver mais longe de sua mãe e nem aceita mais dormir na casa do pai (eles se separaram). Já Caio, de 10 anos, se preocupa com tudo e vive com medo, e sempre que encosta em um objeto que pode lhe transmitir germes, corre para o banheiro para lavar as mãos intensamente.

Ansiedade atinge crianças e prejudica vida adulta
Ansiedade atinge crianças
 e prejudica vida adulta
Todos esses casos e sintomas são exemplos de ansiedade exagerada. A ansiedade é algo normal e faz parte da vida de todas as crianças e, como visto, ela pode assumir diversas formas. O grande problema, contudo, é quando o transtorno atrapalha a vida da criança a ponto de isolá-la do mundo por conta de sua fobia. No livro "Transtorno da Ansiedade na Infância", quatro especialistas descrevem e debatem estratégias que podem ser usadas para ajudar crianças a controlarem seus medos.


"Em alguns casos, a ansiedade na infância pode marcar o início de uma vida de angústias e tormentos que, nos casos mais graves pode levar a problemas mais sérios, como uso de drogas e álcool, depressão e até mesmo suicídio", escrevem. O livro orienta os pais a ajudarem seus filhos que, dependendo do caso, devem também contar com o auxílio de um profissional, seja um psicanalista, pedagogo ou clínicos gerais.

Muitos exercícios e questionários complementam a obra e estimulam as crianças a entender o próprio problema e compreender como a ansiedade as priva de muitas atividades prazerosas da vida, como simplesmente ir a um aniversário. "Transtorno da Ansiedade na Infância" também apresenta a teoria aplicada na prática, e mostra o desdobramento dos sintomas descritos no primeiro parágrafo.


Por mais que seja sempre dito, vale repetir. Cada caso é único e condiz com a personalidade e o meio social em que a criança vive. Mas, isso não impede que semelhanças possam ser encontradas em diferentes casos e, pelo menos, servir como uma primeira orientação para pais ainda desorientados e desinformados sobre os comportamentos incomuns, porém tratáveis, dos filhos.

Leia trecho.
*
Como Ansiedade Infantil se Manifesta?

Todo mundo é único e não há duas crianças ansiosas que se comportem exatamente da mesma maneira. Existem, porém, amplas semelhanças que podemos descrever.

Quando sente ansiedade, a criança geralmente percebe três efeitos diferentes. Em primeiro lugar, a ansiedade é vivida em seus processos mentais e pensamentos. A criança ansiosa terá pensamentos que giram em torno de algum tipo de perigo ou ameaça: podem viver com medo de se machucar, de que alguém próximo a elas se machuque ou de ser motivo de risos. Em segundo lugar, a ansiedade é experimentada em um plano físico, em seu corpo.

Quando uma criança se torna ansiosa, seu corpo se torna mais empertigado, mais alerta. Os pesquisadores frequentemente se referem a esse fenômeno como resposta

"luta ou fuga", porque ele serve para proteger a pessoa, preparando-a para lutar ou fugir do perigo em potencial. A reação de luta ou fuga envolve mudanças tais como aumento da frequência cardíaca, respiração, transpiração e náusea.

Por conseguinte, quando apreensiva, a criança ansiosa pode queixar-se de dor de estômago, de dor de cabeça, pode vomitar, ter diarreia ou fadiga. Em terceiro lugar, e provavelmente o mais importante, a ansiedade afeta o comportamento da criança. Em situações que a deixam ansiosa, ela pode ficar nervosa, sentir as pernas bambas, chorar, agarrar-se a adultos ou ficar trêmula.

Não podemos deixar de mencionar que a ansiedade quase sempre envolve algum tipo de fuga. Pode tratar-se de uma fuga óbvia (recusar-se a levar o lixo para fora de casa quando está escuro, por exemplo), assim como pode envolver manifestações mais sutis (ficar cuidando o tempo todo da música, em uma festa, para não ter de conversar com ninguém, por exemplo).

O grau de ansiedade varia muito de uma para outra criança. Certas crianças têm medo apenas de uma ou duas coisas. Pode ser, por exemplo, que uma criança seja habitualmente segura e extrovertida, mas tenha medo de dormir de luz apagada. Na outra ponta do espectro, algumas crianças podem afligir-se com muitas áreas da vida e parecer sempre nervosas e sensíveis. Pode acontecer, por exemplo, de a criança ficar muito apreensiva diante de qualquer situação nova, ter medo de conhecer outras crianças, ter medo de cachorros, de aranhas e do escuro, ou ficar muito intranquila quando os pais saem à noite.

Folha.com

Médicos alertam para uso do Facebook e depressão entre jovens

O alerta de um grupo de médicos influentes dos EUA adicionou o termo "depressão Facebook" aos possíveis danos relacionados às redes sociais, em referência a uma condição que pode afetar adolescentes obcecados pelo site.


As novas diretrizes para redes sociais da American Academy of Pediatrics, associação norte-americana de pediatria, foram publicadas nesta segunda-feira no periódico "Pediatrics".

Alguns pesquisadores discordam da decisão. Para eles, o problema pode ser uma extensão da depressão que algumas crianças sentem em outras circunstâncias, ou uma condição distinta ligada ao uso do site.

Mas há aspectos singulares do Facebook que podem torná-lo difícil de navegar para crianças que já lidam com baixa autoestima, disse Gwenn O'Keeffe, pediatra de Boston e principal autora das novas diretrizes.

Registros dos amigos, atualizações de status e fotos de pessoas felizes no Facebook podem fazer como que algumas crianças se sintam mal por pensarem que não estão à altura.

