
Segundo Ribamar, cartazes que chamavam Serra de "presidengue" e "o pior ministro da Saúde" foram improvisados na manhã desta quarta-feira. Segundo o sindicalista, "por coincidência", os agentes de saúde encontraram com militantes petistas que panfletavam para a candidata Dilma Rousseff. O encontro de cabos eleitorais de Serra com os petistas provocou uma briga generalizada no calçadão e o próprio candidato foi atingido na cabeça. A assessoria de Serra disse que ele foi ferido por uma bandeira, mas o pastor evangélico Paulo César Gomes, que ajudou a fazer um cordão de proteção a Serra, garantiu ter visto que o tucano foi atingido por um rolo de papelão grosso usado para enrolar adesivos de campanha.
"Nós vimos a agenda do Serra na internet. Ele demitiu mais de cinco mil agentes de saúde e é o culpado pelas vítimas da dengue. Nos sentimos na obrigação de denunciar um ministro que diz ser o melhor do País. Mas os cabos eleitorais deles nos receberam com essa violência", afirmou Ribamar, que continuava no calçadão depois do tumulto, ao lado de alguns colegas que exibiam uma faixa "Serrapresidengue". Ainda no começo da confusão, Serra considerou que este foi um momento mais tenso da campanha de rua.
Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo
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