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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Depressão está relacionada a hiperatividade cerebral

Pesquisadores observaram que há atividade maior do que o normal nas conexões elétricas que unem a maioria das regiões cerebrais

Pesquisadores consideram que depressão afeta conexões cerebrais como um todo, e não áreas específicas

Pela primeira vez, pesquisadores buscaram entender a depressão como um problema que afeta todo o cérebro, e não somente determinadas áreas. Em estudo publicado na edição desta semana do periódico PLoS One, especialistas da Universidade da Califórinia, nos Estados Unidos, lançaram luz sobre como a doença provoca disfunção cerebral e causa sintomas variados.

Tradicionalmente, os artigos científicos buscam identificar determinadas regiões do cérebro que são afetadas pela depressão e responsáveis por provocar sintomas como ansiedade, dificuldades de concentração, problemas de memória e distúrbios do sono. Levando em consideração que esses sintomas são tão variados quanto numerosos, a nova pesquisa indicou que a depressão é um problema de mau funcionamento da maior parte da rede cerebral, que liga suas diferentes áreas entre si. Embora todas as áreas do órgão já sejam conectadas entre si, a pesquisa sugere que uma hiperatividade dessas ligações possa explicar os sintomas desencadeados pelo quadro depressivo.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores estudaram as conexões funcionais do cérebro de 121 adultos que haviam sido diagnosticados com depressão. Eles observaram que esses indivíduos demonstram aumento na sincronização em todas as atividades elétricas do cérebro. Segundo os autores do estudo, o cérebro deprimido mantém sua capacidade de formar conexões funcionais, mas perde a habilidade de desligar essas conexões. "Essa incapacidade de controlar a forma como as áreas do cérebro trabalham em conjunto pode ajudar a explicar alguns dos sintomas da depressão", diz Andrew Leuchter, coordenador do estudo.

A área com o maior número de conexões anormais do cérebro de alguém com depressão é o córtex pré-frontal, que está envolvido com a regulação do humor e com a capacidade de resolver problemas. “O cérebro deve ser capaz de regular suas conexões para funcionar adequadamente, sincronizando e dessincronizando diferentes áreas, inclusive para regular o humor, por exemplo”, diz Leuchter. De acordo com o pesquisador, talvez um importante passo para tratar a depressão esteja em reparar e normatizar as conexões elétricas do cérebro. Identificar como os medicamentos podem melhorar esse problema será o proximo passo das novas pesquisas de sua equipe.

Saiba mais

DEPRESSÃO
A depressão é a mais comum das doenças psiquiátricas. Ela se manifesta por meio de sintomas como mudança de humor, perda de interesse em atividades do cotidiano, sentimento de culpa e distúrbios do sono e do apetite. O problema nem sempre é crônico, mas pode ser recorrente na vida de uma pessoa. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é responsável pela morte de 850.000 pessoas ao ano no mundo todo. Ainda de acordo com a OMS, a depressão pode acometer pessoas de todas as idades, gêneros e origens. Depressão não é o mesmo que tristeza, já que engloba fatores biológicos, psicossociais e físicos. Suas causas não são totalmente definidas, mas acredita-se que a depressão esteja ligada ao mau uso que o cérebro faz de neurotransmissores associados às sensações de prazer, autoconfiança, apetite e libido. Traumatismos e acidentes físicos também podem desencadear o problema.

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