Pode ser mais doloroso do que sentar-se sozinho na lanchonete da escola lotada ou do que outras situações da vida real, disse O'Keeffe, pois o Facebook oferece uma visão distorcida do que realmente está acontecendo. Na rede não há nenhuma maneira de ver as expressões faciais ou ler a linguagem corporal que fornecem o contexto das experiências.

As diretrizes encorajam os pediatras a incentivar os pais a conversarem com seus filhos sobre o uso da internet, do Facebook e outros riscos on-line.

Abby Abolt, 16 anos, estudante do segundo ano da High School de Chicago e usuária frequente do Facebook, diz que nunca se sentiu deprimida enquanto navegava pelo site, mas que ele pode afetar algumas crianças.

"Se você realmente não tem muitos amigos e se depara com as atualizações de outras pessoas, de status e fotos com amigos, pode ficar chateado."

"É como um grande concurso de popularidade: quem consegue ter mais pedidos de amigos ou o máximo de fotos marcadas", disse ela.

As novas diretrizes afirmam que o assédio on-line "pode causar profundas consequências psicossociais", incluindo o suicídio. O suicídio de uma menina de Massachusetts de 15 anos de idade no ano passado, amplamente divulgado, ocorreu depois de ela ter sofrido bullying, pessoalmente e no Facebook.

"O Facebook é onde todos os adolescentes 'se encontram' agora. É a loja da esquina", disse O'Keefe.

Para a pediatra, os benefícios do Facebook para crianças não devem ser negligenciados, como se conectar com amigos e família, compartilhar fotos e trocar ideias.

Megan Moreno, da Universidade de Wisconsin, especialista em medicina adolescente que estuda as redes sociais on-line entre estudantes universitários, disse que usar o Facebook pode aumentar a sensação de conexão social entre crianças, mas tem o efeito oposto sobre aquelas propensos à depressão.

No entanto, os pais não devem ficar com a ideia de que usar o Facebook "vai, de alguma forma, contaminar seus filhos com depressão", disse ela.

DA ASSOCIATED PRESS

Irmãos se reencontram após mais de 35 anos graças a site de relacionamentos sexuais

Sarah e George não se viam desde a separação dos pais, em 1975


Irmãos se reencontram após mais de 35 anos graças a site de relacionamentos sexuais
"Sarah Kemp e George Bentley"
Dois irmãos britânicos que não se viam havia mais de 35 anos se reencontraram na semana passada após trocarem mensagens por três meses em um site de relacionamentos online, sem conhecerem suas identidades verdadeiras.

Os dois descobriram a coincidência após Sarah Kemp, de 42 anos, viajar de Edimburgo, na Escócia, onde vive, para se encontrar em Londres com George Bentley, de 47 anos.

Eles somente se deram conta da verdade ao falar sobre suas infâncias, durante um encontro em um pub.

Kemp e Bentley nasceram filhos dos mesmos pais, nos anos 1960, mas se separaram quando os pais se divorciaram, em 1975.

Kemp, que tinha 6 anos na época, foi viver com sua mãe em Edimburgo, enquanto George, de 11 anos, foi morar no leste de Londres com seu pai.

Ela conta que os dois tentaram procurar um ao outro já como adultos, mas não tiveram sorte.

Sobrenome de casada

Sarah Kemp e George Bentley brincam na praia quando crianças
"Sarah Kemp e George Bentley brincam
na praia quando crianças"
Irmãos descobriram passado comum ao falarem sobre a infância

Bentley, que trabalha como pedreiro no leste de Londres, diz que a tarefa ficou mais difícil pelo fato de a irmã ter casado e adotado o sobrenome do marido, Kemp, mantido mesmo após sua separação.

'Eu não tinha absolutamente nenhuma ideia de onde ela estava. Após um tempo, acho que tanto eu quanto Sarah desistimos de procurar', afirmou Bentley.

O reencontro acabou acontecendo graças a um site de encontros amorosos que promete 'diversão sem compromisso, ação quente e encontros eróticos', ao qual ambos se associaram em novembro.

'Você pode imaginar a surpresa, a alegria e o embaraço que nós dois sentimos?', comenta Kemp, que trabalha como faxineira em Edimburgo.

'Foi uma coisa muito louca. Tínhamos tanto em comum, e realmente aproveitamos a companhia um do outro', disse ela. 'Foi como se nos conhecêssemos por todas as nossas vidas', afirmou.

Segundo eles, a descoberta da origem dos dois ocorreu após uma hora de conversa, antes de qualquer 'beijo ou amasso'.

BBC Brasil

Doença do laptop dá dores nos punhos, cotovelos e costas

O uso prolongado dos notebooks tem aumentado os casos de dores e lesões em ligamentos e articulações.
O formato do aparelho dificulta uma boa postura durante a digitação e pode causar problemas nos ombros, cotovelos, punhos e na coluna, além de dor de cabeça.

Preocupado com a popularização dos PCs portáteis entre estudantes norte-americanos, o especialista em reabilitação Kevin Carneiro, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), cunhou o termo "laptoptite" em analogia a doenças como a tendinite para designar os problemas causados pelo aparelho.

"A diferença para os desktops é que, no notebook, o monitor e o teclado estão conectados, o que dificulta o posicionamento do corpo", disse Carneiro.

No Brasil, a tendência é a mesma. Em 2010, as vendas de notebooks superaram pela primeira vez as de desktops _foram vendidos mais de 7 milhões de computadores portáteis, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

A preferência pelos laptops é impulsionada pela queda nos preços e a facilidade no transporte. Os efeitos já são vistos nas clínicas.

"Recebo muitos pacientes com dores. A maioria dos problemas é de postura. A pessoa deita na cama e quer resolver tudo no laptop: não dá para ficar sem dor", diz Paulo Randal Pires, presidente do Comitê de Mão da Sbot (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).

A professora universitária Patrícia Alfredo, 29, já sente o ônus da mudança. Trocou o desktop pelo notebook há seis meses e já convive com dor no pescoço, cotovelo e na cabeça e tensão nos ombros.

"Uso a mesma mesa do desktop e adquiri um suporte. Mas, por mais que eu tente posicionar o computador direito, meu braço nunca fica totalmente correto." Mesmo assim, ela continua usando o notebook. "A tentação é grande, é muito fácil e carrego para todo lado."



MENOS TEMPO
Um estudo publicado em fevereiro na revista "Ergonomics" por pesquisadores da Boston University Sargent College, nos EUA, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas por dia já traz riscos de dores e lesões.

"O ideal seria usar esse tipo de computador só para emergências e viagens", diz Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa também avaliou o impacto do uso de cadeiras adequadas, suporte e teclado sem fio na redução de dores de 88 universitários durante três meses. O grupo que usou os acessórios apresentou menos problemas.

Como o monitor do notebook é fixo, não dá para deixá-lo na altura ideal sem a ajuda dos acessórios. No improviso, o usuário força o pescoço para baixo, tensionando ombros e coluna.

Os punhos também ficam mais tensos, porque é mais difícil apoiá-los no laptop. A posição errada altera a circulação sanguínea e afeta a nutrição dos tecidos, o que pode causar inflamações.

O ideal é acoplar um teclado ao aparelho, para melhorar a posição das mãos, e usar um suporte para elevar a tela à altura dos olhos.

A altura das teclas deve permitir que os ombros fiquem relaxados _por isso, o notebook não deve ser usado no colo, na cama ou em mesas altas, como as de jantar.

Quanto menor o aparelho, maiores são os riscos. Teclas pequenas obrigam o usuário a adotar uma postura restrita, comprimindo músculos e gerando tensão em todo o corpo.

"Um amigo se encantou com um notebook superpequeno, do Japão. Em três semanas de uso, desenvolveu uma inflamação dos tendões do cotovelo", diz Casarotto.

Atenção também aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas. Segurá-los causa dores nos punhos e nos dedos. Mesmo na mesa, o pescoço fica curvado para baixo, piorando a postura.

"Ler no tablet não traz riscos, também não é proibido digitar rapidamente. Mas usá-lo sempre para navegação trará problemas, porque o aparelho precisaria ser colocado na vertical, o que é inviável", diz Casarotto.

FolhaPress

sábado, 26 de março de 2011

Imagens de Santa Cruz

Avani e Betânia, duas artistas que se foram, mas que devem ser lembradas sempre!

Feira da "Sulanca" no início da década de 80

Fotos: Arnaldo Vitorino

Viagem Musical

Nossa Viagem Musical desta semana vem com muita tranquilidade para que você possa relaxar depois de uma semana corrida e intensa.

Vamos Viajar no Oceanco com Djavan!

Fumar maconha pode adiantar o aparecimento da esquizofrenia

Fumar maconha pode adiantar em quase três anos o aparecimento de esquizofrenia e de outros quadros psicóticos.

A conclusão é de uma revisão de 83 estudos científicos já publicados sobre a relação entre o consumo dessa erva e o transtorno.

Os resultados, divulgados no periódico médico "Archives of General Psychiatry", dão mais munição a pesquisadores que se opõem à liberação da substância ilícita.

No total, os pesquisadores das universidades de New South Wales, Austrália, e Emory, EUA, avaliaram dados de mais de 22 mil portadores de distúrbios psicóticos _sendo 8.167 deles usuários de maconha.

A doença aparecia em média 2,7 anos (cerca de 32 meses) antes entre quem consumia a erva do que nos membros do grupo-controle.

"Acredito que essa relação seja de causa e consequência, e a maconha tem um papel importante [no aparecimento precoce do transtorno] em certas pessoas", disse à Folha o psiquiatra australiano Matthew Large, um dos autores do estudo.

Uma hipótese é que pessoas com predisposição genética para esquizofrenia são mais suscetíveis à influência da maconha.

Nelas, os quadros psicóticos poderiam ser desencadeados pela alteração na concentração de neurotransmissores como dopamina e serotonina, causada pela droga, o que desregularia o funcionamento cerebral.

"Pessoas com histórico familiar de esquizofrenia devem ser instruídas a jamais usar essa droga. Não dá pra arriscar", diz Hélio Elkis, coordenador do Projeto Esquizofrenia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Segundo o psiquiatra, quanto mais cedo aparece a doença, pior o prognóstico. "Se surge na adolescência, o cérebro não teve tempo de se desenvolver completamente." Isso piora o deficit cognitivo, próprio do transtorno.



ANSIOLÍTICO


Mas para Marcelo Niel, psiquiatra do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, deve-se ter cuidado ao fazer a relação direta entre esquizofrenia e uso da cânabis.

"Em alguns pacientes com vulnerabilidade, isso pode acontecer, mas há fatores que devem ser considerados", ressalva.

Niel afirma que, como a esquizofrenia geralmente começa quando os indivíduos são adolescentes ou adultos jovens, pode ser que o consumo da substância esteja mais relacionado a um hábito do grupo social naquela idade do que a uma causalidade.

"E muitos pacientes esquizofrênicos começam a fumar maconha para aliviar os sintomas do estágio inicial da doença, como ansiedade e depressão", diz.

Matthew Large, o autor do estudo, sugere: "Jovens deveriam evitar o uso de maconha ou, mais precisamente, deveriam se conscientizar sobre os seus riscos.

Como informá-los disso já é outra história", completa.

Folha.com

Para pedagoga, é na escola que se aprende bê-á-bá do sexismo

Para a pedagoga Tânia Brabo, da Unesp, é na sala de aula que as crianças aprendem o bê-á-bá do sexismo
Para a pedagoga Tânia Brabo, da Unesp, é na sala de
aula que as crianças aprendem o bê-á-bá do sexismo
Os estereótipos de gênero começam já no útero, quando os pais escolhem o brinquedo, a decoração do quarto e as roupas do bebê. Mas é na escola que o sexismo é reforçado, segundo a pedagoga Tânia Brabo, da Unesp, que estuda movimentos feministas há 20 anos.

Segundo ela, detalhes como separação de meninos e meninas em filas e diferenças nas aulas de educação física ajudam a perpetuar essa visão "bipolar" do mundo.
"Isso é nocivo a partir do momento em que um sexo se sente superior ao outro", diz. Leia trechos da entrevista.
*
Folha - Ainda há muito sexismo nas escolas?
Tânia Brabo - Nos anos 80 e 90, feministas trouxeram a discussão sobre a necessidade de a escola não reforçar estereótipos, mas não houve continuidade. As publicações daquela época ficaram esquecidas nas bibliotecas.

Não se debate nas escolas a discriminação da mulher?
As políticas educacionais trazem essa questão na teoria, mas, embora haja um avanço, falta muito em termos práticos. No conteúdo das escolas, a questão da igualdade entre os sexos deve ser mais abordada.

Onde aparece o sexismo?
No dia a dia da sala de aula, quando atividades supostamente femininas são separadas para as meninas. Na educação física, meninas e meninos são separados e praticam diferentes esportes.

Esses problemas começam precocemente?
Sim. Na educação infantil, quando os brinquedos são separados --bonecas para as meninas, carrinhos para os meninos. Essa visão bipolar ainda está muito forte. Até nas brincadeiras. O menino não quer nem sentar numa cadeira rosa. Muitas vezes, os meninos querem brincar de boneca, mas a família e os professores não aceitam.

E deveriam aceitar?
Sim. Homens adultos usam brinco, colar, camisa rosa. Houve mudança nos costumes, mas as crianças ainda são tratadas como se certas questões fossem definir a sexualidade. Em países em que a figura da mulher e do homem são mais iguais, ambos aprendem a cozinhar, cuidar de bebê, bordar.

Certamente ainda há muita resistência da família.
Há escolas que se preocupam com a igualdade de gêneros e adotam políticas assim. Mas há pais que não entendem. Uma professora contou que teve de lidar com um pai que não aceitava o filho levar o livro da Branca de Neve para casa. Disse que não era leitura de menino.

Isso pode refletir na forma como o homem adulto encara a divisão de tarefas na
casa...
Se o menino não pode segurar uma boneca, então será educado a não ter uma aproximação maior com os filhos. No passado, era assim a vida toda. Hoje, o menino é separado de tudo e na vida adulta é cobrado. Começa na educação infantil e o adulto continua a reproduzir isso.

Os alunos também desenvolvem uma visão sexista do professor. Há mais mulheres do que homens dando aulas até o ensino médio. E o salário, em geral, é ruim.

É fato. Hoje há mais homens no curso de pedagogia, mas é recente. Como a professora vai ensinar igualdade se ela se sente uma pessoa de segunda categoria?
Mas como os professores podem lidar com isso?

Estimular que ambos exerçam todos os papéis.

JULLIANE SILVEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com órgãos já "doados", homem se mexe na maca em hospital de SP

A família de um homem vítima de um tiro na cabeça afirma que já havia até autorizado a doação dos órgãos quando, surpresos, foram informados de que, na verdade, ele não havia morrido.

Eles contam que o cobrador Hamilton Souza Maia, 43, foi diagnosticado com morte cerebral num hospital de São Paulo e, no dia seguinte, moveu as pernas, a cabeça e levantou uma mão.

Os movimentos chegaram a ser classificados como "reflexos" pelos enfermeiros. Horas mais tarde, porém, três médicos afirmaram que Maia, internado desde terça no hospital municipal José Storopolli, conhecido como Vermelhinho, estava vivo.

"Já estava com a sala do velório agendada quando vi a cena e tive a informação. Estou chocada", diz a mulher do cobrador, a dona de casa Eva Vilma Souza Maia, 48.


Eva Vilma e o filho Luis Gustavo deixam hospital após visitar o marido que se mexeu após ser declarado morto
Eva Vilma e o filho Luis Gustavo deixam hospital após visitar o marido que se mexeu após ser declarado morto
 Atingido por um tiro por volta das 22h30 de terça, quando um ladrão tentou levar seu carro, o cobrador foi levado para o Vermelhinho, na Vila Maria, na zona norte.

Como não havia equipamentos de tomografia ali, ele foi encaminhado ao complexo hospitalar do Mandaqui, também na zona norte, onde passou pelo exame.

"Quando ele voltou de lá, o médico disse que a tomografia havia comprovado que ele teve morte cerebral. Até me pediram autorização para doar os órgãos e eu autorizei", afirma Eva.

Anteontem à tarde, ela recebeu a informação de que o marido estava vivo e reagia a impulsos. "O médico beliscou a mão dele e ele se mexeu. Fiz cócegas nos pés e ele reagiu", diz a dona de casa.

Apesar de responder a estímulos, o estado de saúde do cobrador ainda é gravíssimo, diz a família. O projétil está alojado em sua cabeça e ele perdeu massa encefálica.

OUTRO LADO

A Secretaria de Estado de Saúde, órgão responsável pelo complexo hospitalar do Mandaqui, informou que o exame feito em Hamilton Souza Maia aponta que ele estava em coma irreversível. O órgão afirmou ainda que em nenhum momento usou o termo morte cerebral.

Já a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo hospital Vermelhinho, disse que abrirá uma investigação preliminar para apurar se houve falhas e se os procedimentos que devem ser adotados em casos de morte encefálica e de doação de órgãos foram seguidos corretamente pelos profissionais.

Folha.com

Atriz Cibele Dorsa morre após cair de seu apartamento, em SP

A atriz e escritora Cibele Dorsa, 36, morreu na madrugada deste sábado, após cair da janela de seu apartamento, localizado no bairro do Real Parque, na zona sul de São Paulo.

A polícia foi acionada por vizinhos um pouco depois das 2h. O caso foi registrado no 34º DP, no Morumbi, como suicídio consumado.

Cibele Dorsa em foto de 2007
Cibele Dorsa em 2007
Cibele deixou um texto no microblog Twitter pouco antes do horário da ocorrência: "LMENTO, EU NÃO CONSEGUI SUPORTAE A MORTENOS MEUS BRAÇOS MAS, LUREI...ATE ONDE EU PUDE" (texto literal postado no site).

A atriz lamentava a morte do noivo, o apresentador do canal E! Entertainment, Gilberto Scarpa, que se suicidou em janeiro deste ano, aos 27 anos. Sua morte foi comunicada pela própria Cibele, no Twitter.

Duas horas após a ocorrência, a irmã da atriz, Carla, postou uma mensagem no Facebook de Cibele confirmando sua morte: "Queridos amigos, Hj é o dia mais triste da minha vida, minha irmã faleceu ás 2 da manhã! Sei que ela está com Jesus, mas a dor e a saudade são muito forte!!!" (texto literal).

Em 2008, a atriz foi vítima de um acidente de carro na avenida Cidade Jardim, também na zona sul de SP. Na ocasião, um amigo que estava com ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

Mãe de dois filhos, ela já foi casada com o cavaleiro Álvaro Afonso de Miranda Neto, também conhecido como Doda, hoje marido de Athina Onassis.

A atriz e escritora Cibele Dorsa e o apresentador Gilberto Scarpa
A atriz e escritora Cibele Dorsa e o apresentador Gilberto Scarpa

Felipe Massa vê Ferrari menos competitiva e critica novos pneus




O brasileiro Felipe Massa admitiu que ficou decepcionado com o desempenho da Ferrari no primeiro treino...

GP da Austrália 2011 (Reuters)
O brasileiro Felipe Massa admitiu que ficou decepcionado com o desempenho da Ferrari no primeiro treino de classificação da temporada 2011 da Fórmula 1. Oitavo colocado no grid de largada, ele avaliou que a escuderia italiana está menos competitiva do que os testes coletivos da pré-temporada, realizados na Espanha, indicavam.


'Estamos menos competitivos do que nós poderíamos esperar e não há nenhuma dúvida sobre isso. Claro, eu não acho que eu estaria lutando pela pole, especialmente quando você olha para o tempo muito rápido que Vettel fez, mas eu esperava estar mais à frente na ordem', afirmou.

Massa reclamou do desempenho dos pneus da Fórmula 1, agora fornecidos pela Pirelli. A crítica é recorrente, já que o brasileiro sofreu com problema semelhante em 2010, quando os compostos ainda eram fornecidos pela Bridgestone. 'Tivemos problemas com a aderência com os pneus duros e macios em uma superfície onde os pneus se desgastam muito menos do que vimos nos testes de inverno e fornecem menos aderência na primeira volta, ou pelo menos no nosso carro', disse.

De acordo com o brasileiro, foram exatamente os compostos que causaram a sua rodada, quando saía dos boxes, na terceira parte do treino de classificação. 'Quando eu saí do pit lane, acelerei e os pneus estavam evidentemente ainda muito frios. O jogo [de pneus] não foi danificado para a corrida, mas definitivamente não ajudou na minha volta rápida', comentou.

Massa espera que a regularidade e a confiabilidade da Ferrari permitam um resultado melhor no GP da Austrália. 'Agora temos que nos preparar o melhor possível para a corrida de amanhã, quando a velocidade pura não será a única coisa que conta, com o trabalho de equipe e a confiabilidade sendo especialmente importantes', analisou.

O Estadão

sexta-feira, 25 de março de 2011

Matéria Especial da Semana: DEPRESSÃO PÓS-PARTO

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Por que mulheres têm depressão pós-parto ?
Ter um filho pode ser um dos momentos mais felizes para a mulher. Ainda que a vida com um novo bebê seja excitante e recompensadora, as vezes também pode ser difícil e estressante. Acontecem várias mudanças físicas e emocionais na mulher quando ela está grávida e depois de ter o bebê. Essas mudanças podem deixar as mães tristes, ansiosas, confusas ou com medo (tristeza materna). Para muitas mulheres esses sentimentos vão embora rápido. Mas quando eles permanecem, ou ficam piores, a mulher pode ter depressão pós-parto, uma condição séria que requer tratamento médico imediato.

O que é depressão pós-parto ?
Depressão pós-parto é uma condição que engloba uma variedade de mudanças físicas e emocionais que muitas mulheres têm depois dar à luz. Depressão pós-parto pode ser tratada com medicamentos e psicoterapia. Converse com seu médico assim que achar que tem depressão pós-parto.Há três tipos de depressão pós-parto:

• A tristeza materna acontece em muitas mulheres nos dias seguintes ao nascimento do bebê. A mãe pode ter mudanças súbitas de humor, como sentir-se muito feliz e depois muito triste. Ela pode chorar sem nenhuma razão e ficar impaciente, irritada, agoniada, ansiosa, solitária e triste. A tristeza materna pode durar apenas algumas horas ou até 1 ou 2 semanas depois do parto. Tristeza materna nem sempre requer tratamento médico. Geralmente ajuda entrar em um grupo de suporte ou conversar com outras mães.

• Depressão pós-parto pode acontecer por alguns dias até meses depois do parto de qualquer bebê, não só do primeiro. A mulher pode ter sentimentos similares ao da tristeza materna - tristeza, ansiedade, irritabilidade - porém são muito mais fortes. Depressão pós-parto geralmente impede a mulher de fazer coisas que precisa no dia-a-dia. Quando a vida normal da mulher é afetada, é um sinal certo que ela deve procurar logo um médico. Se a mulher não obtiver tratamento para a depressão pós-parto, os sintomas podem piorar e durar até um ano. Ainda que a depressão pós-parto seja uma condição séria, pode ser tratada com medicamentos e psicoterapia.
• Psicose pós-parto é uma doença mental muito séria. Ela pode acontecer rapidamente, geralmente nos três primeiros meses depois do parto. A mulher pode perder contato com a realidade, geralmente tendo alucinações sonoras. Alucinações visuais são menos comuns. Outros sintomas incluem insônia, agitação, raiva, e comportamento e sentimentos estranhos. Mulheres que sofrem de psicose pós-parto precisam de tratamento imediato e quase sempre necessitam de medicamentos. Algumas vezes a mulher é internada em hospital porque está sob o risco de machucar os outros e a si mesma.

Quais são os sintomas da depressão pós-parto?
Os sintomas da depressão pós-parto podem incluir:

• Sentir-se inquieta ou irritada.

• Sentir tristeza, depressão ou chorar muito.

• Falta de energia.

• Ter dor de cabeça, dor no peito, palpitações no coração, falta de sensibilidade ou hiperventilação (respiração rápida e superficial).

• Não ser capaz de dormir, muito cansaço, ou ambos.

• Perda de peso e não ser capaz de comer.

• Comer demais e ganho de peso.

• Problema de concentração, falta de memória e dificuldade de tomar decisões.

• Ficar exageradamente preocupada com o bebê.

• Sentimento de culpa e inutilidade.

• Ficar com medo de machucar o bebê ou a si mesma.

• Falta de interesse em atividades prazerosas, incluindo o sexo.

A mulher pode ficar ansiosa depois do parto mas não ter depressão pós-parto. Ela pode ter o que é chamado de ansiedade pós-parto ou desordem de pânico. Os sintomas dessa condição incluem forte ansiedade e medo, respiração rápida, batimento cardíaco acelerado, acessos de calor ou frio, dor o peito, tremedeira e tontura. Procure seu médico imediatamente caso tenha algum desses sintomas. Medicamentos e psicoterapia podem ser usados para tratar a ansiedade pós-parto.

Quem está sob risco de ter depressão pós-parto?
Depressão pós-parto afeta mulheres de todas as idades, classes sociais e etnias. Qualquer mulher que está grávida, teve bebê nos últimos meses, sofreu aborto ou recentemente parou de amamentar, pode desenvolver a depressão pós-parto. A quantidade de filhos que uma mulher tem não afeta as chances dela desenvolver depressão pós-parto. Estudos mostram que mulheres que tiveram problema de depressão têm maior risco de desenvolver a depressão pós-parto.

O que causa a depressão pós-parto?
Não sabe-se ao certo o que causa a depressão pós-parto. Mudanças hormonais no corpo da mulher podem disparar os sintomas. Durante a gravidez a quantidade dos hormônios estrogênio e progesterona aumenta bastante. Nas primeiras 24 horas após o parto a quantidade desses hormônios baixa rapidamente e continua a cair até a quantidade anterior à gravidez. Pesquisadores acreditam que essas mudanças hormonais possam ocasionar a depressão, já que pequenas alterações nos níveis de hormônios podem afetar o humor da mulher antes da menstruação.Os níveis de tireóide também baixam bastante depois do parto. Níveis baixos de tireóide podem causar sintomas que podem ser sentidos como depressão: mudanças de humor, fadiga, agitação, insônia e ansiedade. Um simples teste de tireóide pode dizer se esta condição está causando a depressão pós-parto. Em caso positivo, o médico pode receitar medicamentos para a tireóide. Outros fatores que podem contribuir para a depressão pós-parto são:

• Sentir cansada depois do parto, padrão de sono irregular e falta de descanso suficiente geralmente impedem que a mãe recupere sua força total por semanas, especialmente se ela tiver sofrido cesariana.

• Sentir super-ocupada com um novo bebê para cuidar e duvidar da sua capacidade de ser uma boa mãe.

• Sentir estresse em virtude das mudanças na rotina de casa e do trabalho. Algumas vezes a mulher pensa que deve ser uma "super-mãe" perfeita, o que não é realista e provoca estresse.

• Ter sentimentos de perda - perda de controle, perda de identidade (quem era antes do bebê), perda da silhueta magra.

• Ter menos tempo livre e menor controle sobre o tempo. Ter que ficar dentro de casa por períodos mais longos e menos tempo para passar com o pai do bebê.

Como é o tratamento da depressão pós-parto?
É importante saber que a depressão pós-parto tem tratamento e irá embora. O tipo de tratamento depende do quanto severa é a depressão pós-parto. A depressão pós-parto pode ser tratada com medicação (anti-depressivos) e psicoterapia. Mulheres com depressão pós-parto geralmente são aconselhadas a entrar em grupo de suporte para conversar com outras mulheres que estão passando pela mesma experiência. Se a mulher estiver amamentando, ela precisa conversar com seu médico sobre o uso de anti-depressivos, já que alguns desses medicamentos podem afetar o leite materno e não devem ser usados.

O que posso fazer para cuidar de mim mesma se tiver depressão pós-parto?
A boa notícia é que, se você tiver depressão pós-parto, há algumas coisas que pode fazer para cuidar de si mesma:

• O bom e velho descanso. Sempre tente tirar uma soneca quando o bebê dormir.

• Pare de colocar pressão sobre si mesma para fazer tudo. Faça o quanto puder e deixe o resto! Peça ajuda para o afazeres domésticos e alimentação noturna.

• Não fique muito tempo sozinha. Vista-se, sai de casa e dê uma curta caminhada.

• Passe algum tempo sozinha com seu companheiro.

• Converse com seu médico sobre o tratamento. Não fique constrangida em falar sobre suas preocupações.

• Converse com outras mães, de modo que possa aprender com suas experiências.

• Entre em um grupo de suporte para mulheres com depressão pós-parto

DANUZA GUEDES:  PSICÓLOGA CLINICA E PÓS-GRADUADA EM PSICOLOGIA JURIDICA CRIMINALISTA; PSICOTERAPÊUTA E ANALISTA DE RH E DP.
E-mail: danuzaguedes@hotmail.com

Sugestões de Matérias Especiais para o e-mail: blogdomelk@hotmail.com

Você Pergunta, Nós respondemos.

Atendendo a mais uma leitora do nosso Blog que nos fez a pergunta relacionada ao seu relacionamento, e que, com a participação mais que especial da nossa colaboradora, respondemos a "Camila" de forma clara e objetiva.

Pergunta: Sempre estrago as relações
Gostaria de saber por que eu não consigo me interessar por ninguém e acho que ninguém se interessa por mim ... E quando encontro alguém que parece se interessar, eu não gosto, não consigo acreditar em ninguém. Acho que todos estão me enganando e me sinto mal com isso. Afinal, vejo mulheres com aparência bem pior que a minha e que encontram namorados, e eu não consigo. Sou simpática, razoavelmente inteligente, bem humorada, situação financeira razoável, não dependo de ninguém para me sustentar. Estou à procura de um amor e nada acontece. Não consigo me sentir segura, e sempre estrago as relações. Queria saber como faço pra tirar o peso de uma frustração passada que não me permite viver uma nova relação? Estou quase desistindo. As coisas acontecem sempre da mesma forma, o início, o meio e o fim...

Resposta:
Embora reconheça, racionalmente, que tem características interessantes, me parece que, no íntimo, você não se sente uma mulher atraente, capaz de despertar o interesse do outro. Por isso, ao se olhar no espelho, você parece não enxergar essa mulher simpática, inteligente, bem-humorada e bonita. A insegurança te leva a um ciclo vicioso: por se sentir insegura, você não se sente atraente. Não se sentindo atraente, fica ainda mais insegura. Creio, portanto, que a insegurança é base de toda a dificuldade.


Você se referiu a uma frustração passada, que provavelmente alimentou toda essa insegurança. Talvez seja importante refletir sobre essa experiência e tentar vê-la com um novo olhar. Você aparentemente entendeu a frustração que teve como um sinal de que não é uma mulher interessante, de que ninguém a quererá. Não é bem assim. Frustrações nos relacionamentos são coisas que acontecem, já que se relacionar é correr esse risco. Tente não valorizar tanto a experiência do passado e procure tirar lições dela. Já que não é possível mudar o passado, pode-se ao menos aprender com ele. Tenha mais confiança em você mesma e acredite na sua capacidade de se relacionar. Não é porque não deu certo uma vez (ou algumas vezes!) que não dará certo nunca, certo?

Abraços, Mariana (Psicóloga)
Perguntas pelo e-mail: blogdomelk@hotmail.com

Rafinha Bastos é o mais influente no Twitter, diz jornal

FAMOSIDADES

Os brasileiros estão com tudo no Twitter! Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal americano "The New York Times", o comediante brasileiro Rafinha Bastos é a personalidade mais influente do microblog.
O apresentador do "CQC" bateu algumas celebridades que têm mais seguidores do que ele. É que o sistema, criado pela empresa Twitalyzer, não leva em conta apenas o número de seguidores, mas o quanto é falado sobre essa pessoa e a quantidade de vezes que suas mensagens são retuitadas e mencionadas.

Segundo a “Folha de S. Paulo”, o estudo criou uma nova metodologia para medir quem são as celebridades cujas mensagens têm mais impacto no serviço de microblogging. E nessa Rafinha saiu ganhando.
Embora Lady Gaga, Justin Bieber, Britney Spears e Barack Obama tenham mais de seis milhões de seguidores cada um, o brasileiro – que tem cerca de 1,6 milhão – liderou o ranking.

O apresentador Luciano Huck também aparece na lista, ocupando a décima posição. Na escala criada, Rafinha recebeu nota 90 de influência. Apenas para comparação, Oprah Winfrey ficou com valor 40. Lady Gaga, a líder em fãs, recebeu pontuação 41.

A publicação americana brincou antes de mencionar os nomes de Rafinha e Huck, e pediu que seus leitores não estranhassem "desconhecidos" no top 10 da lista. Confira o ranking e notas abaixo.

1. Rafinha Bastos, comediante brasileiro (nota 90)
2. Chad Ochocinco, jogador de futebol americano (89)
3. Conan O'Brien, comediante e apresentador americano (88)
4. Stephen Fry, ator e diretor britânico (87)
5. Ryan Seacrest, apresentador americano (86)
6. Snoop Dogg, rapper americano (85)
7. Barack Obama, presidente americano (83)
8. Rainn Wilson, ator americano (83)
9. Kim Kardashian, modelo, socialite e atriz americana (81)
10. Luciano Huck, apresentador brasileiro (77)

Hora do Planeta é neste Sábado

A importância em participar da Hora do Planeta
Anote: 26 de março, às 20h30 é hora de apagar as luzes por 60 minutos!
Anote: 26 de março, às 20h30 é hora de apagar as luzes por 60 minutos!
Se você está entre os que se preocupam com a preservação de nossos recursos naturais e sabe da importância do uso da energia de forma consciente para evitar o aumento do aquecimento global, apague a luz no próximo sábado, dia 26 de março, às 20h30 (horário de Brasília). A Hora do Planeta (Earth Hour) iniciativa da ONG WWF, propõe conscientizar a população mundial sobre essas questões através dessa manifestação, onde as luzes serão apagadas por 60 minutos em data e hora marcada.

Os dados divulgados em estações metereológicas do mundo inteiro sobre o aquecimento global são assustadores: em 2010, a temperatura do planeta chegou a 0.62ºC acima da média. Estamos vivendo o período mais quente da história. Para estimular a reflexão sobre a importância dessa consciência à respeito do planeta, vários países já aderiram ao movimento, e apagarão as luzes dos seus principais monumentos.
Quando A Hora do Planeta foi criada, em 2007, a cidade de Sydney, na Austrália, foi a primeira a aderir ao evento. Inclusive, a ideia partiu da rede WWF de lá. Hoje, a campanha conta com mais de 35 países participantes, entre eles Colômbia, Suécia, Filipinas, China, África do Sul, Canadá e Rússia e Brasil. Na edição de 2011, Cingapura será o primeiro país a ficar no escuro, de acordo com o fuso horário.

No Brasil, São Paulo cortará a iluminação da Ponte Octávio Frias de Oliveira (Ponte Estaiada), o Obelisco do Ibirapuera, o Monumento às Bandeiras, o Teatro Municipal, o Mercado Municipal e o Estádio do Pacaembu. A Biblioteca Municipal Mário de Andrade, reinaugurada no último mês de janeiro, também terá suas luzes apagadas. No Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa entre outros monumentos também terão sua iluminação apagada. Já em Florianópolis, até uma rede de shoppings vai ficar no escuro! E pelo terceiro ano consecutivo, Acre e Rio Branco participam da manifestação mundial.

No site oficial dedicado à Hora do Planeta, há uma lista com mais de 100 empresas no Brasil que irão aderir à manifestação. Mas essa edição de 2011 tem um objetivo maior: a WWF quer trazer não só governos e prefeituras para participar, mas a população também. Algumas empresas e instituições estão promovendo programas para estimular seus funcionários a participarem. É o caso da Unilever, que tem feito uma campanha interna, transmitindo mensagens de consciência ambiental e engajando os colaboradores a participar da causa, além de promoções em site dos seus produtos na intenção de sensibilizar seus consumidores sobre a importância do movimento.

Participe você também! Se inscreva no site: http://www.horadoplaneta.org.br e apóie essa causa!

Rogério desafia tabu e rival 'mais difícil' para alcançar feito histórico

Goleiro tricolor tentará gol 100 no domingo diante do Corinthians, grande do estado em que menos balançou as redes e cujo o São Paulo não vence há mais de quatro anos

Rogério desafia tabu e rival 'mais difícil' para alcançar feito histórico
Rogério só marcou duas vezes contra o Corinthians na carreira; reveja os gols
Quis o destino que Rogério Ceni tivesse sua primeira oportunidade de anotar o gol 100 de sua carreira justamente contra o Corinthians. Mas para alcançar o feito histórico, no entanto, o arqueiro são-paulino terá de superar no domingo, em Barueri, o fato de ser o time alvinegro o rival de peso do estado em que ele menos balançou as redes e sobre o qual seu clube não consegue uma vitória há mais de quatro anos.

Se fez do Palmeiras sua maior vítima da carreira com sete tentos, comemorou quatro vezes contra o Santos e o fez em três ocasiões diante da Portuguesa, o capitão tricolor só pôde extravasar frente o adversário do Parque São Jorge em apenas dois momentos, ambos cobrando pênalti. Como superstição fica o fato de que quando anotou, saiu vitorioso.

A primeira vez aconteceu na impiedosa goleada do São Paulo por 5 a 1, em 08 de maio de 2005, pelo Campeonato Brasileiro; depois, justamente no último triunfo da equipe do Morumbi sobre o adversário, em 11 de fevereiro de 2007, por 3 a 1, pelo Paulista. Os arqueiros corintianos Tiago, na primeira vez, e Marcelo, na segunda, foram as vítimas.

Será Julio Cesar a terceira? O goleiro corintiano minimizou. "Seria vaidade da minha parte pensar em não tomar o centésimo gol do Rogério antes de pensar na minha equipe. Não gostaria de tomar o gol. Mas se tomar, e o Corinthians vencer, vou ficar feliz", disse após a vitória sobre o Oeste, na quarta.

Rogério só marcou duas vezes contra o Corinthians na carreira; reveja os gols
Rogério manteve seu tradicional discurso em relação ao assunto, também colocando o time acima de suas marcas pessoais. "Hoje [quarta] a gente fica decepcionado com o resultado, independente do gol. Vamos trabalhar para domingo, tem jogo importante. São Paulo e Corinthians é sempre importante independente de gol", afirmou após a derrota por 3 a 2 para o Paulista, também na quarta.

Para uma festa completa do arqueiro, então, o São Paulo terá de quebrar um incômodo tabu de mais de quatro anos sem bater o Corinthians. Desde o 3 a 1 citado acima, são 11 partidas sem triunfo tricolor, sendo oito derrotas e três igualdades. "Temos que trabalhar bem para isso [vencer]. Gol é consequência, um dia vai sair. Precisamos vencer o Corinthians. É um tabu de 10, 11 jogos... Precisamos vencer", pregou o capitão são-paulino.

Rogério Ceni versus rivais paulistas
Contra o Palmeiras - 7 gols
Contra o Santos - 4 gols
Contra a Portuguesa - 3 gols
Contra o Corinthians - 2 gols

Do ESPN.com